A MÁFIA JUDAICO-RUSSA: DO GULAG AO BROOKLYN E AO DOMÍNIO MUNDIAL
M. Raphael Johnson, Ph.D.[1]
Fonte: https://www.nommeraadio.ee/meedia/pdf/RRS/The%20Judeo-Russian%20Mafia.pdf
Tradutor do texto: Gustavo Petrônio Toledo.
Descrição: O texto descreve a ascensão da máfia judaica oriunda da Rússia, chamada “Kosher Nostra”, como uma força dominante no crime organizado global, superando a máfia italiana em escala e violência. Aponta que essa organização, liderada por figuras como Semion Mogilevich, opera com impunidade, beneficiada por conexões com agências de inteligência e grupos judaicos, como a ADL, que protegeriam suas atividades. Relata o assassinato de figuras como Alexander Lebed, atribuído à máfia, e a falta de investigações efetivas. Destaca o trabalho do jornalista Robert I. Friedman, que expôs a máfia em seu livro Red Mafiya, enfrentando ameaças por isso.
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Enquanto o FBI e a grande mídia se obcecam com a Máfia Siciliana (a “Cosa Nostra”), existe uma força muito mais poderosa e sinistra que tem controlado a maior parte do crime organizado do mundo há pelo menos duas décadas — a máfia judaica vinda da Rússia (a “Kosher Nostra”). No entanto, não há sequer uma divisão no FBI para lidar com seus crimes, os quais superam os dos gângsteres italianos em escala, violência e profundidade.
Em 28 de abril de 2002, um helicóptero militar caiu na parte sul da região de Krasnoyarsk, Sibéria. A bordo estava um importante dignitário russo, o general Alexander Lebed, governador da região. Lebed foi declarado morto no local. Quase imediatamente, a imprensa internacional culpou a “densa neblina” pelo incidente. Contudo, naquela época, todos os membros das forças armadas russas estavam convencidos de que a morte de Lebed não fôra um acidente, e sim mais um golpe da máfia judaica internacional, uma organização que há muito já tinha tomado o controle de boa parte da economia russa.
Lebed, provavelmente o homem mais popular da Rússia à época, pretendia construir um império socialista nacional — possivelmente com auxílio chinês — baseado na enorme riqueza petrolífera e mineral da região. Se tivesse tido sucesso, a história mundial poderia ter mudado, e o século XXI seria muito diferente. Antes disso, dezenas de antissionistas na Rússia haviam sido assassinados por bombas em carros ou outros dispositivos, sem que nenhum dos casos fosse solucionado. Apenas um punhado foi tão-somente investigado.
O simples fato de a máfia judaica (frequentemente chamada erroneamente de “máfia russa”) ser capaz de apagar completamente seus rastros, ficando totalmente de fora das reportagens sobre o incidente, enquanto o povo comum (na Rússia) estava absolutamente convencido de sua cumplicidade, prova a imensa força desse movimento relativamente novo do crime organizado.
A máfia judaica não se parece em nada com suas predecessoras irlandesas ou italianas, em suas operações na América ou na Europa. Ela é mais rica e muito mais violenta e impiedosa, e seu alcance é intercontinental. Ela mata crianças. Ela mata policiais e suas famílias. Mata quem ela quiser. Nunca houve nada parecido na história do mundo. E ela está apenas começando.
A principal figura na investigação da teia de segredos que envolve a máfia judaica foi o jornalista Robert I. Friedman, que morreu jovem de uma “doença tropical”. Ele entrevistou as principais figuras desse submundo e revelou seus esconderijos e planos.
Após a publicação de seu livro sobre o assunto, Red Mafiya: How the Russian Mob Has Invaded America (2000), os grandes chefões do crime organizado mundial puseram sua cabeça a prêmio. A máfia “russa” sabe que pode matar impunemente, e, dada sua relação confortável com as agências de inteligência europeias e americanas, sua imunidade a ações penais só tende a aumentar.
O trabalho de Friedman é de extraordinário fôlego — e este ensaio o citará extensivamente, especialmente seu livro Red Mafiya. Friedman não tem medo de afirmar o óbvio, qual seja: que toda a máfia “russa” é judaica, sem exceção, e que ela tem usado isso como escudo para desviar críticas. Esse escudo lhe permitiu crescer e prosperar. Além disso, Friedman não tem medo de admitir que organizações judaicas em todo o mundo, lideradas pela Liga Antidifamação (ADL), são beneficiárias da generosidade vinda do crime organizado, e que as organizações em questão estão cientes disso. Em outras palavras, o crime organizado judeu é considerado uma parte aceitável da vida judaica, e organizações judaicas chegaram a fazer lobby junto às autoridades policiais para encerrar investigações sobre esse fenômeno, quase sempre com sucesso.

A confirmação do sionista Michael Chertoff para o posto de chefe do Homeland Security (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos) garante que o crime organizado judeu na América não não será alvo das diversas operações de repressão que miraram a máfia italiana.
Diz-se que as raízes do crime organizado judeu remontam aos tempos czaristas. Quadrilhas criminosas organizadas ajudaram as gangues de Lênin em assaltos a bancos e na criação de um caos generalizado. Durante a chamada revolução, era difícil, às vezes impossível, distinguir entre ideólogos bolcheviques e sindicatos do crime organizado judeu — eles atuavam praticamente da mesma forma.
No entanto, em tempos mais modernos, parecem ter suas raízes nos dias finais da estagnada União Soviética sob Leonid Brezhnev. No fim dos anos 1970, a economia russa era movida pelo mercado negro, e os estágios iniciais da máfia judaica estavam envolvidos nesse submundo. De fato, a economia socialista russa teria colapsado muito antes, se não tivesse sido sustentada pela extensa economia paralela.
Logo, os chefes do mercado negro tornaram-se tão poderosos que foram capazes de formar seus próprios “tribunais populares”, os quais faziam “justiça” totalmente à parte do Estado soviético e fora de seu controle. Muitos desses comerciantes do mercado negro haviam sido libertados pouco tempo antes do sistema de gulags. A dureza necessária para sobreviver nesses calabouços serviu muito bem a essa nova elite criminosa (Friedman, p. 9).
O mercado negro atuou como válvula de escape para o Estado soviético durante décadas, tornando todas as estimativas da força econômica soviética sujeitas a especulações. O mercado negro fornecia muitos bens e serviços que o sistema soviético sobrecarregado não conseguia oferecer. Nos gulags, esses chefes do mercado paralelo formaram irmandades — semelhantes às formadas atualmente por negros e hispânicos nas prisões. Eles formaram bunds judaicos que, após sua libertação, consolidaram laços profundos que persistem até hoje, mantendo-se com isso uma organização altamente secreta, quase impossível de se lidar ou penetrar.
O famoso projeto de lei do Senador Henry “Scoop” Jackson, a lei Jackson-Vanik, vinculou privilégios comerciais soviéticos ao tratamento dado aos judeus soviéticos. Foi um projeto de lei amplamente apoiado por organizações judaicas americanas. E, enquanto não-judeus não podiam emigrar da Rússia, os judeus podiam.
Rapidamente, a KGB aproveitou essa oportunidade para despejar criminosos hardcore nos Estados Unidos, muitos dos quais eram judeus, enquanto os conservadores aplaudiam, acreditando, ingênuos como sempre, terem obtido uma grande vitória contra a URSS. Grande parte da penetração da máfia judaica nos Estados Unidos ocorreu como resultado desses “boatlifts” soviéticos [fugas em massa por navio], que foram parcialmente financiados por grupos feito a ADL ou a Hebrew Aid Society.
Dada a dimensão substancial do mercado negro e do submundo criminoso soviético, e seu caráter exclusivamente judaico, é difícil acreditar que os grupos judaicos que financiavam a imigração de judeus russos para a América não estivessem cientes das conexões de muitos dos novos imigrantes. De qualquer forma, grande parte do dinheiro destinado à imigração para Israel foi desviada pela máfia e redirecionada para o assentamento de judeus em Nova York — a Nova Terra Prometida.
Marat Balagula foi um desses. Grande figura do crime organizado judeu, ele comprou um restaurante em Brighton Beach, no Brooklyn, e o batizou de Odessa (uma importante cidade portuária na Ucrânia), rapidamente transformando-o numa base central de recrutamento para mafiosos. O restaurante também estava estreitamente ligado a agências sionistas na área, incluindo o grupo feminino Hadassah, que usava o estabelecimento para reuniões e jantares de arrecadação de fundos (Friedman, p. 17).
Esse restaurante também se tornou o centro do poder político real no Brooklyn, pois, na parte superior do estabelecimento, Balagula e outros mafiosos judeus se reuniam para formar os “tribunais populares”, cujas decisões eram (e ainda são) lei.[2] Os tribunais ordinários da região não podiam competir com os mafiosos, bem protegidos por poderosos grupos judaicos na cidade e no próprio governo municipal.
Esses tribunais, controlados pela máfia judaica, eram mais poderosos e atuavam mais rapidamente do que os tribunais regulares de Nova York. Balagula havia criado um Estado dentro de um Estado. As gangues italianas em Nova York não sabiam o que as atingira. Execuções públicas e torturas eram comuns no Brooklyn, e em plena luz do dia. Frequentemente, assassinatos públicos ocorriam por ofensas mínimas ou apenas para provar a força de alguém. Enquanto os italianos eram bastante cautelosos em suas ações, a máfia judaica era extravagante e gratuitamente violenta.
Yuri Brokhin, outro mafioso judeu que já havia se destacado na América, e Balagula dedicavam-se ao roubo de diamantes em joalherias e sua substituição por imitações baratas. Num incidente narrado por Friedman, a dupla aplicou um desses golpes em Chicago, tendo sido vista por um segurança judeu no Aeroporto O’Hare de Chicago, usando vestimentas hassídicas falsas na véspera do Yom Kippur, quando os judeus são estritamente proibidos de viajar. Esse descuido os fez ser pegos levando 175.000 dólares. A dupla foi condenada, mas, como prova do poder da máfia judaica, ambos se safaram sem uma pena de prisão, apesar de terem cometido grande furto qualificado, entre outros crimes.
É claro que Friedman não especula a razão disso, uma vez que um crime grave desses frequentemente implicava penas superiores a vinte anos. Tanto Brokhin quanto Balagula eram criminosos na URSS e puderam transferir suas riquezas para a América por meio de organizações sionistas e “caritativas” judaicas.
Uma conexão importante entre os bastidores do poder político americano e a máfia judaica foi o rabino Ronald Greenwald. Ele conscientemente fazia negócios com vigaristas e figuras mafiosas, e usava suas conexões políticas para protegê-los. Greenwald foi um dos principais atores no CREEP, o comitê de reeleição de Richard Nixon em 1972.
Greenwald foi bastante requisitado por Nixon e outros republicanos para a conquista do voto judaico, que ele duplicou para Nixon naquela eleição no Estado de Nova York (Friedman, p. 31). Não tardou para que o rabino recebesse um posto de “conselheiro” de Nixon em “programas de combate à pobreza judaica”, um cargo que certamente causou risos na época, embora fosse claro que Nixon devia favores a Greenwald. Rapidamente o rabino usou seus novos poderes, sobretudo para proteger a máfia — que, àquela altura, se envolvia em fraudes no programa Medicaid — e acobertar seus crimes.
Seu cargo como chefe da iniciativa de “combate à pobreza judaica” permitiu-lhe proteger aqueles envolvidos em tais fraudes financeiras, bem como suspender toda e qualquer investigação do FBI sobre seus amigos. Parte da ascensão dos grupos mafiosos judaicos deveu-se à proteção que lhes foi proporcionada pelas conexões políticas de Greenwald.
Greenwald também foi fundamental na proteção de Marc Rich, um investidor judeu bilionário com ligações com a máfia. Rich, figura importante na administração Clinton, roubou bilhões de dólares de investidores. Mais uma vez, nada foi feito, embora o tratamento negativo da mídia contra Rich tivesse sido tolerado, em grande parte, porque ele fez negócios com o Irã e, por isso, era considerado traidor por seus correligionários judeus. Por fim, Clinton perdoou Rich num caso amplamente divulgado, e Rich se encontra hoje em liberdade.
Investidores da máfia judaica praticamente tomaram conta de Las Vegas, também com a proteção política e o patrocínio de Greenwald. Há alguns anos, foi lançado um filme chamado Cassino (1995), estrelado por Robert De Niro e Joe Pesci. Focalizando a tomada de Las Vegas, o filme retratou o Sr. Rothstein (interpretado pelo judeu DeNiro) como o empreendedor elegante e bem-sucedido, e Pesci como o típico “italiano esquentado”, arrogante e insolente. É claro que o objetivo do filme era absolver o crime organizado judeu e transferir toda a culpa para mafiosos italianos. O contrário é que era verdade.
Balagula, antes de assumir os interesses da máfia judaica nos Estados Unidos, atuou como funcionário da máfia para a KGB. Em suas próprias palavras, a “KGB lhe dava vistos sem problema algum” (Friedman, p. 44), e lhe enviava peças de arte e jóias roubadas, que ele vendia a turistas estrangeiros.
A KGB também o colocou à frente da maior cooperativa alimentar da Ucrânia, cargo que ele rapidamente transformou numa grande operação de mercado negro, com a bênção da própria KGB. Perto do fim da Guerra Fria, os membros da KGB viam o sindicato do crime judeu como uma possível fonte de novos empregos após a destruição do antigo sistema. Assim, não só contavam com o patrocínio do establishment político americano via Greenwald, mas também do decadente aparelho de inteligência soviético.
CONTRABANDO
O que se deve ter em mente sobre a operação de contrabando é que ela nunca foi algo pequeno. Nada do que a máfia judaica fazia era pequeno. Essa operação sempre tinha alcance multinacional. Dispunha de uma frota de enormes petroleiros, caminhões-tanque e centenas de postos de gasolina e distribuidoras, todos de propriedade de judeus leais à máfia.
Balagula havia criado um imenso império mafioso que ia do norte da África à Arábia Saudita, à Venezuela e ao Brooklyn. Os mafiosos judeus desenvolveram uma infraestrutura dentro do comércio de petróleo que os tornava invencíveis. A influência da máfia é substancial no preço do petróleo, além de atuar ocasionalmente como intermediária entre o Mossad e os xeques árabes produtores de petróleo. Ninguém de relevância ligado à máfia judaica jamais foi levado à justiça.
Mesmo com todo o poder acumulado pela máfia judaica, eles não passam de uma espinha nas costas do mestre de todos eles, um homem que verdadeiramente controla grande parte do globo. Não há ninguém na Terra mais poderoso do que ele e, como de costume, permanece desconhecido, deixado de fora de todas as reportagens da imprensa e da televisão sobre o assunto. A CIA o considera uma “grave ameaça” à segurança global e “o homem mais perigoso do mundo” (Friedman).
O fato de ele permanecer quase desconhecido demonstra o poder dos meios de comunicação controlados pelos sionistas e seu impulso incessante para suprimir toda e qualquer investigação sobre o crime organizado judeu. Ele criou uma gigantesca rede global de comunicações e emprega centenas de Ph.D.s em computação, física e economia para administrar seu enorme império financeiro. Ele penetrou em todas as bolsas de valores do mundo e controla boa parte das negociações delas. Ele também foi o cérebro por trás do maior esquema de lavagem de dinheiro da história dos EUA, “branqueando” sete bilhões de dólares através do Banco de Nova York, que é uma importante filial do Federal Reserve e seu banco preferido.
Seu nome é Semion Mogilevich, nascido em 1946.
Estabelecendo suas primeiras operações em Israel, onde extorquiu refugiados judeus da Rússia, Mogilevich obteve cidadania húngara após ter dito que o maior problema de Israel é que “há judeus demais lá”. Apesar disso, Mogilevich controla sozinho os bordéis em Israel, onde mulheres ucranianas e russas são forçadas à escravidão sexual. Isso é legalizado em Israel, se as garotas não forem judias. O nome de Mogilevich foi omitido de todos os relatórios sobre esse fenômeno em Israel, Ucrânia ou Estados Unidos. Mogilevich também controla o comércio de vodka na Rússia e na Europa Central.
Mais grave ainda, Mogilevich comprou a indústria de armamentos da Hungria. Em outras palavras, ele controla o equipamento militar fabricado naquele país. Ele tem seu próprio exército, artilharia, infantaria mecanizada, armas antiaéreas e mísseis de todos os tipos. A OTAN declarou que ele é uma “ameaça à estabilidade da Europa”, embora seu nome permaneça pouco conhecido. Esse mafioso é militarmente mais poderoso do que muitos países europeus.
Mogilevich possui ainda armas nucleares dos antigos países do Pacto de Varsóvia, e está atualmente a negociar com vários governos, para fornecer-lhes tecnologia nuclear. Ele tem agentes nos órgãos de inteligência de todos os países europeus, o que significa que talvez nunca seja processado, pois é informado de qualquer investigação pendente sobre suas atividades, que rapidamente é anulada.
A televisão alemã noticiou que o serviço de inteligência alemão, o BND, havia entrado em negociações secretas com Mogilevich, pelas quais este último forneceria informações sobre seus rivais na Rússia. Mogilevich tem um acordo semelhante com a inteligência francesa. Ele também tem conexões estreitas com o Mossad, que destruiu seu arquivo criminal (Friedman, p. 245–247). Portanto, ele é imune a processos judiciais e viaja livremente.
Mogilevich controla o mercado negro da Europa Central até a Rússia. Ele tem também ligação com os Rockefellers, pois seu principal assessor econômico, Igor Fisherman, foi consultor do Chase Manhattan Bank. A propósito do Federal Reserve e suas relações com Mogilevich, Friedman escreve: “Embora o banco não tenha sido acusado de qualquer irregularidade, alguns investigadores acreditam que a lavagem de dinheiro não poderia ter ocorrido se altos funcionários do banco não tivessem sido subornados ou de alguma forma estivessem envolvidos” (p. 259). (…) “Quando o Departamento de Justiça iniciou uma investigação criminal contra Mogilevich (que não deu em nada), ele acusou o Departamento de criar uma ‘conspiração antissemita’”.
Natan Sharansky, o mentor declarado de George W. Bush, tem longos e profundos laços com o crime organizado. O Congresso, o Departamento de Estado e a CIA têm extensos dossiês sobre Sharansky, que atuou como ponte entre o Partido Republicano e a bandidagem judia, de maneira semelhante ao rabino Greenwald. Sharansky, ciente de seu poder, recusou-se simplesmente a cortar seus laços com o crime organizado, infundindo a máfia judaica nos mais altos escalões da administração Bush.
Há um padrão em relação ao Partido Republicano: judeus russos costumam fazer-se passar por “anticomunistas”, em parte porque haviam sido presos pelos serviços de segurança por suas atividades no mercado negro, mas também porque essa postura os tornava valiosos para os agentes republicanos e para o “movimento conservador” de Beltway. A sua reputação de “dissidentes” os protegia quase tanto quanto sua religião.
Por causa disso, o pai de George W. Bush também se recusou a cooperar com várias investigações sobre atividades da máfia russa na Suíça. A CIA comentou que não há “nenhuma figura importante da máfia russa que não possua passaporte israelense”, porém o Estado de Israel se recusa a tomar qualquer medida contra esses gângsteres.
Yitzhak Rabin foi a única exceção: ele se reuniu com figuras do Mossad, bem como com o Shin Bet e o “FBI” israelense, para combater o crime organizado, acreditando que este poderia desestabilizar Israel. Dentro de poucos dias, porém, foi assassinado. Seu sucessor, Shimon Peres, engavetou as recomendações formuladas durante o mandato de Rabin, decerto num local onde até hoje acumulam poeira.
AS CAUSAS
Talvez valha a pena aprofundar algumas das causas desse fenômeno. Por que os judeus? É verdade que muitos grupos culturais se envolveram no crime organizado de base étnica, mas parece que somente os italianos são frequentemente mencionados.
Hoje em dia, gangues chechenas, hispânicas e albanesas estão a crescer em poder, mas nenhuma chegou sequer a ser uma nota de rodapé em comparação com os clãs judeus. Poucas pessoas no FBI, CIA ou DEA falam hebraico ou iídiche. Alguns mafiosos judeus transitam entre idiomas, incluindo o russo, para se tornarem ainda mais indecifráveis.
O poder das gangues judaicas é exercido de forma mais implacável do que qualquer outra organização criminosa. Mafiosos judeus gostam de infligir dor, matar crianças, homens e mulheres desarmados. O antigo código de honra dos gângsteres irlandeses e italianos não existe mais. Esses mafiosos do passado só matariam outro mafioso.
As gangues judaicas não têm consideração por essas regras e, por isso, são mais temidas. A arrogância absoluta dos gângsteres judeus e sua autoconfiança escandalosa fizeram com que sua “concorrência” italiana adotasse uma postura bem mais cautelosa.
O Estado de Israel é um fator importante na ascensão e no poder da máfia judaica. Traficantes de drogas judeus, produtores de pornografia infantil e traficantes de escravos estão livres de processos em Israel. Israel não considera essas atividades como crimes, desde que, novamente, as vítimas não sejam judias. A máfia demonstrou seu poder no assassinato de Yitzhak Rabin. O Estado israelense não extradita seus cidadãos para países não-judeus e, portanto, assassinos judeus podem escapar facilmente de punição em Israel.
A situação única da antiga URSS e o fato de os judeus predominarem na burocracia soviética constituem outro elo para a ascensão da máfia. Os judeus predominavam no mercado negro anterior e mais primitivo da Rússia, pelo que seus grupos estavam materialmente mais preparados para tirar proveito da crise russa a partir de meados da década de 1980. O crime organizado judeu, ligado tanto à KGB quanto ao Mossad, tinha assim o caminho aberto para permanecer fora do radar das agências de inteligência ocidentais.
Provavelmente, o fator mais importante de êxito da máfia judaica é o controle total dos meios de comunicação por famílias judias e o poder da ADL na cultura americana. O poder dos judeus na América é tão grande que qualquer investigação séria sobre o crime organizado judeu atrairá ataques estridentes de todos os grandes meios de comunicação americanos. Em termos de relações públicas, simplesmente não vale a pena. Por isso, vê-se um programa de televisão feito The Sopranos, sobre mafiosos italianos, mas nunca se verá o mesmo programa retratando mafiosos judeus.
O QUE PODE SER FEITO?
Há muito pouco que possa ser feito nesta altura do jogo. Há todas as razões para acreditarmos que, em breve, nacionalistas e revisionistas serão alvo de criminosos judeus com fortes ligações com o Mossad. O destino do Ocidente está sendo decidido em Moscou, não em Washington D.C. ou Nova York. O presidente russo Vladimir Putin precisa continuar centralizando o poder em sua própria pessoa.
A eliminação, imposta por ele, dos governadores de província teve como objetivo principal uma campanha de combate ao crime organizado, uma vez que os governadores locais estavam a fazer as pazes com os chefes da máfia. Putin também precisa continuar a reforma dos serviços militares e de segurança, tornando-os cada vez mais leais à nova ordem russa. Putin deveria começar também a chamar publicamente a atenção para o poder global dos chefões da máfia e para a conivência das potências ocidentais em sua ascensão e atual prosperidade.
O rublo deveria tornar-se não conversível (para impedir sua manipulação pelos chefes do crime nos mercados cambiais) e um forte bloco comercial sino-eslavo precisa ser consolidado. O trabalho policial na Rússia é atualmente algo duro: policiais mal pagos precisam ser complementados por milícias locais para iniciar confrontos diretos e efetivos contra o crime organizado e a corrupção, onde quer que surjam.
Putin tem a popularidade e o poder para criar um grande bloco de segurança contra o crime organizado, bem como contra o imperialismo capitalista. Os bancos russos precisam ser colocados sob controle estatal e ser expurgados de todos os elementos criminosos.
Além disso, a Igreja, atualmente a segunda instituição mais popular na Rússia depois de Putin, precisa colocar seu poderoso selo sobre o desenvolvimento de uma Rússia livre da máfia, e conclamar todos os russos a se arrependerem e começarem a construir um sistema nacionalista e comunitarista. A agricultura e a comuna rural devem receber apoio governamental para repovoar o campo, tornando a Rússia autossuficiente em alimentos.
E, claro, as reservas extremamente importantes e estratégicas de petróleo e gás natural da Rússia precisam ser protegidas por tropas do Ministério do Interior e colocadas sob controle do governo, se necessário. Putin, os nacionalistas e a Igreja têm uma enorme popularidade e influência.
Esse capital deve ser usado no desenvolvimento de um sistema nacionalista dedicado a purgar a Rússia do crime, da ameaça imperialista, do despovoamento e do liberalismo de inspiração judaica. Ele já está se movendo nessa direção, e o crescimento econômico russo e a baixa taxa de inflação e de desemprego são seus frutos.
[1] Publicado em Culture Wars, 2009, p. 26–31. M. Raphael Johnson recebeu seu doutorado em ciência política pela Universidade de Nebraska. Ele é amplamente publicado em revistas acadêmicas revisadas por pares, bem como em revistas populares de opinião. Atualmente, é professor universitário na Pensilvânia. Ele vive com sua família em Chambersburg.
[2] Balagula faleceu em 2019, portanto ainda estava vivo quando Johnson escreveu este artigo. (N.T.)
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Nota: Este artigo é baseado principalmente em: Robert I. Friedman, Red Mafiya: How the Russian Mob Has Invaded America (2002). Outros livros sobre o mesmo assunto: Russian Mafia in America: Imigration, Culture, and Crime, de James O. Finckenauer; Comrade Criminal: Russia's New Mafiya, de Stephen Handelman; Godfather of the Kremlin: The Decline of Russia in the Age of Gangster Capitalism, de Paul Klebnikov; Darkness at Dawn: The Rise of the Russian Criminal State, de David Satter.
Artigo original: https://rdrlibrary.org/wp-content/uploads/2024/06/T000028082.pdf
