CATÓLICO E ANTISSEMITA: DOM JOUIN, DOM BENIGNI E PADRE BOULIN: UM CATÓLICO PODE SER ANTISSEMITA?

Umberto Benigni (à esquerda) com Jules Saubat (à direita), 1913. Arquivos dos Betharramitas de Roma.

Mons. Ernest Jouin (†1932), “detentor desde 1895 do título honorífico de cônego da catedral de Angers, assumiu o encargo da paróquia de Saint-Augustin em Paris de 1899 até sua morte. [Ele resiste à] separação entre Igreja e Estado em 1905[1] e aos Inventários em 1906.[2] [Jouin] mobiliza os fiéis de sua paróquia para impedir a entrada dos agentes do Estado na igreja, o que lhe vale uma condenação à multa pelo tribunal correicional do Sena por ‘provocação direta à resistência à execução das leis francesas’ (11-13 de abril de 1907). (…) Forjado tanto na luta contra as leis laicizantes quanto no ativismo anti-judaico-maçônico, o percurso de Jouin o leva a fundar sua própria revista mensal, a Revue Internationale des Sociétés Secrètes (RISS), em janeiro de 1912, com a ajuda de seu homem de confiança, Charles Nicoullaud.” (Valbousquet, 2020, p. 44–45).

Padre Paul-Émile Boulin (†1933), ordenado sacerdote em Troyes em 1898, homem de letras e polemista, foi redator de L’Univers (1912), mas sobretudo um membro eminente e um correspondente central de La Sapinière. “Antimoderno e antimodernista, a rede é definida como uma ‘entente romana de grupos católicos romanos integrais’, como no programa publicado em 1913: ‘O católico romano integral[3] aceita integralmente a doutrina, a disciplina, as orientações da Santa Sé e todas as suas consequências legítimas para o indivíduo e para a sociedade. Ele é (…) antimodernista, antiliberal, antiseitário.[4] Portanto, é integralmente contra-revolucionário, porque é adversário não apenas da revolução jacobina e do radicalismo sectário, mas também do liberalismo religioso e social.’” (Valbousquet, 2020, p. 29).


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