CONCÍLIO DE VANNES (461 OU 465) E ADIVINHAÇÃO
Padres do Concílio de Vannes
Fonte: Charles Munier (ed.), Concilia Galliae, A. 314–A. 506, p. 156. Brepols, 1963. Col. Corpus Christianorum, Series Latina, 148.
Tradutor do texto latino: Gustavo Petrônio Toledo.
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Sobre a adivinhação e as “sortes dos santos”
Cânon 16: E para que não pareça ter sido omitido aquilo que mais infesta a fé da religião católica — o fato de que alguns clérigos se dedicam a augúrios e, sob o nome de uma falsa religião, professam a ciência da adivinhação através daquilo que chamam de “sortes dos santos” (sortes sanctorum), ou prometem o futuro pela inspeção de quaisquer escrituras —[1] qualquer clérigo que for flagrado consultando ou ensinando tais práticas, seja considerado estranho (excluído) à Igreja. Que Deus proteja ilesa vossa coroa em sua igreja, senhores irmãos.
[1] Era uma prática comum na Antiguidade Tardia que consistia em abrir a Bíblia aleatoriamente para interpretar o primeiro versículo encontrado como uma profecia ou orientação divina. O Concílio condenou isso como uma forma de adivinhação pagã disfarçada de piedade. (Nota d’O Recolhedor).
