INFORMAÇÃO SOBRE O SOBRENOME DÁVILA DA ZONA DOS ALTOS DE JALISCO, MÉXICO
Grupo de Inteligência Guadalupano, 24 de outubro de 2025
ADVERTÊNCIA
Todos precisamos ter uma ideia real do que são as coisas para podermos nos desenvolver na realidade; quem esquece isso é um sonâmbulo, é alguém que caminha dormindo pela realidade com todos os imensos perigos que isso implica, porque a realidade mata quem não a vê. No que diz respeito a ser realista com as pessoas, isso é duplamente necessário, pois para poder estabelecer uma devida relação com os demais é imprescindível formarmos um conceito o mais objetivo e justo possível sobre quem são; sem isso corremos grandes perigos, além de que sem isso não é possível conduzir-se bem socialmente e moralmente. Assim, ainda que muitas vezes não possamos ter certeza sobre as más intenções dos outros, mesmo assim precisamos, para manter nossas relações interpessoais, formar um conceito o mais justo possível sobre o nosso próximo, e isso só pode ser alcançado sendo objetivo, sem julgamentos nem suspeitas temerárias, as quais, além de serem pecado, nos tiram da realidade. Para se ter uma ideia correta sobre uma pessoa, ela deve ser elaborada não apenas com um aspecto dela, porque é necessário considerar, além do importantíssimo critério de levar em conta sua trajetória e obras, também todos os elementos verídicos — tanto favoráveis quanto desfavoráveis — de informação (não de desinformação ou difamação) que possamos ter ao nosso alcance para não cometermos difamações e injustiças contra ela.
Aplicando o anterior ao tema da infiltração na Igreja, não se deve nunca esquecer que existem judeus sinceramente cristãos e não judeus que, sendo anticristãos, fingem ser cristãos (como é o caso dos maçons), e que nossa luta não é uma luta racial contra a carne e o sangue, é uma luta espiritual contra os exércitos que o inferno tem neste mundo, e que estamos imersos — gostemos ou não — numa guerra com Cristo ou contra Cristo.
Esclarecido o anterior, apresentamos a seguir uma informação não baseada em calúnias ou afirmações sem fundamento, mas sim em dados verificáveis que devem ser levados em conta se se quiser ter um julgamento objetivo, pois não se pode ser objetivo se alguém fecha irracionalmente o entendimento diante de atos e evidências que nos estouram os olhos. Fique claro que tudo o que apresentamos a seguir não são julgamentos morais sobre ninguém ou sobre o falso cristianismo de nenhum, mas sim uma importante informação objetiva que pode ajudar a formar conceitos mais plenos, verídicos e justos sobre as pessoas, informação que nos permita distinguir com fundamento real os bons dos maus, e isso não unicamente por justiça, mas também pela prudência mais básica e elementar na defesa da Santa Igreja. Não vá ser que no dia do nosso juízo descubramos, para nossa desgraça, que por andarmos dando precipitadamente bastonadas de cego, andamos ferindo a Igreja ao golpear os bons e defender os maus. Além disso, não se deve esquecer que há muitos casos em que só Deus sabe quem é trigo e quem é joio. Dito isso, passamos agora à exposição dos dados apresentados pelos documentos, sem esquecer que são unicamente elementos de julgamento que nos ajudarão a chegar, em consciência e com a ajuda de Deus, a conclusões verdadeiras e justas:
- Fornecemos a seguir provas documentais sobre o sobrenome Dávila da zona dos Altos de Jalisco, México.
- As fontes da informação aqui apresentada são as seguintes, e fornecemos fotocópias das mesmas:
A) Livro “Retoños de España en la Nueva Galicia”, Tomo I, segunda edição, o qual é um estudo histórico, antropológico e sociológico de Mariano González-Leal sobre a zona dos Altos de Jalisco, México. Editora: Jesús Padilla Muñoz, Editor. León, Guanajuato, México. Ano de 1985.
Nesta obra se afirmam as seguintes coisas:
1º — O autor sustenta que a família Dávila da zona dos Altos de Jalisco tem origem judia. Para isso, apresenta, além de argumentos, três esquemas genealógicos de tal família onde demonstra que são descendentes do judeu Santiago de Vera (ver o esquema da página A-1).
2º — Que Santiago de Vera foi investigado por tentar infiltrar-se na Santa Inquisição ao solicitar que lhe fosse conferido o cargo de consultor dentro dela (ver a página 187), apesar de que, por suas origens judaicas, isso lhe era proibido.
3º — No segundo esquema genealógico, Mariano González-Leal apresenta provas documentais da Santa Inquisição espanhola em que consta como a Inquisição de Sevilha, a pedido da Inquisição mexicana, informa a esta última que os membros da família Vera foram repetidamente condenados pelo Santo Ofício na Espanha por serem judaizantes e falsos cristãos (ver as páginas 189 e 190 da obra citada).
4º — No terceiro esquema genealógico da família Dávila (ver na página A-2), González-Leal afirma também o entroncamento dos Dávila com os Hurtado de Mendoza. Sobre o que é preciso dizer o seguinte:
NOTA IMPORTANTE: Obviamente, González-Leal não sabia, ao escrever seu livro, que a família alteña Dávila também pode ser considerada judia por seu entroncamento com a família HURTADO DE MENDOZA, pois não diz nada a esse respeito em sua obra, muito provavelmente devido ao desconhecimento desse fato. Porém, aqui fornecemos uma prova documental de uma fonte genealógica judaica que sustenta a origem judaica de tal sobrenome: ver “Finding Our Fathers. A Guidebook to Jewish Genealogy” de Dan Rottenberg (Genealogical Publishing Co., Inc. Baltimore, 1986). Na lista de sobrenomes judeus apresentada neste livro, está enumerado como judeu o sobrenome Hurtado de Mendoza (ver a página 247 desta obra).








