O “CASO KRAH” NA FSSPX: UM NOVO “CASO MARCINKUS”?
Philippe Ploncard d’Assac. La Politique, nº 118, abril de 2011.
Tradutor do texto: Adalberto Brasil.
Descrição: O autor acusa o advogado alemão Maximilian Krah, figura influente dentro da FSSPX e ligado à CDU alemã, de manipular decisões internas da Fraternidade com apoio de Dom Bernard Fellay. Traçando um paralelo com o escândalo financeiro de Marcinkus no Vaticano, sugere corrupção e infiltração ideológica. Aponta ainda supostas ligações de Krah com círculos judaicos e políticos contrários ao tradicionalismo católico.
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A influência, dentro da FSSPX, do estranho advogado Maximilian Krah, diretor da sociedade financeira Dello Sarto, mencionada pelo site Les Intransigeant (hoje interditado), faz lembrar o “Caso Marcinkus”.
Tesoureiro do Vaticano, ligado ao Banco Ambrosiano e à Loja maçônica P2, Monsenhor Marcinkus foi responsável por um colapso financeiro do qual decorreram estranhos suicídios (cf. P. P. d’Assac, La Maçonnerie).
Desde janeiro de 2009, dr. Krah integra o conselho de administração da FSSPX e, tendo conquistado a confiança de Dom Bernard Fellay, é o único, junto com ele, a ter poder de assinatura sobre os pagamentos da Fraternidade!

Foi ele quem impôs o advogado Matthias Lossmann, membro dos Grünen (os Verdes alemães de [Daniel] Cohn-Bendit), para defender Dom Richard Williamson, processado por suas declarações sobre a Shoah.

Em razão da cumplicidade desse advogado com a parte adversária, Dom Williamson substituiu-o por Wolfram Nahrath.

Sob pressão de Krah, que acusava Dom Williamson de “nazismo”, Dom Fellay ordenou-lhe que demitisse seu advogado, sob pena de expulsão da Fraternidade; e, embora Williamson tivesse obedecido, Fellay proibiu-o de participar das reuniões dos bispos da Fraternidade.
Por que esse poder todo de Krah (que nem mesmo é tradicionalista) sobre Dom Fellay, sobretudo considerando que ele pertence à CDU de Angela Merkel, partido pró-aborto e anti-família que reagira com violência à revogação das excomunhões por Bento XVI?
[Nota d’O Recolhedor: Krah saiu da CDU em 2016 para se filiar ao AfD, do qual é membro até hoje.]
Além do mais, ele é um marrano, um judeu convertido!
Convertido, tão pouco, que ele foi encontrado entre os generosos doadores judeus fundamentalistas em Nova York, em setembro de 2010, na galeria Witzenhausen, para arrecadar fundos para bolsas de estudo na Universidade de Tel Aviv!
[Isso] com o dinheiro dos fiéis da FSSPX, sobre o qual ele tem poder de assinatura graças a Dom Fellay?!
Outra questão se coloca: Por quais cumplicidades com o governo Sarkozy o site Les Intransigeants pôde ser fechado, tanto mais que outro site, ligado a Max Barret, também o foi?
Além de Krah, fala-se muito da influência de Léon-Pierre Durin, antigo membro do MNR [Mouvement national républicain] e do MoDem [Le Mouvement démocrate], hoje peça-chave do portal La Porte Latine, dirigido pelo padre [Alain] Lorans, próximo do clã Celier e de Tanoüarn, ambos protegidos pelo padre [Régis] de Cacqueray.
