O ENSINO DOS MANUAIS ESCOLÁSTICOS
Monsenhor Joseph Clifford Fenton (†1969)
Fonte: The American Ecclesiastical Review, p. 254–270. The Catholic University of America Press, abril de 1963.
Tradutor do texto: Elvira Mattoso.
Descrição: Este artigo é de interesse histórico para aqueles que desejam pesquisar a origem do chamado “espírito” do Concílio Vaticano II. Ele foi escrito como uma refutação ao padre Gregory Baum, que acreditava que a Igreja poderia ser renovada deixando de lado o ensinamento teológico comum e unânime dos manuais escolásticos.
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Uma das personalidades mais genuinamente agradáveis entre os periti na primeira série de reuniões do Segundo Concílio Ecumênico Vaticano foi o padre agostiniano canadense Gregory Baum. Aqueles que tiveram a sorte de conhecê-lo passaram a estimá-lo por seu admirável caráter sacerdotal e por sua requintada cortesia. Ele é definitivamente o tipo de homem que é ouvido e que atrai a atenção.
Recentemente, ele escreveu um artigo para a revista Commonweal, no qual fez uma declaração altamente questionável sobre o status da teologia dos manuais escolásticos no Segundo Concílio Vaticano. O ensinamento, que poderia ter passado despercebido se tivesse vindo de um homem menos capaz e distinto, naturalmente atrai a atenção porque é uma declaração do padre Baum. E, infelizmente, é uma declaração que poderia ser seriamente enganosa se fosse levada a sério por nossos católicos, particularmente por estudantes no campo da sagrada teologia.
O padre Baum concluiu seu artigo com esta afirmação:
“O conflito no Concílio não é de modo algum entre homens que tentam introduzir novas percepções e modos modernos e aqueles que procuram permanecer fiéis à grande tradição do passado. É, antes, entre aqueles que procuram renovar a vida da Igreja regressando à tradição católica mais autêntica de todas as épocas e aqueles que procuram consagrar como sabedoria católica eterna a teologia dos manuais da virada do século e a ênfase antimodernista que os penetrou.”[1]
Em si mesma, essa é uma declaração alarmante. Apesar da manifesta e notável amabilidade, conhecimento e sinceridade do padre Baum, é sumamente importante que os católicos, especialmente os sacerdotes católicos, examinem a precisão e as implicações do que ele disse sobre o “conflito” no Segundo Concílio Ecumênico do Vaticano. Esse é definitivamente um assunto sobre o qual não podemos nos dar ao luxo de estar mal informados.
Para nos certificarmos de que não estamos cometendo nenhum erro neste campo, devemos examinar o contexto do próprio artigo do padre Baum. Nesse artigo, a única história que poderia ser considerada de alguma forma indicativa de um “conflito” é o relato do padre Baum sobre o fato de que, após uma votação dos Padres do Concílio, e após uma decisão do Sumo Pontífice, o schema sobre as fontes da revelação (agora conhecido como o schema sobre a revelação) foi enviado de volta a uma comissão mista para ser reformulado. Como as reportagens de jornal nos disseram muitas vezes, nessa ocasião os Padres do Concílio votaram para não continuar com a consideração detalhada do schema antes de sua reformulação pela comissão. Cerca de sessenta por cento dos presentes não queriam continuar com a consideração do schema como estava. Cerca de quarenta por cento manifestaram sua vontade de prosseguir com o exame do schema tal como o tinham recebido do Santo Padre, que, por sua vez, o havia recebido da Comissão Preparatória Central, que, por sua vez, o havia recebido da própria Comissão Preparatória Teológica.
Como os jornais nos informaram, essa votação não foi decisiva. Foi somente quando o Santo Padre interveio pessoalmente que o schema foi enviado à comissão mista para ser esclarecido e abreviado. Presumivelmente, o mesmo material, em um novo formato, será submetido novamente ao concílio como um todo depois que a comissão mista e a nova comissão central interina terminarem seu trabalho.
No evento em si, não havia nada que pudesse de alguma forma justificar a linguagem bastante sensacionalista empregada pelo padre Baum. Certamente não havia nenhuma indicação de que os homens que votaram para prosseguir com o exame do schema tal como estava tentavam “consagrar como sabedoria católica eterna a teologia dos manuais da virada do século”. Tampouco havia a menor indicação de que os homens que queriam que o schema fosse retrabalhado antes que o concílio o considerasse em detalhe estavam tentando “renovar a vida da Igreja regressando à tradição católica mais autêntica de todas as épocas”. Pelo que se pôde apurar a partir de suas próprias declarações, conforme revelado nos comunicados de imprensa oficiais do Vaticano, esses homens estavam meramente insatisfeitos com a forma como o ensinamento sobre as fontes da revelação tinha sido apresentado no texto original do schema.
Outro indivíduo, escrevendo na mesma edição da Commonweal, afirma que “até os participantes no Concílio admitem… que a oposição entre os dois principais grupos tem sido tal que a próxima sessão teve que ser adiada para setembro próximo, a fim de permitir que as facções se acalmassem”.[2] Se a alegação do padre Baum sobre a natureza do “conflito no Concílio” fosse de alguma forma justificada, haveria, sem dúvida, uma necessidade de um período de arrefecimento, e muito mais. Mas não há absolutamente nenhuma evidência de que sua alegação seja verdadeira. De fato, pareceria que esse excelente jovem sacerdote não só se enganou sobre o que realmente ocorreu no concílio, mas que descreveu um conflito ou oposição que não tem e não deve ter lugar entre os Padres do Concílio Vaticano.
O padre Baum prestou um desserviço à causa da verdade católica ao deturpar os motivos que influenciaram os Padres do Concílio a votar a favor ou contra a continuação do estudo detalhado do schema sobre as fontes ou da revelação pública divina. Na verdade, a questão era a aceitabilidade da redação do schema, e particularmente a aceitabilidade de seu estilo e extensão. Alguns alegaram que o concílio poderia agir de forma mais eficaz se uma comissão reformulasse todo o schema. Outros acreditavam que seria melhor prosseguir com a consideração do documento como estava, e ter as alterações feitas em frases e parágrafos individuais como resultado das observações de todo o concílio. A posição destes últimos foi enfraquecida pelo fato de que todos os Padres e os periti sabiam que tal procedimento levaria muito tempo.
O padre Baum só pode estar falando dos homens que votaram para continuar com a consideração do schema tal como estava quando falou daqueles “que procuram consagrar como sabedoria católica eterna a teologia dos manuais da virada do século e a ênfase antimodernista que os penetrou”. E ele deve estar descrevendo aqueles que votaram para não prosseguir com o exame detalhado desse schema quando falou daqueles “que procuram renovar a vida da Igreja regressando à tradição católica mais autêntica de todas as épocas”. Em nenhum dos casos a designação é precisa ou de alguma forma aceitável.
Se a afirmação do padre Baum sobre o “conflito no Concílio” foi escrita a sério (e não há razão para supor que não o tenha sido), então ela implica muito claramente que a teologia dos “manuais da virada do século” era e é, em certa medida, não apenas distinta, mas até mesmo conflitante com “a tradição católica mais autêntica de todas as épocas”. Ele obviamente deseja que infiramos que, ao menos em seu julgamento, a vida da Igreja Católica poderia ser de alguma forma “renovada” se a Igreja abandonar os ensinamentos teológicos que faziam parte, ou ao menos eram característicos, dos grandes manuais em uso nas universidades e seminários católicos durante os primeiros anos do século XX.
Além disso, é bastante evidente, por suas declarações, que o padre Baum deseja implicar que a oposição à heresia do modernismo manifestada nesses manuais é de algum modo inaceitável para a Igreja Católica hoje. Ou ao menos ele quer que imaginemos que a Igreja seria melhorada ou “renovada” se o ensinamento antimodernista que permeava o melhor dos manuais de sagrada teologia do início do século XX fosse ignorado ou modificado.
Além disso, o padre Baum obviamente quer que seus leitores acreditem que, no presente momento, a doutrina transmitida aos nossos seminaristas dentro da Igreja Católica está de algum modo fora da “tradição católica mais autêntica de todas as épocas”. Se vamos fazer a Igreja “regressar” a tal tradição, então pareceria que essa tradição deve ter sido de algum modo perdida, ou ao menos obscurecida, durante o curso do século XX. Certamente a declaração do padre Baum envolve a implicação de que a tradição em que foram educados aqueles sacerdotes que estudaram os manuais teológicos do início do século XX definitivamente não era a tradição doutrinária mais autêntica da Igreja Católica.
Essas são implicações que devemos, sem dúvida, examinar. Não há absolutamente nenhuma prova, é claro, de que os homens que votaram no Concílio sobre a aceitabilidade do schema sobre as fontes da revelação, tal como foi entregue ao Concílio, estivessem de algum modo preocupados com as implicações veiculadas na declaração do padre Baum. No entanto, é um fato que, especialmente desde o encerramento da primeira parte do Concílio na festa da Imaculada Conceição do ano passado, muitos têm feito declarações que envolvem, de algum modo, as implicações contidas na afirmação do padre Baum. Na maioria das vezes, essas implicações foram expressas de modo menos enfático do que por ele. Ainda assim, é definitivamente necessário examiná-las e ver, de uma vez por todas, se tais implicações são ou não aceitáveis.
A DOUTRINA DOS MANUAIS ESCOLÁSTICOS
É claro que, se quisermos examinar a sério as alegações do padre Baum, devemos primeiro nos perguntar sobre a identidade dos manuais teológicos da virada do século XX. A questão sobre a qual tratava o schema votado pelo Concílio era a da revelação e das fontes da revelação. Portanto, devemos supor que, quando o padre Baum fala dos manuais ofensivos, ele está se referindo àqueles que tratam de teologia dogmática fundamental, e particularmente das seções De revelatione e De fontibus revelationis. Acontece que, nesse campo, houve um grande número de manuais muito influentes e bem escritos produzidos durante os primeiros anos deste século.
Estamos falando, naturalmente, dos manuais no campo da teologia dogmática fundamental que estavam em uso e eram influentes na virada do século XX e depois dela. Alguns deles foram originalmente escritos durante os últimos anos do século XIX, mas, em edições publicadas subsequentemente à promulgação da Lamentabili sane exitu, da Pascendi dominici gregis e da Sacrorum antistitum, [de São Pio X], esses manuais adquiriram a ênfase antimodernista que parece tão desagradável ao padre Baum.
Provavelmente os mais importantes desses manuais foram os de Louis Billot, que certamente será contado entre os mais capazes de todos os teólogos que trabalharam para a Igreja durante a primeira parte deste século. Esses livros, diretamente relacionados com o material do schema votado pelos Padres do Segundo Concílio Ecumênico Vaticano, foram publicados pela Editora da Universidade Gregoriana em Roma, e reeditados muitas vezes. Um deles foi o De inspiratione sacrae scripturae theologica disquisitio,[3] e outro foi o magnífico De immutabilitate traditionis contra modernam haeresim evolutionismi.[4]
Ainda mais amplamente conhecidas do que as obras de Billot foram as do sulpiciano Adolphe Tanquerey. Muitos milhares de sacerdotes foram introduzidos no estudo da sagrada teologia, e particularmente da teologia dogmática fundamental, por cursos baseados em De Religione: De Christo Legato: De Ecclesia: De Fontibus Revelationis de Tanquerey, o primeiro dos três volumes de sua Synopsis theologiae dogmaticae ad mentem S. Thomas Aquinatis accommodata.[5] Este volume em particular atingiu sua vigésima primeira edição em 1925. Se as teses ensinadas por Tanquerey fossem opostas às da “tradição católica mais autêntica de todas as épocas”, então milhares de sacerdotes, educados durante a primeira parte do século XX, estavam sendo levados ao erro pelos homens que Nosso Senhor constituiu como guardiães de sua mensagem revelada.
Da mesma forma, de primordial importância nos primeiros anos do século XX foram as duas obras do bispo Gerardus Van Noort sobre o assunto da teologia dogmática fundamental, De vera religione[6] e De ecclesia Christi.[7] A influência dessas duas excelentes obras aumentou enormemente como resultado da tradução e adaptação para o inglês delas feitas pelos padres sulpicianos Castelot e Murphy. Outro manual enormemente e merecidamente popular traduzido para o inglês foi o Fundamental Theology de John Brunsmann S.V.D.,[8] disponibilizado aos nossos estudiosos pelo famoso Arthur Preuss.
O primeiro volume da Theologia dogmatico-scholastica ad mentem S. Thomae Aquinatis, do arcebispo Valentino Zubizarreta O.C.D., também influenciou muitos estudantes ao sacerdócio na primeira parte deste século. Esse volume foi intitulado Theologia fundamentalis.[9] Ele continha o mesmo material encontrado no primeiro volume da série de Tanquerey. Assim como Tanquerey, Zubizarreta escreveu um tratado mais curto sobre teologia dogmática, colocando a matéria abordada nos quatro volumes da edição regular dentro do conteúdo de um volume. O de Tanquerey era o Brevior synopsis theologiae dogmaticae.[10] Zubizarreta intitulou o seu de Medulla theologiae dogmaticae.[11]
Em 1930, o brilhante jesuíta alemão Herman Dieckmann continuou a tradição dos manuais da virada do século, publicando seu De revelatione Christiana: Tractatus philosophico-historici.[12] Anteriormente, ele havia publicado os dois volumes de seu De ecclesia: Tractatus historico-dogmatici.[13] Contemporâneo dos manuais de Dieckmann, e também de importância primária na história da teologia do século XX, foi o texto de três volumes do padre jesuíta Emil Dorsch, Institutiones theologiae fundamentalis.[14] Em linha com os ensinamentos de Dorsch está a doutrina contida em um manual americano altamente importante, The Theory of Revelation,[15] do grande teólogo de Rochester, monsenhor Joseph J. Baierl.
O manual de Tanquerey foi certamente o mais amplamente distribuído entre todos aqueles que apareceram durante a primeira parte deste século. Na perspectiva da história, parece que dois autores dividem o prêmio pela mais alta perspicácia teológica. Um, naturalmente, é Billot, cujo texto, De Ecclesia Christi: sive Continuatio theologiae de Verbo Incarnato,[16] ainda permanece o melhor tratamento teológico sobre a Igreja produzido durante o curso dos últimos cem anos. O outro é o dominicano francês Réginald Garrigou-Lagrange, cujo clássico De Revelatione per ecclesiam catholicam proposita[17] ainda é basicamente o melhor manual de apologética escolástica disponível para o estudante hoje.
Posterior ao manual de Tanquerey, mas, como ele, destinado a um enorme sucesso no mundo dos estudos eclesiásticos, foi o primeiro volume do Manuale theologiae dogmaticae de Jean-Marie Hervé, aquele intitulado De vera religione: De ecclesia Christi: De fontibus revelationis.[18] O primeiro volume do Précis de théologie dogmatique de Bernard Bartmann,[19] um livro didático muito popular há um quarto de século, tratava das fontes da revelação e de outros tópicos que entraram no que o padre Baum chama de “conflito” no Segundo Concílio Vaticano.
Extremamente influentes em seu tempo foram outros manuais de teologia dogmática fundamental hoje pouco usados. Entre eles está o Elementa apologeticae sive theologiae fundamentalis do sacerdote austríaco Anton Michelitsch.[20] O Elementa theologiae fundamentalis, do franciscano italiano Clemente Carmignani é outro desses textos.[21] Nessa mesma classe devemos colocar o Compendium theologiae dogmaticae do cardeal José Calasanz Vives y Tutó,[22] o primeiro volume das Theologiae dogmaticae institutiones de Paulus Mannens,[23] que foi intitulado Theologia fundamentalis, e o primeiro volume dos Commentarii theologici de John MacGuiness, um livro que contém os tratados De religione revelata ejusque fontibus e De ecclesia Christi.[24]
No mundo de língua espanhola, as Lecciones de apologética do padre Nicolás Marín Negueruela foram extremamente populares.[25] Há muito material sobre teologia dogmática fundamental nas Institutiones theologiae fundamentalis do padre Giovanni Marengo e na Summula theologiae dogmaticae do cônego Antonio Marchini.[26] A publicação desses livros na última década do século XIX os caracteriza como genuinamente “virada do século”, e eles incorporam o tipo de ensino teológico que parece desagradar ao padre Baum. Muito mais influente, no entanto, foi o tratado De theologia generali, no primeiro volume das Institutiones theologiae dogmaticae de Jean Herrmann C.Ss.R.,[27] uma obra que, a propósito, rendeu ao seu autor uma carta de agradecimento do próprio São Pio X.
O primeiro volume do Compendium theologiae dogmaticae do monsenhor Cesare Manzoni contém um típico tratado de “virada do século” sobre teologia dogmática fundamental.[28] O mesmo acontece com o Enchiridion theologiae dogmaticae generalis do bispo Francisco Egger.[29] O mesmo tipo de doutrina também pode ser encontrado na Theologia fundamentalis do franciscano Gabriel Casanova,[30] na Synthesis sive notae theologiae fundamentalis do padre Valentín Saiz Ruiz,[31] e na Theologia generalis seu tractatus de sacrae theologiae principiis do padre Michaele Blanch.[32]
O primeiro volume de quase todas as séries de manuais de teologia dogmática publicados durante a primeira parte deste século e a última década do século XIX trazia um tratado de dogmática fundamental. Típicos de tais obras foram as Institutiones theologicae de Bernard Tepe S.J., os Theologiae dogmatica elementa de Basile Prevel,[33] as Institutiones theologiae dogmaticae de Ludwig Lercher S.J.,[34] e as Praelectiones dogmaticae de Christian Pesch S.J.[35] Os textos de Pesch e Lercher foram particularmente influentes na formação de seminaristas durante a primeira metade deste século.
Os dois volumes da Apologetica sive theologia fundamentalis, de Hilarin Felder O.F.M.Cap., foram amplamente utilizados nas últimas décadas.[36] E, na parte histórica da apologética, seu Christ and the Critics foi e continua a ser insubstituível.[37] Também se destacou nesse campo a obra em dois volumes Jesus Christ: Sa personne, son message, ses preuves, de Léonce de Grandmaison S.J.[38]
O padre Jean Berthier, fundador dos Missionários da Sagrada Família, escreveu durante o reinado do Papa Leão XIII um Abrégé de théologie dogmatique et morale[39] que contém um tratado relativamente completo e tipicamente “virada do século” sobre teologia dogmática fundamental. O brilhante padre Jean-Vincent Bainvel S.J. publicou um tratado, De vera religione et apologetica,[40] que teve uma influência ampla e poderosa. E entre os escritos multitudinários e agora quase esquecidos do cardeal Alexis Lépicier O.S.M. estavam umTractatus de sacra doctrina[41] e um Tractatus de ecclesia Christi.[42]
O padre jesuíta americano Anthony Charles Cotter S.J. publicou uma Theologia fundamentalis eminentemente bem-sucedida e precisa.[43] Entre os mais recentes de nossos manuais de teologia dogmática fundamental do século XX está a Theologia fundamentalis, o primeiro volume no texto de Serapius de Iragui O.F.M.Cap. e Xaverius Abarzuza O.F.M.Cap.[44] O padre capuchinho Iragui é o autor desse primeiro volume.
De importância primordial entre os manuais eclesiológicos do nosso século está a Theologica de ecclesia, em dois volumes, do bispo jesuíta Michel d’Herbigny.[45] Outros textos intensamente influentes na mesma área são o De ecclesia Christi do padre jesuíta Timothy Zapelena[46] e o De ecclesia Christi do padre franciscano Antonio Vellico.[47]
Outro manual excelente e amplamente utilizado neste campo é The Church of Christ: An Apologetic and Dogmatic Treatise, do falecido padre E. Sylvester Berry de Mount Saint Mary’s.[48] E no Canadá encontramos um par de manuais extraordinariamente úteis, a Apologetica, dos sulpicianos Gérard Yelle e R. Fournier, e o De ecclesia et de locis theologicis, escrito pelo padre Yelle.[49] Da Espanha vem um dos melhores manuais tradicionais recentes neste campo, a Theologia fundamentalis dos padres jesuítas Ioachim Salaverri e Michaele Nicolau,[50] primeiro volume da célebre Sacrae theologiae summa.
A Propaedeutica thomistica ad sacram theologiam de Thomas Pègues O.P. contém uma apresentação invulgar de muitas das teses centrais da teologia dogmática fundamental tradicional.[51] Outro dominicano, Joachim Berthier, escreveu um Tractatus de locis theologicis,[52] no qual ele trata com precisão da matéria das fontes da revelação e da Igreja. A tradição dominicana no campo da eclesiologia foi mantida na literatura da “virada do século”, entre outros, pelo padre J. Vincenz de Groot, que publicou sua magnificamente precisa Summa apologetica de ecclesia catholica ad mentem S. Thomae Aquinatis,[53] pelo padre Gerard M. Paris, que seguiu amplamente De Groot em seu Tractatus de ecclesia Christi,[54] e pelo padre Reginald Schultes, cuja De ecclesia catholica: Praelectiones apologeticae permanece um clássico.[55]
Quarenta anos atrás, a controvérsia mais notável entre os teólogos era o debate sobre a definibilidade da conclusão teológica. Na discussão, Schultes e o padre Francisco Marín-Sola foram os porta-vozes mais proeminentes dos dois lados. A tese de Schultes foi exposta em sua Introductio in historiam dogmatum.[56] Marín-Sola apresentou as suas em seu L’Évolution homogène du dogme catholique.[57] Ambos, porém, estavam “penetrados” daquilo que o padre Baum chamou de “ênfase antimodernista”. E o material desses livros definitivamente influenciou o conteúdo dos manuais subsequentes no campo da teologia dogmática fundamental.
Tem havido uma considerável produção no campo da teologia dogmática fundamental, em linha com a tradição de teologia católica e antimodernista da “virada do século”, entre os sacerdotes de língua inglesa. Imensamente popular há alguns anos foi Christian Apologetics, de Walter Devivier,[58] uma tradução editada e organizada pelo bispo Sebastian Messmer, um dos primeiros membros do corpo docente da The Catholic University of America. Em linha com os ensinamentos do padre Réginald Garrigou-Lagrange estavam The Principles of Catholic Apologetics, do padre Thomas J. Walshe,[59] e o meu próprio We Stand With Christ.[60]
O padre jesuíta John T. Langan escreveu uma excelente Apologetica,[61] que tem sido muito pouco usada por seus colegas americanos. Outro jesuíta, padre Joseph de Guibert, publicou um De Christi ecclesia,[62] que é reconhecido como um dos melhores textos neste campo produzidos durante o curso do nosso século.
Nos últimos vinte anos surgiram muitos outros textos que mantiveram os ensinamentos e o espírito dos manuais da virada do século, e que certamente continuaram sua ênfase antimodernista. Entre eles, podemos mencionar de passagem a Theologia fundamentalis do padre jesuíta Francis X. Calcagno,[63] a Theologia fundamentalis do arcebispo Pietro Parente, o atual Assessor do Santo Ofício,[64] e a Theologia fundamentalis do padre franciscano Maurus Heinrichs,[65] bem como o magnífico tratado De revelatione christiana do padre Sebastian Tromp.[66] Há também a muito completa e precisa Theologia fundamentalis do padre jesuíta Joseph Mors,[67] o primeiro volume das Institutiones theologiae scholasticae de Conrad Baisi,[68] e o primeiro volume das Theologiae dogmaticae theses do cônego Joseph Lahitton.[69]
O espírito de “virada do século”, e a ênfase antimodernista tão deplorada pelo padre Baum, também são bastante evidentes nos artigos publicados no Dictionnaire de théologie catholique e no Dictionnaire apologétique de la foi catholique.
A POSIÇÃO DO PADRE BAUM
Agora, é preciso notar que não há plena concordância entre as obras que mencionamos (e mencionamos apenas uma pequena parte da literatura que poderia ser chamada de manuais de teologia dogmática fundamental do século XX), quanto às opiniões teológicas. Certamente há teses no livro de Christian Pesch que são contestadas na obra de Réginald Garrigou-Lagrange. E nem tudo o que é ensinado por Tanquerey é aprovado nos manuais de Louis Billot.
No entanto, se examinarmos a questão de perto, a oposição do padre Baum é dirigida não a alguma opinião individual ou grupo de opiniões dentro do campo da teologia dogmática fundamental, mas contra o ensinamento comum de todos esses textos. A tese do padre Baum é que um dos grupos contendores no Segundo Concílio Vaticano está procurando “consagrar como sabedoria católica eterna a teologia dos manuais da virada do século e a ênfase antimodernista que os penetrou”. Se suas palavras têm algum significado, ele deve estar convencido de que aquilo que é o ensinamento comum de todos esses manuais da virada do século, e o ensinamento comum dos manuais que os seguiram ao longo do século XX, não é de modo algum sabedoria católica, e que tal ensinamento deve ser abandonado se a vida da Igreja quiser ser renovada, e se quisermos regressar ao que ele chama de “a tradição católica mais autêntica de todas as épocas”.
Ora, é bastante evidente que o ensinamento comum dos manuais de teologia dogmática fundamental desde a virada do século XX tem sido a doutrina ensinada aos candidatos ao sacerdócio dentro da Igreja Católica, ao menos até os últimos meses. Estamos lidando com livros que têm sido empregados no ensino em seminários e universidades. Se esses livros todos contêm um ensinamento comum oposto ou mesmo distinto da genuína doutrina católica, então o magistério ordinário e universal da Igreja Católica tem estado profundamente em erro ao longo do século XX.
Deve-se notar que estamos falando do ensinamento comum desses textos ou manuais de teologia dogmática fundamental. O padre Baum acusa que um dos dois grupos em conflito no Segundo Concílio Vaticano estava tentando “consagrar como sabedoria católica eterna a teologia dos manuais da virada do século”. É claro que essa é a linguagem da Madison Avenue (publicidade), e não de uma sala de aula universitária. Ela é calculada para fazer seus leitores imaginar que muitos dos Padres conciliares estavam tentando conferir ao ensinamento dos manuais de teologia dogmática fundamental um status que esse ensinamento nunca havia possuído.
O que parece desagradar ao padre Baum é o fato de que o ensinamento unânime dos teólogos escolásticos em qualquer área relacionada à fé ou à moral é o ensinamento do magistério ordinário e universal da Igreja. Os manuais, como aqueles a que nos referimos, são livros realmente usados na instrução dos candidatos ao sacerdócio. Eles são escritos por homens que realmente ensinam nas próprias escolas aprovadas pela Igreja, sob a direção da hierarquia católica e, em última instância, pela ação da Congregação de Seminários e Universidades, sob a direção do próprio Sumo Pontífice. O ensinamento comum ou moralmente unânime dos manuais nesse campo é, de modo definitivo, parte da doutrina católica.
É evidente que as opiniões individuais de autores individuais não constituem doutrina católica, nem poderiam ser apresentadas como tal. Mas há um fundo de ensinamento comum (como aquele que nos diz que há verdades que a Igreja nos propõe como reveladas por Deus, e que não estão contidas de modo algum nos livros inspirados da Sagrada Escritura), que é a doutrina unânime dos manuais, e que é a doutrina da Igreja Católica. O ensinamento unânime dos teólogos escolásticos sempre foi reconhecido como norma da doutrina católica. É lamentável que hoje haja alguma tentativa de levar as pessoas a imaginar que deixou de ser tal norma no século XX.
O padre Baum tenta fazer parecer que havia um grupo considerável entre os Padres conciliares que pensava que a vida da Igreja poderia ser renovada e que poderíamos regressar “à tradição católica mais autêntica de todas as épocas” deixando de lado o ensinamento comum e unânime dos teólogos escolásticos do nosso tempo. Por outro lado, é o ensinamento de Sylvius, que segue Melchior Cano aqui quase literalmente: “concordem omnium theologorum sententiam in rebus fidei aut morum rejicere, si non est haeresis, est tamen haeresi proximum” (“rejeitar a sentença concorde de todos os teólogos em matéria de fé e moral, se não é heresia, é contudo próximo da heresia”).[70] Especialmente porque não há absolutamente evidência alguma de que houvesse qualquer partido no concílio com objetivos similares aos descritos pelo padre Baum; pareceria mais sábio seguir o ensinamento católico básico expresso por Cano e Sylvius.
ÊNFASE ANTIMODERNISTA
Foi bastante lamentável que o ilustre sacerdote canadense tenha se manifestado sobre o assunto do modernismo nesse contexto em particular. Em seu artigo, fica evidente que ele considera a “ênfase” antimodernista dos manuais teológicos da virada do século — e, por inferência, daqueles manuais que seguiram o mesmo caminho tradicional durante o curso do século XX — como algo que pode e deve ser abandonado. Os modernistas originais frequentemente tentavam iludir as pessoas, fazendo-as imaginar que a oposição aos seus ensinamentos errôneos constituía uma espécie de excesso teológico, e que um equilíbrio doutrinário adequado seria alcançado somente quando uma espécie de meio-termo entre modernismo e antimodernismo fosse alcançado. Talvez de modo não intencional, o padre Baum pareça estar promovendo a mesma mensagem.
Na verdade, o modernismo foi uma heresia, ou, para ser mais exato, um conjunto de heresias. Se alguém quiser saber quais eram realmente os ensinamentos condenados dos modernistas, basta ler as proposições condenadas na Lamentabili sane exitu[71] e ver o conteúdo do Juramento contra os Erros do Modernismo.[72] Se fizer esse estudo, descobrirá que os dogmas católicos negados pelos modernistas são os ensinamentos fundamentais que Deus nos revelou sobre sua Igreja e sobre sua mensagem. Como houve uma campanha destinada a levar os católicos a rejeitar esses ensinamentos, foi e continua a ser necessário que qualquer tratado preciso e competente no campo da teologia dogmática fundamental exponha — ou, se o padre Baum preferir, enfatize — esses ensinamentos que foram negados pelos modernistas e que foram proclamados como doutrina católica autêntica e básica pelo magistério infalível da Igreja Católica.
O sacerdote católico sabe perfeitamente bem que nunca haverá e que nunca poderia haver qualquer “regresso” a uma tradição doutrinária católica mais autêntica através do abandono do ensinamento comum de todos os manuais de teologia dogmática fundamental do século XX. O magistério vivo e infalível da Igreja Católica nunca abandona a tradição católica mais autêntica. Essa tradição é manifesta no ensinamento comum dos manuais do século XX e nas condenações das várias proposições modernistas.
O abandono dos dogmas atacados ou postos em causa pelos modernistas originais ou por seus sucessores seria um abandono do ensinamento divino dentro da Igreja Católica. Podemos agradecer a Deus por não haver evidência de que qualquer grupo de Padres conciliares quisesse de algum modo abandonar essa doutrina.
[Nota d’O Recolhedor: Coitado…]
[1] Commonweal, LXXVII, 17 (18 de Janeiro de 1963), 436.
[2] Ibid. O autor deste segundo artigo é Gunnar D. Kumlien.
[3] Uma quarta edição desta obra foi publicada em Roma pela Universidade Gregoriana em 1929.
[4] A Universidade Gregoriana também lançou uma quarta edição desta obra brilhantemente antimodernista em 1929, pouco depois de Billot ter renunciado ao Colégio de Cardeais.
[5] Este conjunto foi publicado por Desclée e Cia., de Paris, Tournai e Roma. Edições posteriores destes manuais foram preparadas pelo Padre Sulpiciano J. B. Bord.
[6] A terceira edição desta obra foi preparada pelo padre E. P. Rengs e foi publicada em Amsterdã por C. L. Van Langenhuijsen em 1917.
[7] Van Langenhuijsen publicou a terceira edição desta obra em 1913. As traduções para o inglês foram publicadas pela Newman Press em 1955 e 1957.
[8] A Handbook of Fundamental Theology, do Rev. John Brunsmann, S.V.D. Livremente adaptado e editado por Arthur Preuss. Quatro Volumes. St. Louis: B. Herder Book Co., 1928, 1929, 1931, 1932.
[9] A editora Elexpuru em Bilbao, Espanha, publicou uma terceira edição desta Theologia fundamentalis em 1937.
[10] Desclée publicou uma sétima edição desta obra, produzida com a cooperação de J. B. Bord, em 193.1.
[11] Uma segunda edição da Medulla theologiae dogmaticae foi publicada por Elexpuru em 1947.
[12] Freiburg-im-Breisgau: Herder, 1930.
[13] Freiburg-im-Breisgau: Herder, 1925.
[14] Esta obra foi publicada por Rauch em Innsbruck, Áustria. Uma segunda e terceira edição do primeiro volume apareceram em 1930, uma segunda edição do segundo volume em 1928, e uma segunda edição do terceiro volume em 1927.
[15] Este livro foi publicado pela The Seminary Press, em Rochester, N.Y. O primeiro volume apareceu em 1927 e o segundo em 1933.
[16] Uma quinta edição do primeiro volume desta obra foi publicada pela Universidade Gregoriana em Roma em 1927. Uma terceira edição do segundo volume, muito menor, mas ainda imensamente importante, apareceu em 1929. A De ecclesia é geralmente reconhecida como o mais excelente de todos os escritos teológicos do cardeal Billot. Não se deve esquecer que o falecido Papa Pio XII, num discurso aos estudantes da Gregoriana, nomeou Billot como um teólogo que deveria ser um modelo para todos os professores de doutrina sagrada em nosso tempo.
[17] A editora Ferrari em Roma publicou uma terceira edição da De revelatione completa (em dois volumes), em 1929 e 1931. A edição original apareceu em dois volumes e o prefácio é datado na festa do Santo Rosário em 1917. Depois houve uma edição de um volume, que não foi bem-sucedida. Ferrari publicou uma quarta edição da obra em dois volumes em 1945.
[18] Este primeiro volume foi publicado em Paris por Berche et Pagis em 1929.
[19] A tradução desta obra para o francês foi feita pelo Padre Marcel Gautier. Uma segunda edição do primeiro volume, traduzida da oitava edição do original alemão, foi publicada em Mulhouse, França, por Les Editions Salvator em 1935.
[20] Uma terceira edição deste livro foi publicada pela editora Styria em Graz e Viena em 1925.
[21] Elementa theologiae fundamentalis de Carmigiani foi publicado em Florença pela Libreria Editrice Fiorentina em 1911.
[22] A editora Pustet publicou uma quarta edição desta obra em 1903.
[23] O primeiro volume das Theologiae dogmaticae institutiones de Mannens, a Theologia fundamentalis, foi publicado por J. J. Romen and Sons em Roermond, na Holanda, em 1910.
[24] A terceira edição do primeiro volume foi lançada em Paris por Lethielleux e em Dublin por Gill em 1930.
[25] A Librería Internacional, em San Sebastian, Espanha, lançou uma quinta edição desta obra em dois volumes em 1939.
[26] A Salesian Press em Turim publicou uma terceira edição da obra em dois volumes de Marengo em 1894. A Summula de Marchini foi publicada em Vigevano em 1898.
[27] A editora Emmanuel Vitte lançou uma sétima edição das Institutiones de Herrmann em Lyon e Paris em 1937.
[28] A quarta edição do primeiro volume de monsenhor Manzoni foi publicada em Turim em 1928 pela Lege Italiana Cattolica Editrice.
[29] A editora Weger de Brescia lançou a sexta edição da obra do Bispo Egger em 1932.
[30] Esta obra foi publicada em Roma pela Typographia Sallustiani em 1899.
[31] A Imprensa e a Livraria do Centro Católico publicaram esta obra em Burgos, Espanha, em 1906.
[32] O livro do padre Blanch foi publicado pela Montserrat Press de Barcelona em 1901.
[33] O livro de Tepe foi publicado por Lethielleux em Paris em 1894. Em 1912, a mesma editora lançou uma terceira edição do primeiro volume de Prevel. Foi editado pelo Padre Miquel, SS.CC.
[34] A segunda edição do primeiro volume de Lercher apareceu em 1934, publicada em Innsbruck por Rauch. O padre Schlagenhaufen, S.J., editou uma utilíssima quinta edição deste volume, que foi publicada por Herder em Barcelona em 1951.
[35] Herder, em Freiburg-im-Breisgau, lançou uma sexta e sétima edição desta obra em 1924.
[36] Uma segunda edição dos dois volumes da Apologetica de Felder foi publicada em Paderborn em 1923 por Schoeningh.
[37] A tradução para o inglês foi feita pelo famoso John L. Stoddard e foi publicada em Londres em 1924 por Burns, Oates, and Washbourne, Ltd.
[38] O brilhante original francês, uma das obras mais poderosas no campo da apologética católica, foi publicado por Beauchesne em Paris. Uma décima sétima edição apareceu em 1931. Um dos tristes fenômenos nas letras católicas inglesas foi o aparecimento, há dois anos, de uma pequena e relativamente sem importância seção desta obra apresentada como um livro completo. Esta edição radicalmente suavizada é publicada como Jesus Christ, por Léonce de Grandmaison, S.J., com um prefácio de Jean Danielou, S.J., e foi lançada por Sheed and Ward em Nova York.
[39] Uma quinta edição foi publicada por Vitte em Lyon e Paris em 1928.
[40] Beauchesne de Paris publicou esta obra em 1914.
[41] Roma: The Buona Stampa Press, 1927. Basicamente, esta obra é um comentário sobre a primeira questão na Pars Prima da Summa theologica. Inclui, no entanto, uma boa dose de ensinamento antimodernista.
[42] Roma: The Buona Stampa Press, 1935.
[43] O livro foi publicado pelo Weston College, em Weston, Massachusetts, em 1940.
[44] A Theologia fundamentalis do padre Serapius de Iragui, O.F.M. Cap., foi publicada pela Ediciones Studium em Madrid em 1959.
[45] Beauchesne publicou terceiras edições dos dois volumes em 1927 e 1928 em Paris. O manual de D’Herbigny destaca-se pelo seu uso da literatura teológica cristã oriental.
[46] A quarta edição do primeiro volume desta excelente obra foi publicada em Roma pela Universidade Gregoriana em 1946. A primeira edição pública do segundo volume só apareceu em 1954. Edições anteriores, como a de 1940, eram “ad usum auditorum”.
[47] Roma: Arnodo, 1940. O texto de Vellico é extraordinariamente valioso.
[48] Herder de St. Louis publicou uma segunda edição deste livro em 1927.
[49] Ambos os volumes altamente úteis foram publicados pelo Grand Seminary, em Montreal, em 1945.
[50] A Biblioteca de Autores Cristianos publicou uma quinta edição desta Theologia fundamentalis em Madrid em 1955.
[51] Este foi publicado pela Librería del S. Cuore em Turim em 1931.
[52] Uma segunda edição disto foi publicada por Marietti em Turim em 1900.
[53] A editora Manz em Ratisbona lançou uma segunda edição disto em 1892.
[54] O título completo desta obra é Ad mentem S. Thomae Aquinatis tractatus de ecclesia Christi ad usum studentium theologiae fundamentalis. Marietti publicou-a em Turim em 1929.
[55] Uma edição posterior desta obra, editada pelo padre Edmund Prantner, O.P., foi publicada em Paris por Lethielleux em 1930.
[56] Lethielleux também publicou esta obra, que apareceu em 1922.
[57] Uma segunda edição desta obra em dois volumes foi publicada em Friburgo, na Suíça, em 1924 pela Imprimerie et Librairie de l’Oeuvre de Saint Paul.
[58] Esta tradução foi publicada em 1903 por Benziger Brothers de Nova York.
[59] Longmans, Green and Company publicou isto em 1919.
[60] Milwaukee: The Bruce Publishing Company, 1942.
[61] Chicago: The Loyola University Press, 1921.
[62] Uma segunda edição desta obra “in auditorum usu”, foi publicada em Roma pela Gregorian University Press em 1928.
[63] Nápoles: D’Auria, 1948.
[64] Turim: Marietti, 1946.
[65] O Studium Biblicum Franciscanum de Tóquio lançou uma segunda edição desta obra em 1958.
[66] Quinta edição, Roma: The Gregorian University Press, 1945.
[67] Este é um texto em dois volumes, cuja segunda edição foi publicada em Buenos Aires pela Editorial Guadalupe em 1954 e 1955.
[68] Milão: Editrice Ancora, 1948.
[69] Paris: Beauchesne. 1922.
[70] Controversies, L. 6, q. 2, art. 4, concl. 3. A passagem nas obras de Melchior Cano pode ser encontrada no De locis theologicis, L. 8, cap. 4, concl. 3.
[71] Denz., 2001–65.
[72] Denz., 2145 ss.
