OS “BANKSTERS” FINANCIARAM A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO
Blog Alles Schall und Rauch, 19 de maio de 2010
Fonte: https://alles-schallundrauch.blogspot.com/2010/05/die-bankster-finanzierten-die.html
Tradutor do texto: Guilherme Oelsner.
Descrição: O texto sustenta que a Revolução de Outubro de 1917 teria sido cofinanciada por banqueiros alemães, citando um artigo do London Times de 27 de dezembro de 1917 como evidência. A reportagem menciona Fritz Warburg como suposto financiador dos bolcheviques em Petrogrado, ligando-o a figuras do sistema financeiro internacional. O autor interpreta esses fatos como prova de uma conexão entre a elite financeira global, o Federal Reserve e movimentos revolucionários. Amplia ainda a tese para afirmar que essa elite teria financiado também outros regimes e conflitos, lucrando com guerras, dívidas e juros. O texto conclui evocando a idéia de um projeto de governo mundial, citando declaração atribuída a James Paul Warburg em 1950.
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Por obra do acaso, chegou às minhas mãos um artigo de jornal bem antigo que confirma a ligação entre os oligarcas financeiros globais e os bolcheviques. Ou seja, a Revolução de Outubro — a tomada violenta do poder pelos bolcheviques comunistas russos em 1917 — foi cofinanciada por banqueiros alemães. Existem estimativas de que, na época, fluíram até 50 milhões de marcos, o que hoje equivaleria a pelo menos meio bilhão de euros.
Segue minha tradução de um artigo do London Times de 27 de dezembro de 1917:

A GANGUE DE RÉPTEIS ALEMÃ EM PETROGRADO
WARBURG COMO PATROCINADOR DOS BOLCHEVIQUES
(De nosso correspondente)
Nova York, 27 de dez.
A negação de que agentes alemães em Petrogrado estejam financiando o movimento bolchevique causou considerável espanto aqui, tendo em vista o fato relatado por várias testemunhas americanas independentes, de alta reputação e discernimento, de que o Dr. Fritz Warburg, adido financeiro da legação alemã em Estocolmo, esteve por muitos meses na capital russa. Fritz Warburg é conhecido aqui por ter sido, durante muito tempo, o diretor supremo do fundo alemão de corrupção na Rússia. Seus encontros com Protopopoff foram registrados com evidências indiscutíveis, e visitantes americanos que regressaram relatam que, após a derrubada do antigo regime, ele continuou seu trabalho, com a característica imparcialidade alemã, entre os grupos anarquistas radicais, no interesse do governo alemão.
Com ele em Petrogrado, durante o verão, estavam von Lucius, o ministro alemão em Estocolmo, e Boy-Ed, ex-adido naval em Washington. Boy-Ed e Warburg residiam sob o teto hospitaleiro de uma certa legação neutra em Petrogrado.
Fritz Warburg é irmão de Paul Warburg, que se naturalizou americano e foi nomeado membro do Conselho da Reserva Federal (Federal Reserve Board) pouco antes do início da guerra. Seus outros irmãos são Felix, que vive em Nova York, e Max, conhecido como diretor do Deutsche Bank e da linha Hamburg-Amerika, que trabalha em Hamburgo e Bremen.
Assim o artigo do London Times.
Interessante, não? O termo “gangue de répteis” na manchete já era usado naquela época. Tenho que me lembrar disso. E aqui vemos a conexão entre o Banco Central dos EUA (Fed), fundado em 1913 antes do início da guerra, passando por banqueiros alemães, até os bolcheviques na Rússia. Isso significa, se preferirem, que o comunismo só pôde surgir porque a elite financeira global assim quis e o apoiou massivamente com recursos — o que sempre suspeitamos — do mesmo modo que financiaram os nazistas mais tarde (o banqueiro Prescott Sheldon Bush e suas conexões comerciais com o Terceiro Reich, pai do presidente George H. Bush e avô do presidente George W. Bush).
Por isso é compreensível por que quase não se ouve críticas do campo da esquerda aos criminosos financistas de hoje, que nos meteram nesta crise econômica e financeira. Afinal, eles são seus amigos e apoiadores. Quem quer que critique os “banksters” é golpeado imediatamente com os velhos e conhecidos “porretes”.
O nome Warburg é um nome adotado, pois a família mudou-se da Itália para a Alemanha no século XVI e estabeleceu-se primeiro em Warburg. Tudo apenas camuflagem para ocultar suas verdadeiras origens.

A elite financeira sempre financia os dois lados e os instiga um contra o outro. Pois a guerra, as dívidas e os juros resultantes dela são o melhor negócio. Eles são diretamente responsáveis pelos muitos milhões de mortos. Sem esses financistas, não haveria guerras; os governos nem sequer teriam dinheiro para travá-las. A Primeira Guerra Mundial teria terminado após apenas um ano, se não tivesse sido paga pela maciça expansão da oferta monetária de bancos centrais como o Fed.
E aqui está a agenda da elite financeira global:
James Paul Warburg (1896–1969), filho de Paul Warburg, banqueiro, conselheiro do Bank of Manhattan, consultor financeiro do Presidente Roosevelt e membro do CFR, disse perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado em 17 de fevereiro de 1950:
“Teremos um governo mundial, queiramos ou não. A única questão é se o governo mundial será alcançado por consentimento ou por imposição.”
