PADRE MAXIMILIANO KOLBE: EM BUSCA DE TODA A VERDADE
Mendel and Heinrich (Kreuzfahrer). Substack, 3 de agosto de 2023
Fonte: https://web.archive.org/web/20240105011917/https://derkreuzfahrer.substack.com/p/maximilian-kolbe
Tradutor do texto: Elvira Mattoso.
Descrição: O artigo questiona a narrativa oficial do martírio do Padre Maximiliano Kolbe, sacerdote polonês e fundador da Milícia da Imaculada, sugerindo que sua morte em Auschwitz pode não ter sido por injeção letal ou câmara de gás, mas por insuficiência cardíaca decorrente de tuberculose, conforme documentos alemães. Apresenta fotografias que mostram uma relação aparentemente amigável entre Kolbe, sua comunidade religiosa e os alemães durante a ocupação da Polônia, contradizendo alegações de perseguição sistemática. Argumenta que a propaganda antialemã publicada por alguns membros da Milícia da Imaculada pode ter levado à prisão de Kolbe, mas não há evidências de que o mosteiro tenha sido fechado. Critica testemunhos pós-guerra, como o de Franciszek Gajowniczek, por inconsistências e possível manipulação para reforçar a narrativa do Holocausto. O autor defende a busca pela verdade, questionando a canonização de Kolbe como mártir e a instrumentalização de sua morte pela Igreja Conciliar.
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Aviso: Alguns católicos podem considerar ofensivo o que é apresentado neste artigo, no qual fornecemos documentos originais, traduções, fotografias e indícios circunstanciais que contradizem a versão oficial do “martírio” do Padre Maximiliano Kolbe. Nada disso é apresentado de má-fé ou de modo calunioso ou difamatório para desmerecer a vida piedosa e as obras do Padre Kolbe e de sua Milícia da Imaculada. Contudo, a verdade teme a investigação? Por que alguns estão tão ansiosos em rejeitar a possibilidade de que ele não tenha sido assassinado? Não estamos nós, católicos, obrigados a defender a verdade? Nosso único objetivo é examinar certas fontes que têm sido ignoradas e seguir a verdade onde quer que ela conduza, independentemente de o leitor estar ou não preparado para uma conclusão alternativa.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres.” — João 8,32, Bíblia Douay-Rheims.
Quando um católico manifesta simpatia pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, quase imediatamente lhe lançam em rosto o “martírio” de Maximiliano Kolbe. Igualmente, depara logo com uma vasta gama de alegações de “perseguição” e “anticatolicismo” dos alemães no Terceiro Reich sob o regime nacional-socialista. A Igreja pós-Vaticano II parece ter assumido como missão canonizar qualquer pessoa que tenha sido “vítima” do regime nacional-socialista e dos alemães, a fim de obter o favor de nossos senhores judeus. Examinaremos o caso de Maximiliano Kolbe e consideraremos fontes que contradizem a narrativa oficial de sua morte.
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1. QUEM FOI REALMENTE MAXIMILIANO KOLBE?
O Padre Raimundo “Maximiliano” Kolbe era meio alemão, meio polonês, sacerdote e fundador da ordem religiosa “Milícia da Imaculada” na Polônia, durante o período entre guerras. O Padre Kolbe e sua comunidade religiosa fizeram de sua missão converter os inimigos da Igreja, especificamente os judeus e os maçons. O Padre Kolbe também publicou e considerava autênticos os “Protocolos dos Sábios de Sião”. Ele passou ainda alguns anos em missão no Japão, onde fundou um mosteiro que sobreviveu ao bombardeio atômico de Nagasaki. O Padre Kolbe e sua comunidade religiosa também estiveram ligados ao ONR polonês (Obóz Narodowo-Radykalny/“Campo Nacional Radical”), de orientação fascista, durante o período entre guerras. Certamente, ele foi um sacerdote católico muito piedoso, merecedor do título de santo por sua grande obra contra os inimigos da Santa Madre Igreja. Cremos que sua santidade não é o que deve ser contestado, mas sim a história de sua morte e seu título de mártir. O início da ocupação alemã da Polônia é o momento em que os detalhes da vida do Padre Kolbe começam a ser moldados pela narrativa de seus biógrafos em direção ao martírio. Convidamos nossos leitores a examinar algumas das palavras do Padre Kolbe sobre a conspiração judaico-maçônica antes de prosseguirmos.

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2. INVASÃO DA POLÔNIA, PROPAGANDA POLONESA DE ATROCIDADES
Agora começa a parte interessante de nosso exame da verdade sobre o Padre Kolbe. Durante a invasão da Polônia, o clero católico polonês imediatamente passou a imprimir propaganda de atrocidades sobre massacres de padres e destruição de instituições católicas, o que hoje sabemos ser falso. A captura de tela abaixo foi retirada de um vídeo que trata de questões relacionadas à devoção à Divina Misericórdia e ao messianismo polonês. O vídeo menciona brevemente algumas das propagandas de atrocidades que membros do clero polonês envolvidos com a devoção à Divina Misericórdia estavam publicando e difundindo.

Tradução do slide:
1939: Em abril, o Cardeal Primaz da Polônia, August Hlond, confirma novamente ao Pe. Sopocko que a Igreja não tem o costume de realizar festas para as virtudes divinas de Deus.
1939: Após meses de crise diplomática internacional, no dia 1º de setembro, a Segunda Guerra Mundial começa entre a Alemanha e a Polônia. O clero polaco imediatamente começa a produzir propaganda de atrocidades para o mundo católico inglês (que hoje sabemos serem falsas) do seguinte teor:
- O mosteiro do Pe. Maximiliano Kolbe, a “Cidade da Imaculada”, foi bombardeado.
- Crianças no mosteiro do Pe. Kolbe foram metralhadas por aviões de caça alemães que voavam tão baixo que as pessoas podiam ver a alegria nos rostos dos pilotos alemães.
- O mosteiro do Pe. Kolbe foi transformado num campo de concentração.
- Universidades católicas foram completamente bombardeadas e arrasadas.

Segundo o vídeo, as únicas razões pelas quais o clero polonês chegou a ser preso durante a ocupação alemã da Polônia foram a publicação de propaganda anticristã e antialemã de atrocidades, ou a colaboração com a resistência polonesa clandestina. Muitos membros do clero polonês que de fato foram presos inicialmente pelos alemães acabaram sendo posteriormente libertados, ainda que sob supervisão.


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3. FOTOGRAFIAS INTERESSANTES DE NIEPOKALANÓW (CIDADE DA IMACULADA) DURANTE A OCUPAÇÃO

Abaixo reunimos uma coleção de fotografias da comunidade religiosa do Padre Kolbe sob a “ocupação alemã”. Essas fotografias contam uma história bem diferente daquela que nos foi transmitida sobre a ocupação da Polônia. Elas parecem mostrar uma cooperação alegre com os alemães em vários projetos dentro e ao redor da área do mosteiro e de Auschwitz, uma vez que a comunidade religiosa ficava a uma distância muito curta do campo. No momento, não dispomos de descrições oficiais nem de contexto para essas fotografias, de modo que as analisamos unicamente com base no que é visível. Não encontrei qualquer evidência que sugira que o mosteiro tenha sido fechado durante a ocupação, e essas fotografias parecem indicar que, na verdade, ele prosperou nesse período. Muitas dessas imagens também sugerem que a ordem religiosa estava empenhada em auxiliar os alemães em vários projetos de construção ou de trabalho tanto na região quanto no próprio mosteiro. Surpreendentemente, segundo a Wikipédia, a “Cidade da Imaculada” foi atingida por bombardeios aliados em 1945.








Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, e essas fotografias contam uma história visual completamente diferente sobre a situação em que a Milícia da Imaculada se encontrava sob a ocupação alemã, do que se poderia esperar a partir da narrativa do Holocausto sobre o Padre Kolbe.
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4. A HISTÓRIA POR TRÁS DE UMA FOTOGRAFIA EM PARTICULAR

Essa fotografia foi a primeira que eu (Kreuzfahrer) vi, e foi o que iniciou minha investigação sobre a busca da verdade acerca do Padre Kolbe e de sua comunidade religiosa durante a ocupação alemã. Abaixo está a transcrição de um e-mail oficial da Milícia da Imaculada, que consegui obter, e que fornece o contexto por trás dessa fascinante fotografia do Padre Kolbe com esse oficial da Wehrmacht e a estátua da Bem-Aventurada Virgem Maria:
A história por trás de uma certa fotografia
Após a prisão dos moradores de Niepokalanów em 19 de setembro de 1939, tropas da Wehrmacht alemã e civis alemães foram estacionados em Niepokalanów. A partir de sábado, 20 de abril de 1940, a Cidade da Imaculada foi “decorada” com uma bandeira vermelha com a suástica negra, para grande pesar do Padre Kolbe, que recomendava orações para que esse símbolo vergonhoso deixasse de desfigurar os muros do claustro dedicado à Imaculada.
A partir de setembro de 1940, o Pe. Iwo Achtelik passou a guardar o portão do mosteiro. Ele conhecia a língua alemã, de modo que podia atender melhor os soldados da Wehrmacht e os civis alemães que passavam pelo portão. Pouco depois, o Padre Kolbe disse-lhe que fosse visitar os soldados alemães doentes alojados em um edifício próximo ao portão. Ele lhes desejou rápida recuperação e instruiu aos frades que levassem chá aos enfermos.
Esses gestos de bondade levaram um dos oficiais da guarnição estacionada em Niepokalanów — um tenente da Wehrmacht de aproximadamente 40 anos, vindo da Baviera — a se aproximar do Pe. Achtelik e pedir ao Padre Maximiliano que pintasse um quadro da Imaculada como presente para sua mãe. O Padre Maximiliano encarregou o Pe. Lechosław dessa tarefa. Pouco depois, o oficial procurou o Padre Maximiliano para despedir-se, pois havia sido transferido para outro lugar. Deixou um endereço para o qual solicitou que a pintura fosse enviada assim que estivesse pronta, e pediu também uma fotografia com ele sob a estátua da Imaculada erguida no mosteiro. Como recorda o Ir. Iwo Achtelik — testemunha do acontecimento —: “O Padre Maximiliano aceitou prontamente. Esse oficial ficou no meio, voltado para a estátua da Imaculada, o Padre Maximiliano à sua direita, e eu, por ordem do Padre Maximiliano, fiquei à esquerda”. A fotografia foi tirada pelo já falecido Pe. Bonifácio. Foi no fim de janeiro de 1941.
Assim foi tirada uma das últimas fotografias do Padre Maximiliano, que pode ser vista no Museu de São Maximiliano em Niepokalanów.
Fontes: “Dokumenty o Ojcu Maksymilianie M. Kolbem. Oświadczzenia współbraci zakonnych”, Niepokalanów, 1953 (manuscrito, Arquivo de Niepokalanów), p. 13–14; Claude R. Foster, “Rycerz Maryi: Misja i męczeństwo św. Maksymiliana Marii Kolbego”, Niepokalanów, 2007, p. 582, 623–624 (edição inglesa: “Mary'sKnight: The mission and martyrdom of St. Maksymilian Maria Kolbe”, West Chester University Press, 2002).
https://niepokalanow.pl/klasztor/archiwum/1941-historia-fotografii-oficera-werhmachtu
Acusações falsas contra São Maximiliano e informações falsas sobre ele e suas atividades constantemente aparecem ou são reproduzidas por autores imprudentes e pouco confiáveis de várias publicações ou vídeos.
Se tiver dúvidas ou perguntas, deixo o contato do arquivo:
E-mail: [email protected]
Tel.: +48 46 864 21 44

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5. MAUS ELEMENTOS NA MILÍCIA DA IMACULADA PUBLICAM PROPAGANDA ANTIALEMÃ?
Abaixo está a tradução de um artigo publicado em um jornal alemão da época da ocupação, sobre a circulação de um jornal de propaganda antialemã impresso nas gráficas da Cidade da Imaculada. Supostamente, essa foi a única coisa que os alemães teriam fechado em relação à Milícia da Imaculada. Esse artigo alemão também menciona que esses maus elementos dentro da comunidade monástica deveriam dedicar-se mais à sua devoção à Bem-Aventurada Virgem Maria, em vez de difundir propaganda política. Obviamente, nem todo monge da comunidade estaria envolvido nisso, e não vimos nada que sugira que o próprio Padre Kolbe estivesse também.


“Mosteiro é foco de difamações polonesas através de jornal diário”
Visitando um foco do pior tipo — maquinário moderno de impressão — o pasquim de propaganda “Mały Dziennik” (pequeno jornal) custa apenas 2,5 pfennigs — os frades responsáveis fugiram.
Um relato próprio do jornal de Cracóvia e Varsóvia
Varsóvia, 1º de fevereiro
Na antiga Polônia, o Mały Dziennik era uma revista barata e, portanto, também uma das piores publicações antialemãs. Ainda mais pelo fato de ter sido impressa em um mosteiro! Nosso repórter finalmente teve a oportunidade de visitar esse antigo foco da pior espécie de difamação, partindo de sua agência de notícias em Varsóvia, a fim de observar mais de perto.
Ao redor, a paisagem invernal sombria se alargava diante dos portões de Varsóvia. O carro precisou de apenas alguns minutos para nos afastar do bulício da cidade, que ainda conseguia superar o frio e a neve que cobriam as ruas da capital, conduzindo-nos à solidão branca do inverno. Rapidamente, as casas dos subúrbios ficaram para trás, muitas delas em ruínas, cobertas por um manto de neve, testemunhando os pesados combates necessários para capturar a metrópole fortificada em setembro passado. A estrada em linha reta para Lowicz apresentava-se diante de nós, guiando-nos diretamente até Lowicz, como informavam regularmente as placas. As casas ao longo da via diminuíam rapidamente. Aqui e ali viam-se ruínas incendiadas para que não servissem de refúgio ideal aos combatentes da resistência polonesa. Talvez aqui e ali algum agricultor alemão tivesse instalado sua fazenda, apenas para ser marcado para incêndio (“den roten Hahn aufs Dach setzen”/“botar o galo vermelho no telhado”), por aqueles bandidos/canalhas, aquela temida matilha assassina (os bolcheviques).
Percorremos quase 50 quilômetros sem fazer sequer uma curva. O sol rompeu as nuvens, a neve cegava os olhos. Chegamos a Terefin, uma pequena cidade perto de Godjaczew. O carro virou à esquerda da rua principal e parou após algumas centenas de metros. O motorista sinalizou que havíamos chegado ao nosso destino: o mosteiro de Niepokalanów.
Atravessamos a neve funda em direção a uma pequena portaria e entramos; tivemos de esperar alguns minutos em uma salinha branca, quando um monge de hábito negro, usando um chapéu de pele, perguntou nosso propósito. Respondemos que queríamos falar com o abade. O frade deixou-nos entrar e nos conduziu a uma das casas vizinhas. “A* M* B 1940”, estava escrito a giz acima da porta — as iniciais dos três reis magos, costume abundante em áreas rurais católicas por volta do dia 7 de janeiro. O símbolo serviria para proteger as casas do mal. Veríamos esse sinal em diversas outras portas mais tarde.
Monge atrás do livro-caixa
O porteiro conduziu-nos para dentro da casa, por um corredor longo, estreito e vazio, com vigas de madeira não acabadas e paredes caiadas de branco. Incontáveis imagens sacras adornavam as paredes e portas. Entramos num pequeno escritório, onde deveríamos esperar a chegada do abade. Duas pequenas mesas de madeira, alguns armários e uma cama compunham o inventário do quarto, tudo acompanhado de imagens religiosas que conferiam ao ambiente uma impressão colorida, mas barata. Um monge de hábito negro, cingido por um longo cordão, estava sentado a uma das mesas, curvado sobre volumosos livros-caixa. No armário havia calendários, folhetos e modelos de impressão, nos quais reconhecíamos repetidas vezes o nome “Mały Dziennik”.
Mantido por doações voluntárias
O “Mały Dziennik” era o objetivo de nossa incomum peregrinação ao mosteiro de Niepokalanów. O mosteiro de Niepokalanów é um mosteiro dos Frades Menores, fundado em 1927. Os frades deste mosteiro, segundo o abade que acabara de chegar, ingressaram no convento para dedicar-se exclusivamente à difusão da devoção a Nossa Senhora. Por isso deram ao mosteiro o nome de “Niepokalanów”, a expressão polonesa para “Imaculada Conceição”.
Assim, os monges de Niepokalanów consideravam seu dever publicar mensalmente seu jornal sob o título “Rycerz Niepokalanej” (“Cavaleiro da Imaculada”). Presume-se que a tiragem recente da revista chegava a um milhão, o que não é inconcebível, já que era distribuída gratuitamente. O mosteiro e sua moderna gráfica eram financiados apenas por doações voluntárias.
O abade conduziu-nos pelas amplas estações de trabalho da tipografia do mosteiro. O trajeto passou por diversos setores: a sala de composição, equipada com várias modernas máquinas de linotipo, a sala de estereotipia com máquinas de fundição e várias outras seções próprias de uma linha de impressão moderna. Quase mil monges — todos artesãos com sua tarefa específica — ocupavam o mosteiro. Nem todos estavam envolvidos com a impressão: havia também trabalhos de jardinagem, carpintaria, encanamento, etc., já que o mosteiro de Niepokalanów mantinha e reparava suas próprias instalações para reduzir ao máximo os custos de autossustentabilidade. Na oficina de produção nada lembrava estarmos em um mosteiro, exceto o pequeno, mas ricamente ornamentado altar mariano.
Finalmente, encontramo-nos diante das duas grandes máquinas de impressão, relativamente novas e fabricadas na Alemanha, como todo o maquinário disponível. Uma máquina imprimia a edição mensal do “Rycerz Niepokalanej”, e a outra o pequeno diário “Mały Dziennik”, em tiragem maciça.
Circulado a preço irrisório
De modo geral, já é bastante improvável sustentar que a impressão de jornais seja uma ocupação adequada para monges. A publicação do “Mały Dziennik” suscita ainda mais objeções. Esse “pequeno jornal diário” (“kleines Tagesblatt”, em alemão) era, de fato, um pasquim de propaganda antialemã notório e malicioso, que não perdia a oportunidade de zombar e difamar seu país vizinho da forma mais ampla possível. Esse “envenenamento do poço”, ao qual tal jornal contribuía, era especialmente perigoso pelo fato de ser produzido por monges tidos como piedosos. Afinal, foi essa circunstância que permitiu que fosse difundido de modo massivo e barato entre a população. O “Mały Dziennik” custava apenas 5 groschen, ou 2,5 pfennigs, tornando-se o jornal mais barato da Polônia. Esse pasquim propagandístico, no entanto — e isto é crucial — era produzido justamente nesse mosteiro polonês que supostamente só existia em honra da Virgem Maria.
A Virgem Maria e o soldado
Ao percorrermos a tipografia, descobrimos também uma versão finalizada de um folheto que ilustrava uma colagem de imagens do mosteiro, juntamente com a propaganda do calendário fotográfico de 1940 do “Rycerz Niepokalanej” e também do pasquim “Mały Dziennik”. A planejada capa do calendário era bem visível; é claro que o calendário em si jamais foi publicado. No centro da imagem via-se a águia polonesa, símbolo do antigo Estado polonês. Acima da águia pairava, ao lado da inscrição “Ano de 1940”, a imagem de Nossa Senhora; sob o brasão, um soldado com fuzil e capacete de combate estava ajoelhado, olhando em direção à Alemanha.
Além disso, pedimos amavelmente algumas edições adicionais da revista religiosa “Rycerz Niepokalanej”, também impressa em Niepokalanów, que tinha menor procura, mas que, ainda assim, continha uma narrativa veladamente enviesada sobre os acontecimentos políticos atuais.
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Estas são algumas fotografias da Cidade da Imaculada que incluímos para melhor visualizar o conteúdo desse artigo:



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6. O PADRE KOLBE FOI PRESO? POR QUE ELE FOI PARAR EM AUSCHWITZ?

Texto abaixo da imagem questionada, à esquerda: Por acaso são a mesma pessoa?
Texto central apontando para a gola: A gola é inconsistente com a gola original do pijama.
Texto central apontando para o pescoço: A gola parece ser um cachecol de algum tipo, não a gola do “pijama listrado”.
Texto à direita, explicando a observação sobre o cachecol: Repare como ela fecha, pois está enrolada em volta do pescoço, e não abotoada.
Não existem fotografias do Padre Maximiliano Kolbe que o mostrem com o infame “pijama de Auschwitz” ou com o triângulo invertido em suas roupas para prisioneiros políticos. Se ele de fato terminou sob custódia alemã — visto que lhe foi atribuído um número em seus documentos médicos —, deve ter-lhe sido permitido usar o hábito religioso. Sabemos com certeza que ele foi formalmente preso, ou foi simplesmente levado sob custódia para o hospital de Auschwitz? Ainda não vimos documentos oficiais de prisão.
É bem conhecido que Auschwitz possuía um hospital, entre várias outras instalações, provavelmente mais bem equipado para casos médicos como o do Padre Kolbe do que as instalações médicas da Milícia da Imaculada. Mais uma vez, não vimos qualquer evidência de que a Cidade da Imaculada e a Milícia da Imaculada tenham sido fechadas pelos alemães, a não ser no que se refere àquela única publicação de propaganda. Até mesmo a Wikipédia confirmou que o mosteiro e a comunidade religiosa ainda existiam em 1945.
Há simplesmente muitas questões em aberto aqui: se Kolbe foi preso, simplesmente levado sob custódia por razões de segurança, ou se estava buscando tratamento médico em Auschwitz. Se alguém tiver cópias de documentos alemães referentes ao Padre Maximiliano Kolbe e sua permanência em Auschwitz, entre em contato conosco nos comentários.
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7. O POSSÍVEL MOTIVO PARA O INTERNAMENTO E CONTEXTO DOS ACONTECIMENTOS QUE O ANTECEDERAM
Também encontramos recentemente uma série de alegações feitas por um comentador em um artigo sobre a vida de São Kolbe, que se referem aos acontecimentos que antecederam o internamento de Kolbe em Auschwitz. Nosso comentador aqui parece basear suas afirmações nos escritos do Padre Kolbe e, interessantemente, fornece-nos um motivo potencial para explicar por que Kolbe foi parar em Auschwitz. Se for certo que esse frade expulso é a razão do internamento de Kolbe, isso faria sentido, uma vez que o mosteiro não estava realizando quaisquer atividades que de outra forma levassem ao encarceramento do Padre Kolbe. Seu mosteiro também não poderia, de forma alguma, estar escondendo judeus, visto que os alemães cooperavam de perto com a comunidade monástica, como mostrado nas fotografias anteriores. Isso apenas levanta a questão de saber se a publicação de propaganda feita por alguns monges havia cessado após o jornal alemão ter noticiado o fato, ou se se tratava de uma alegação completamente distinta. Teremos de examinar os próprios escritos do Padre Kolbe no futuro para confirmar alguns desses detalhes, mas acreditamos que sejam muito provavelmente autênticos.

Tradução:
Christopher Reid
Olá. Narrativa interessante, mas, infelizmente, as referências que consultou são um monte de mentiras. Kolbe e civis foram levados pelos alemães para os campos de concentração em setembro para os manter seguros dos combates que estavam a ocorrer. Nas suas próprias cartas, Kolbe escreve à mãe de um homem POLACO no EXÉRCITO ALEMÃO enquanto estava num campo de concentração, elogiando-o. Quando regressaram ao mosteiro, os alemães usaram o seu mosteiro como base e hospital para civis que fugiam de outras áreas. Kolbe nunca “escondeu” judeus; os alemães sabiam de todos os que estavam no mosteiro porque os soldados circulavam regularmente pelo mosteiro. Portanto, os judeus e polacos estavam lá porque os alemães queriam ajudá-los.
Um frade que teve relações sexuais com uma freira foi expulso do mosteiro por Kolbe. As cartas de Kolbe mostram que ele trabalhava com os alemães tanto quanto possível e queria que o seu mosteiro aprendesse alemão para comunicar melhor. Kolbe foi preso com base em acusações falsas por um frade que tinha tido relações sexuais com uma freira. Kolbe expulsou-o do mosteiro. O frade vingou-se indo à Gestapo e alegando que Kolbe estava a espalhar propaganda antialemã.
Kolbe era um homem muito doente. Os alemães tentaram ajudá-lo em Auschwitz. Ele só tinha um pulmão funcional e sofria de tuberculose. Os alemães fizeram-lhe radiografias, e descobriram que ele tinha bronquite e, mais tarde, ele faleceu de miocardite. Esses são todos fatos verificáveis. Quaisquer outros testemunhos sobre tortura e sofrimento são falsos. Kolbe nunca mencionou tais coisas. Havia católicos alemães no exército que iam à missa, portanto, é impossível que Kolbe tenha sido espancado e torturado por ser um padre católico.
11 de fevereiro de 2022, 15h05.
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8. A MORTE DO PADRE KOLBE SEGUNDO DOCUMENTOS OFICIAIS ALEMÃES
De acordo com os documentos alemães, o Padre Kolbe faleceu de miocardite causada por tuberculose. Até o Museu de Auschwitz corrobora a autenticidade destes documentos. Em nenhum lugar consta a morte por câmara de gás ou por “injeção letal”, segundo a narrativa oficial do martírio do Holocausto. Já ouvimos o argumento esfarrapado de que estes documentos poderiam ter sido falsificados pelos alemães, mas, razoavelmente falando, há pouquíssima razão para eles falsificarem tais registros.






O segundo documento declara que sua causa de morte foi “Myocardinsuffiziens” ou “insuficiência miocárdica”, significando que ele sofreu de miocardite ou insuficiência cardíaca, causada por tuberculose pulmonar, como indicado pelos últimos três documentos com a menção a “Lungen” (pulmões).
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9. EXAME RECENTE SOBRE A MORTE DO PADRE KOLBE
Após a publicação inicial de nosso artigo, descobrimos logo que outro texto havia sido produzido no site Holocaust.claims, abordando detalhes inconsistentes e contraditórios em torno da morte do Padre Kolbe em Auschwitz. Esse artigo aponta o fato de que o Padre Kolbe já sofria há muito tempo de uma condição cardíaca e tuberculose antes mesmo de chegar a Auschwitz. Também menciona a existência de registros de radiografias realizadas no campo em Kolbe, juntamente com o momento inconveniente em que teriam sido feitas, durante o suposto “calvário do bunker da fome”. Além disso, confirma a legitimidade de nossos registros de campo sobre a morte do Padre Kolbe, junto com o detalhe curioso de que eles ficaram escondidos pela Inteligência Soviética até 1988.
Mesmo editoras católicas da história de Kolbe parecem não conseguir concordar sobre diversos detalhes. Afinal, a narrativa do martírio de Kolbe é construída principalmente a partir do suposto testemunho ocular de “Franciszek Gajowniczek”, que só veio a público com suas histórias e alegações após a guerra. Devemos muitos agradecimentos ao autor “GreatMystery” por esse artigo, que cobre algumas áreas que nossa publicação inicial não abordou. Convidamos nossos leitores a ler esse texto como complemento ao nosso.
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10. REGISTROS DE RAIO-X
No site CODOH, Committee for Open Debate on the Holocaust (“Comitê para o Debate Aberto sobre o Holocausto”) existe um artigo publicado em 1983 que traz ao conhecimento a existência de registros de radiografias realizados antes da morte do Padre Kolbe, juntamente com informações sobre sua condição cardíaca e tuberculose. Isso é certamente interessante, pois essas radiografias teriam sido realizadas durante o período em que o Padre Kolbe supostamente estaria no bunker da fome. Por que os alemães se dariam ao trabalho de radiografá-lo se iriam matá-lo de qualquer forma?
Também devemos notar que, como isso foi publicado em 1983, o autor desconhecia os registros de óbito que encontramos sobre Kolbe, liberados em 1988. Não conseguimos encontrar cópias desses registros de radiografia, mas isso confirma sua existência e o momento peculiar em que teriam sido feitos, com datas específicas.
Vemos ainda no artigo o duvidoso testemunho ocular de Bruno Borgowiec, que trabalhava como responsável pelo descarte de resíduos em Auschwitz e alegou ter atuado como intérprete entre os alemães e Kolbe no “bunker da fome”. Ele divulgou seu próprio testemunho vários anos após a morte de Kolbe, certamente dando tempo para que ele inventasse eventos de sua própria autoria.
Seu próprio testemunho parece o que seria de se esperar de muitas “vítimas” do Holocausto no período pós-guerra, incluindo os habituais clichês de crueldade e barbárie incomuns que se tornaram um elemento básico do mito do Holocausto.
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11. A ORIGEM QUESTIONÁVEL DE TESTEMUNHAS OCULARES DA NARRATIVA DO MARTÍRIO

Uma das poucas supostas testemunhas oculares que temos da história oficial de “martírio” de Maximiliano Kolbe é Franciszek Gajowniczek, um polonês internado em Auschwitz que afirmou ter conhecido o Padre Kolbe e que este teria sacrificado sua vida no lugar dele em uma câmara de inanição. Já de início, essa história está cheia de buracos e problemas, porque nossos documentos indicam que Kolbe morreu de insuficiência cardíaca causada por sua tuberculose e condições cardíacas preexistentes. E por acaso temos provas de que a morte por inanição era uma punição em Auschwitz, sem falar no uso de ácido carbólico e injeções letais? Já vimos que Auschwitz tinha um hospital, conforme indicado por esses documentos assinados pelo médico da SS Siegfried Schwela. Auschwitz também tinha uma piscina, orquestra, teatro, moeda do campo para os internos e judeus lá detidos, um orfanato, creche, ala de maternidade onde milhares de judeus nasceram, e muitas outras instalações que farão você questionar a autenticidade de Auschwitz como um “campo de extermínio” com “câmaras de gás” (abrigos antiaéreos).
Auschwitz, antes de tudo, era um local de detenção para inimigos políticos e judeus. Essa era a solução temporária para a Questão Judaica, antes que o Plano Madagascar pudesse ser implementado ou que os judeus fossem reassentados nos territórios conquistados, caso a Operação Barbarossa tivesse sucesso. A maioria das mortes nos campos foi causada por surtos de tifo no último ano da guerra, em 1945, quando os bombardeios aliados destruíram completamente as ferrovias e impediram que suprimentos médicos chegassem aos campos, deteriorando os padrões de saúde. Recomendamos assistir a “Europa: A Última Batalha” ou “A Maior História Jamais Contada” para a verdade sobre o “Holocausto”. No entanto, o revisionismo do Holocausto não é o foco principal desta investigação, mas ajuda a contextualizar a validade questionável da história do martírio do Padre Kolbe. Esperamos que nossos leitores já estejam cientes das alegações questionáveis sobre o Holocausto e familiarizados com o revisionismo do evento. O CODOH também é um ótimo lugar para se informar sobre revisionismo, e nós o recomendamos altamente.
De fato, Gajowniczek se beneficiou após a guerra com sua história inventada de martírio, e ele a usou para propagar ainda mais mentiras sobre o suposto Holocausto sagrado. Ele próprio foi um convidado especial em muitos eventos judaicos para glorificar as “vítimas” do terrível Shoah. Sua história lhe conferiu um status especial na Igreja pós-Vaticano II e entre seus colegas “vítimas do Holocausto”. Pode-se também especular que João Paulo II canonizou Kolbe em nome do patriotismo polonês.
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12. SUPOSTO ASSASSINO DO PADRE KOLBE DESAPARECE
Outra nota de interesse é que o suposto assassino do Padre Kolbe, o Hauptsturmführer da SS Karl Fritzsch, desapareceu após a guerra. Como podemos ter certeza de que ele administrou uma injeção letal ao Padre Kolbe, quando ele nunca foi sequer levado a julgamento? Mesmo que tivesse sido julgado, provavelmente teria sido um julgamento encenado, como os de Nuremberg, e ele teria sido acusado de ofensas inventadas.


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13. DOCUMENTO ADICIONAL APRESENTA HIPÓTESES E CONCLUSÕES SEMELHANTES
O documento abaixo aprofunda algumas das alegações de perseguição católica, incluindo o caso Padre Kolbe, e aborda as alegações sobre ele. Em outro artigo, exploraremos profundamente as alegações de perseguição católica e examinaremos algumas fontes contraditórias. Este documento oferece uma análise e conclusão ligeiramente diferentes das nossas, mas, ainda assim, acreditamos que vale a pena compartilhá-lo. Devemos esclarecer que nenhum dos autores deste artigo foi autor do documento a seguir. Também não temos o documento completo em nossa posse no momento.







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14. OBSERVAÇÕES FINAIS
Portanto, tendo examinado e levado em consideração todos esses fatores e verdades sobre a situação envolvendo o Padre Kolbe e sua Milícia da Imaculada sob a ocupação alemã, não seria razoável duvidar da narrativa oficial de martírio que nos foi contada sobre ele? Tenho certeza de que o Padre Kolbe não ficaria satisfeito com o fato de sua morte ter sido instrumentalizada pelos mesmos judeus contra os quais ele se manifestou abertamente, para propagar uma narrativa de piedade do Holocausto. Mas lembre-se, o pecado imperdoável do século XXI é questionar a validade do Holocausto e a “perseguição” dos católicos pelo Reich. Também continuaremos atualizando este artigo, fazendo revisões e adicionando novas seções à medida que descobrirmos mais informações sobre a vida de Maximiliano Kolbe e os eventos que levaram à sua morte. Que Deus permita que sua alma descanse no céu, e que a verdade prevaleça.
Autor e Pesquisador: Kreuzfahrer.
Pesquisador/Colaborador de Fontes: Heinrich.
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LINKS DE INTERESSE
- Padre Kolbe sobre a conspiração judaico-maçônica
- Artigo da FSSPX sobre a vida de Padre Kolbe
- Galeria de onde algumas das fotografias do Padre Kolbe foram obtidas
- Exame recente da narrativa da morte do Padre Kolbe em um site revisionista do Holocausto
- Artigo do CODOH com alegações de raios-X do Padre Kolbe e informações que contradizem a situação que levou à sua morte
- Discussão do CODOH sobre os detalhes da morte de Padre Kolbe, nosso artigo é referenciado nela
- Alegações interessantes de um comentarista em um artigo católico sobre a vida de Padre Kolbe
