RESUMO DA DENÚNICA MORELLO-RUIZ CONTRA “LA RED” DE LA REJA
Lúcio Guimarães, 16 de novembro de 2025
Antes que a decadência generalizada fosse presente no movimento tradicionalista, os infiltrados já estavam lá. É o caso do Seminário de La Reja e do Distrito da América do Sul da FSSPX. Durante o grande cisma de La Reja em 1989, quando as ovelhas se separaram formalmente dos lobos, Dom Andrés Morello e o Padre Sergio Ruiz Vallejo levaram os dossiês contra os lobos até o pastor, e o pastor defendeu os lobos e condenou as ovelhas. Por culpa dessa covardia de Dom Marcel Lefebvre, o sinédrio de La Reja, também conhecido como “La Red”, condenou Morello e Ruiz ao ostracismo, e podemos imaginar que naquele dia se cantou um grande louvor em língua hebraica no priorado. A denúncia documentava as sabotagens e as genealogias de personagens como Padre Jean-Michel Faure, Dom Alfonso de Galarreta, Padre Álvaro Calderón, e de tantos outros seminaristas e padres da FSSPX.


O retorno do antigo relatório ocorreu quando Dom Richard Williamson anunciou a sagração episcopal do Padre Faure. No dia 25 de abril de 2014, o Padre Ruiz, agora Frei Juan de Jesús O.M.Carm., escreveu uma carta aberta para tentar impedir a sagração do infiltrado.

Como já era esperado, o Padre Ruiz recebeu apenas o silêncio como resposta, e Dom Williamson consagrou o Padre Faure no dia 19 de março de 2015 no Mosteiro da Santa Cruz. Em resposta ao novo bispo, o Padre Ruiz publicou uma parte do grande dossiê no dia 29 de setembro de 2015.


Assim como a denúncia de 1989 e igualmente como a carta de 2014, a publicação dos arquivos sobre a sinagoga-seminário de La Reja em 2015 não recebeu outra resposta além do silêncio dos cúmplices de “La Red”. Quase 40 anos depois da primeira denúncia, nada parece ter mudado no atual ano de 2025, e isso apenas comprova que “La Red” continua mais forte do que nunca.
