SÍNODO DE LAODICÉIA (c. 363–364) E OS JUDEUS
Fonte: (a) Philip Schaff, Henry Wace (eds.), Nicene and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 14. Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1900. Revisado e editado para New Advent por Kevin Knight. Transcrição: http://www.newadvent.org/fathers/3806.htm. (b) Reglas de los Concilios locales. Traduzido por Xenia Sergejew. Transcrição: http://www.holytrinitymission.org/books/spanish/canones_concilios_locales.htm#_Toc104378697.
Tradutor do texto: Gustavo Petrônio Toledo.
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Cânon 29: Os cristãos não devem judaizar observando o sábado, mas devem trabalhar nesse dia, honrando preferencialmente o Dia do Senhor (domingo); e, se puderem, descansar nesse dia como cristãos. Mas se alguém for encontrado judaizando, seja anatematizado de Cristo.
Explicação: Desde os tempos dos Apóstolos, os cristãos celebravam o primeiro dia da semana, ou seja, o domingo, em vez do sábado (Atos 20,7; I Coríntios 16,2), reunindo-se para orar nesse dia. Os Cânones Apostólicos 7, 64, 70 e 71 indicam a incompatibilidade entre a celebração cristã do domingo e a observância do sábado, o que este cânon chama de “judaização”. O cânon estabelece que os cristãos devem dedicar o domingo à oração, “se puderem”, e esclarece que a judaização afasta de Cristo quem a pratica.
Cânon 32: Não é lícito receber as bênçãos (eulogiae) dos hereges, pois estas são mais disparates (alogiai)[1] do que bênçãos.
Explicação: A “bênção” mencionada neste cânon (em grego, eulogia) refere-se ao pão bento. Como a Igreja não reconhece graça nos atos dos hereges, este cânon considera o pão abençoado por eles como um disparate ou insensatez. Consumir esse pão sem que seja devidamente abençoado implica entrar em comunhão de oração com hereges, o que é proibido pela Igreja.
Cânon 33: Não se deve orar com hereges ou cismáticos.
Cânon 37: Não se deve celebrar festividades com judeus ou hereges, nem receber de suas mãos oferendas de suas festas.
Cânon 38: Não se deve receber pão ázimo dos judeus nem participar de suas impiedades.
[1] No original grego, ἀλογίαι, isto é, negação do logos, da racionalidade.
