SUICÍDIO COLETIVO OU GENOCÍDIO PLANEJADO?
Norberto Toedter, c. 2013
Já é público e notório que a República Federal da Alemanha (RFA) não é um país soberano, é vassalo. Só não fica claro a quem serve, a quem obedece, a quem é submisso. É o único país do mundo — isto a qualquer tempo ou era — em que crianças já aprendem, desde cedo, a odiar o próprio povo.
É um país que, com plena consciência, está se autoextinguindo, dando sequência às ideias de um Henry Morgenthau (conselheiro de Roosevelt) e do psicopata Theodore N. Kaufman, autor de Germany must perish (“A Alemanha deve perecer”). É um país que se diz democrata, mas pune opinião, como se opinião pudesse ser delito. É um país que estimula a imigração de orientais e africanos, para que passem a viver de sua assistência social.
Perguntar-se-á: por que esse povo não reage? Porque enfraqueceram o seu organismo e porque é dirigido por instituições e governos teleguiados por forças estranhas. E que ninguém afirme que a existência de eleições, parlamentos e tais signifique que o poder é do povo. Quanto a isso, temos a nossa própria experiência [brasileira].
Porém aqui político algum teria o desplante de declarar a um jornal: “Nunca cantei o nosso hino nacional e também não o farei quando ministro”? Pois foi assim que se expressou Jürgen Trittin, deputado e dirigente da Aliança90/Os Verdes, ex ministro federal do meio ambiente.
Do mesmo partido temos sua atual presidente Claudia Roth, que afirmou: “Não existem alemães, apenas não-migrantes” — lá os imigrantes das mais diversas origens, mas sobretudo turcos, são chamados de migrantes. A mesma senhora disse ainda: “A Turquia é minha segunda pátria e há vinte anos pratico uma politica (pró)-Turquia”. Ainda da Aliança90/Os Verdes, a deputada Sieglinde Friess: “O melhor seria que a França se estendesse até o Rio Elbe e a Polônia fizesse fronteira com a França”.
Vural Örger é deputado pelo partido social-democrata alemão junto ao parlamento europeu, e declarou a um jornal turco: “No ano 2100 teremos na Alemanha 35 milhões de turcos e cerca de 20 milhões de alemães. O que o Sultão Sileyman iniciou em 1529, sitiando Viena, nós acabaremos realizando através da população com os nossos homens fortes e mulheres saudáveis”.
Outro político alemão, que já foi vice-chanceler e ministro do exterior, Joseph (Joschka) Fischer, assim se manifestou: “A Alemanha é um problema, porque os alemães são mais aplicados, mais disciplinados e mais talentosos do que o resto da Europa. Isso sempre gera desequilíbrios. Isso pode ser enfrentado fazendo com que o maior volume de dinheiro seja conduzido para fora da Alemanha. Tanto faz para quê, pode até ser esbanjado. O importante é que os alemães não o tenham. Basta, para que o mundo seja salvo”. O mesmo representante do povo já chegou a dizer em 1982: “Heróis alemães o mundo deveria matar a cacetadas, igual a cachorros loucos”.
Pois é, quem tem políticos assim não precisa de inimigos. Não é necessário pensar muito para ver qual o projeto que aí está sendo executado. Aqui talvez ainda caiba um esclarecimento. Muitos acreditam que após a Segunda Guerra Mundial a Alemanha importou trabalhadores estrangeiros para ajudar na sua reconstrução. Isso não é verdade. Somente em 1961, quando a reconstrução já havia sido completada, começaram a chegar trabalhadores turcos ao país, em consequência de uma ordem dos Estados Unidos. Aconteceu que a Turquia solicitara ajuda aos EUA para combater a pobreza na região da Anatólia. Os americanos tinham (e têm) interesses geoestratégicos na área. Em troca de poderem montar na Turquia uma base de foguetes, obrigaram os alemães a receber contingentes de desempregados turcos. O serviço “sujo” mesmo já fora feito pelos próprios alemães.
Depois de tudo fica uma pergunta: Esse processo de acabar com a identidade de um povo vai parar aí, ou pretendem estendê-lo a outras nações?
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Retirado de: Pobre mundo novo! Sangue, suor, lágrimas e muita mentira. Curitiba: Editora e Livraria do Chain, 2015, p. 41–43.
