UM APÓCRIFO IRENISTA ATRIBUÍDO A SANTO AGOSTINHO
Mateus Larsan, 17 de maio de 2026
Descrição: O texto demonstra que a famosa máxima “no essencial, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade” é falsamente atribuída a Santo Agostinho, tendo surgido, na verdade, no século XVII com autores heterodoxos. Essa frase serve como base para o irenismo, uma atitude eclesiástica que busca a concórdia por meio da redução e relativização de definições morais e doutrinárias. Embora esse pensamento tenha sido formalmente condenado por vários papas, o artigo aponta que a Igreja conciliar acabou por adotá-lo na prática como uma “regra de ouro” para o ecumenismo. Atualmente, a sentença continua a ser replicada erroneamente no Brasil para mitigar conflitos em detrimento do rigor teológico. O autor conclui que o sucesso desse apócrifo reflete a tendência moderna de priorizar uma conciliação diplomática em vez da confrontação com a verdade integral defendida pelo autêntico Santo Agostinho.
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“No essencial, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade”
O lema comum de protestantes, liberais e católicos ecumênicos
Santo Agostinho é, sem dúvida, um dos santos mais instrumentalizados da história da Igreja. Cada herege cria para si uma versão do Doutor da Graça, tomando e distorcendo porções de seu pensamento, de tal modo que frases lhe são falsamente atribuídas sem maiores questionamentos. Assim, heterodoxias são aceitas pela autoridade de uma suposta assinatura.
Neste artigo será desmascarada a fraude da conhecida sentença “In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas” (“No essencial, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade”), que não é nem de Agostinho, nem patrística e muito menos católica. Nasceu protestante e irênica e se consagrou conciliar e ecumênica.
1. AGOSTINHO NÃO É O AUTOR DA FRASE
A atribuição da máxima a Santo Agostinho é tardia e espúria. Em nossas pesquisas do primeiro testemunho verificado dessa fórmula sendo atribuída a Agostinho, chegamos a uma ocorrência de 26 de fevereiro de 1837 no periódico croata Danica ilirska, em que a sentença é acompanhada da remissão pseudo-agostiniana “S. Augustinus ep. 54. al. 118. ad Januar. cap. 2”.[1] Porém, haveria um testemunho anterior, reportado por N. C. Kist em 1847, segundo o qual a Neue theologisch-praktische Monatschrift de Linz já teria atribuído a frase a Agostinho em 1807;[2] esse caso, porém, ainda depende, da nossa parte, do exame direto desse fascículo. De todo modo, a falsa atribuição já era contestada antes de 1850.
Isso, por si só, já é um forte indício de inautenticidade. Se a sentença de fato pertencesse a Agostinho de Hipona, seria de esperar que aparecesse na patrística tardia, na escolástica, nos florilégios medievais ou em citações teológicas antigas. Nada disso ocorre. Quem a atribui a Agostinho precisa indicar a obra, o livro, o capítulo, o sermão ou a carta. Mas a fonte nunca aparece.[3]
Philip Schaff, célebre historiador protestante da Igreja no século XIX e editor da grande coleção inglesa dos Padres Nicenos e Pós-Nicenos, desmente a autoria. O estudioso afirma que a sentença “In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas” é “popularmente, mas falsamente” atribuída ao santo, que não é encontrada em seus escritos, que é “liberal demais para um teólogo católico” e que provavelmente é de origem protestante.[4]
2. A ORIGEM: UM APÓSTATA E UM LUTERANO
O estudo mais detalhado sobre a história e a mutação da fórmula foi realizado por Steve Perisho, com base em pesquisas anteriores, especialmente as de Henk Nellen. Segundo esse levantamento, a ocorrência mais antiga conhecida não está em Santo Agostinho, mas em Marco Antonio de Dominis (1560–1624), no livro De republica ecclesiastica, publicado em Londres em 1617. Ali aparece a forma: “unidade nas coisas necessárias, liberdade nas coisas não necessárias, caridade em todas”.[5]

Marco Antonio de Dominis foi um arcebispo de formação jesuítica que rompeu com Roma, refugiou-se na Inglaterra, aproximou-se do anglicanismo e ali publicou obras dirigidas contra o primado romano. A Catholic Encyclopedia qualifica-o expressamente como apóstata e registra que, após seu retorno a Roma, voltou a ser submetido a processo. Tendo sua heresia formalmente declarada, morreu no decurso do julgamento; posteriormente, seu corpo foi exumado e queimado juntamente com seus escritos, como sinal público de condenação.[6]
Portanto, a forma mais antiga conhecida da infeliz sentença aparece, de fato, em um bispo de origem católica; mas não em Agostinho. Aparece em um apóstata anti-papista, cuja obra foi ligada à contestação da autoridade romana.
Entretanto, De Dominis não foi o divulgador mais importante da fórmula. Até 1999, com a publicação dos estudos de Henk Nellen, era consenso acadêmico que a autoria pertencia ao teólogo luterano Peter Meiderlin, conhecido pelo pseudônimo Rupertus Meldenius (1582–1651). Em 1626/1627, Meldenius escreveu que, se fossem conservadas a unidade nas coisas necessárias, a liberdade nas não necessárias e a caridade em ambas, os negócios da Igreja estariam em melhor estado.[7]

Assim, em sentido histórico, é possível falar em uma dupla paternidade: De Dominis como o mais antigo testemunho conhecido da fórmula, e Meldenius como seu grande propagador irênico. Desse modo, a máxima tão estimada por certos católicos modernos pertence simultaneamente a um apóstata anti-papista e a um luterano irenista.
3. A ADOÇÃO DA FÓRMULA POR PROTESTANTES E LIBERAIS
Pior do que a falsa imputação é o espírito liberalizante desse adágio. Philip Schaff chamou acertadamente a máxima de “lema do cristianismo irênico”. Irenismo é resumidamente a tentativa de produzir concórdia por meio da redução das definições doutrinárias: definir pouco, tolerar muito, substituir a precisão pelo arranjo e a controvérsia pela conciliação.[8]
Na revista estadunidense Self Culture, em seu volume 6, de 1898, no artigo “The Story of Human Progress: The Liberal Movement of Our Times”, a frase é apresentada no contexto explícito do “movimento liberal”. O artigo atribui a sentença a Rupertus Meldenius, embora observe que ela também é por vezes creditada a Filipe Melanchthon, famoso reformador e companheiro de Martinho Lutero.[9]
O mesmo artigo aproxima a fórmula de Erasmo de Roterdã, resumindo assim seu pensamento: “A suma de nossa religião é a paz e a unanimidade. Dificilmente esta unidade poderá subsistir, a menos que o essencial seja reduzido ao mínimo possível e deixemos o máximo de pontos em aberto, para que cada qual exerça seu próprio julgamento”.
Igualmente, o decano anglicano Frederic William Farrar, em texto publicado no Relatório Oficial do Encontro Anglicano Anual de 1877, afirma que a frase foi “resgatada para a imortalidade” porque resume o dever dos membros divergentes de uma Igreja comum. Segundo ele, as coisas necessárias são poucas; para reforçar a tese, cita Erasmo justamente na linha de definir o mínimo possível e deixar o máximo ao juízo privado.[10]
A própria Igreja Metodista Unida apresenta a fórmula como uma abordagem seguida por Wesley: “unidade nos essenciais, liberdade nos não essenciais e caridade em tudo”. O mesmo texto afirma que, para além dos essenciais da “religião vital”, os metodistas respeitam a diversidade de opiniões mantidas por pessoas conscienciosas de fé.[11]
Vemos, portanto, que este verdadeiro lema do cristianismo irênico não aparece como máxima católica tradicional, nem como doutrina patrística, nem como palavra de Santo Agostinho. Definir pouco, tolerar muito; a precisão e o rigor dão lugar ao arranjo e à articulação; a concórdia é priorizada acima de tudo e a verdade é soterrada abaixo de todos.
4. O IRENISMO E SUAS CONDENAÇÕES
A palavra “irenismo” deriva do grego eirḗnē, que significa “paz”. Dentro do vocabulário eclesiástico, irenismo significa a tentativa de obter a união religiosa às custas da verdade. É o método de suavizar doutrinas, esconder pontos incômodos, diminuir dogmas, substituir definições por ambigüidades, e tratar divergências de fé como se fossem meras diferenças de opinião.
O impulso irênico moderno aparece com força no contexto da Reforma Protestante e das guerras religiosas. Depois que a cristandade ocidental se fragmentou, vários autores tentaram encontrar uma base mínima de concórdia.
Convém notar que o irenismo não deve ser confundido com Santo Irineu. O nome do santo está ligado à idéia de paz, mas sua obra Contra as Heresias é justamente uma defesa vigorosa da fé apostólica contra os gnósticos. Santo Irineu representa a paz da verdade; o irenismo representa a paz obtida pela diminuição da verdade.
A primeira grande condenação desse espírito aparece em Leão XIII, na carta Testem Benevolentiae Nostrae (22 de janeiro de 1899), contra o americanismo. O Papa condena a opinião segundo a qual, para atrair mais facilmente os dissidentes, a Igreja deveria conformar seus ensinamentos ao espírito da época, inclusive em doutrinas pertencentes ao depósito da fé. Condena também o método de omitir pontos da doutrina tidos como menores ou suavizá-los de modo que já não conservem o sentido tradicional:
“Eles sustentam que seria oportuno, para conquistar os que divergem de nós, omitir certos pontos de sua doutrina como se fossem de menor importância. [Como o lema irenista “no essencial, unidade…”] (…) Ou suavizá-los de tal modo que já não conservem o mesmo sentido que a Igreja sempre lhes atribuiu.”[12]
Depreende-se daí que a tentativa de evangelização por meio do laxismo doutrinário é reprovável e ineficaz: ela mais afasta os católicos da verdade do que converte os dissidentes.
A Leão XIII se segue Pio XI, em cuja encíclica Mortalium animos (6 de janeiro de 1928), contra o pan-cristianismo, condena a idéia de que a verdade revelada possa ser diminuída por pactuações e ensina que a caridade se apóia na fé íntegra e sincera como em seu fundamento:
“Acaso poderemos tolerar — o que seria bastante iníquo — que a verdade, e em especial a revelada, seja diminuída através de pactuações? (…) Como a caridade se apóia na fé íntegra e sincera como que em um fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de fé como no vínculo principal. [Como pode haver caridade sem a unidade na fé?]”[13]
Pio XI atinge diretamente a lógica do “essencial” e do “não essencial” quando aplicada à fé revelada. Ele condena a discriminação entre capítulos fundamentais e não fundamentais da fé, como se alguns devessem ser recebidos por todos e outros pudessem ficar ao assentimento livre dos fiéis. Daí nasce, adverte o Papa, um degrau para o indiferentismo e para o modernismo:
“Com relação às coisas que devem ser cridas, não é lícito utilizar-se daquela discriminação entre o que denominam capítulos fundamentais e capítulos não fundamentais da fé, como se uns devessem ser recebidos por todos, e, com relação aos outros, pudesse ser permitido o assentimento livre dos fiéis.”[14]
Por fim, Pio XII, na encíclica Humani generis (12 de agosto de 1950), menciona explicitamente o falso irenismo. Ele denuncia os que querem diminuir o significado dos dogmas, libertá-los da maneira tradicional de exprimi-los na Igreja e aproximar a doutrina católica das opiniões dos dissidentes:
“Não creiam, cedendo a um falso ‘irenismo’,[15] que os dissidentes e os que estão no erro possam ser atraídos com pleno êxito, a não ser que a verdade íntegra que está viva na Igreja seja ensinada por todos sinceramente, sem corrupção nem diminuição alguma.”[16]
As proféticas palavras de Pio XII são particularmente graves. Demonstram que o pontífice já antevia os acontecimentos vindouros que abalariam as estruturas do Vaticano e que ganhavam muito espaço já durante seu pontificado. São tão fatídicas as suas palavras que se torna razoável pensar que, lamentavelmente, os conciliares as tenham tomado não como proibições e sim como recomendações.
5. A ADOÇÃO DA FÓRMULA PELA IGREJA CONCILIAR
O lema irenista caiu como uma luva para os conciliares, que buscavam uma máxima adequada para travestir o ecumenismo de caridade e o laxismo de estratégia pastoral.
Angelo Roncalli, mais conhecido como João XXIII, inaugurou a tradição que se tornaria corriqueira no vocabulário conciliar. Em seu documento Ad Petri Cathedram (29 de junho de 1959), ele cita a máxima como uma norma comum, expressa de modos diversos e atribuída a diferentes autores: “nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade”. Ele não a atribui a Agostinho; reconhece que sua autoria é disputada. Mas ainda assim a incorpora ao seu vocabulário de exortação à unidade.[17]
Depois, o próprio Vaticano II a repete em Gaudium et spes, n. 92, justamente no capítulo sobre o diálogo entre todos os homens: “haja unidade no necessário, liberdade no que é duvidoso, e em tudo caridade”.[18] Desde então, o uso tornou-se comum. Giovanni Montini, também chamado de Paulo VI, na carta Cum iam (21 de setembro de 1966), eleva a fórmula ao que chama de de auream illam normam (“aquela regra de ouro”) e a aplica ao trabalho teológico pós-conciliar.[19] Karol Wojtyła, reconhecido como João Paulo II, em discurso aos bispos estadunidenses, fala da “conhecida máxima” e a relaciona ao equilíbrio entre unidade, diversidade e liberdade dentro da comunidade eclesial.[20]
Ironicamente, o próprio Vaticano II, no decreto Unitatis Redintegratio, condena expressamente o “falso irenismo”. O texto afirma que a doutrina deve ser apresentada claramente em sua totalidade e que nada é tão estranho ao espírito ecumênico quanto o falso irenismo, no qual a pureza da doutrina católica sofre perda e seu sentido genuíno fica obscurecido.[21] Portanto, no papel, até o Vaticano II condena o falso irenismo. Na prática, porém, a mentalidade conciliar o abraçou e incorporou: em nome da unidade, cada vez menos se decide; em nome da caridade, cada vez mais se tolera. Assim se realiza, no plano pastoral, a velha aspiração de Erasmo a definir o mínimo possível e deixar o máximo à consciência em seu foro interno.
6. ECOS RECENTES NO BRASIL
A frase continua a circular no Brasil com a falsa assinatura de Santo Agostinho. Em 2018, o Padre Paulo Ricardo publicou no X/Twitter: “No essencial, a unidade; na dúvida, a liberdade; em tudo, a caridade”, atribuindo a frase a Santo Agostinho.[22]
Mais recentemente, em 2023, no site da CNBB, Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo de Belém do Pará, publicou o artigo “Conviver com as diferenças”. Em contexto de unidade pastoral, conselhos paroquiais, diferenças e sinodalidade, escreveu: “Valha a proposta de Santo Agostinho: ‘No essencial, a unidade; na dúvida, a liberdade; em tudo, a caridade’”.[23]
O uso é exatamente o típico: apaziguar diferenças, dissolver conflitos, silenciar disputas e produzir unidade pastoral em torno da categoria nebulosa do “não essencial”.
7. CONCLUSÃO
A frase “no essencial, unidade; no duvidoso, liberdade; em tudo, caridade” não foi escrita por Santo Agostinho. A forma mais antiga conhecida aparece em Marco Antonio de Dominis, e sua grande difusão se deu em ambiente protestante e irenista, especialmente com Rupertus Meldenius. Não se trata de uma sentença patrística, mas de uma máxima moderna, nascida em um contexto de fragmentação religiosa e disputas doutrinárias marcadas por crescente irenismo e liberalismo.
O lema pastoral protestante tornou-se, depois, a “regra de ouro” da Igreja conciliar: uma fórmula em que a fraternidade tende a ocupar o lugar da verdade; e o respeito humano, o lugar da doutrina.
Para encerrar, fiquemos não com a frase falsa atribuída a Santo Agostinho, mas com uma frase autêntica do santo, nas Confissões, livro X, capítulo 23: “Os homens amam a verdade quando ela os ilumina; e costumam odiá-la quando os confronta”.[24]
Essa, sim, é de Santo Agostinho. E talvez explique perfeitamente por que o apócrifo fez tanto sucesso.
[1] Danica ilirska, tečaj III, n. 8, 26 de fevereiro de 1837. Fac-símile disponível em Internet Archive: https://archive.org/stream/danica_ilirska_tretje_god_tecaj_1837/danica_ilirska_tretje_god_tecaj_1837_djvu.txt. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[2] Sobre a história inicial da falsa atribuição, ver N. C. Kist, “In necessariis unitas, in non necessaria libertas, in omnibus prudentia et caritas”, Nederlandsch archief voor kerkelijke geschiedenis, Vol. 18 (1847), p. 425–442. Disponível em JSTOR: https://www.jstor.org/stable/44480424. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[3] Catholic Answers, “Did St. Augustine Say This?”. Disponível em: https://www.catholic.com/qa/did-st-augustine-say-this. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[4] Philip Schaff, Saint Augustin, Melanchthon, Neander: Three Biographies (London: James Nisbet & Co., 1886), p. 89–90; fac-símile em: https://caleb-cangelosi-437x.squarespace.com/s/Schaff-Philip-Saint-Augustin-Melanchthon-Neander.pdf. Acesso em: 17 de maio de 2026. Sobre Schaff como editor da coleção Nicene and Post-Nicene Fathers, ver também a página bibliográfica da Online Library of Liberty, disponível em: https://oll.libertyfund.org/titles/schaff-a-select-library-of-the-nicene-and-post-nicene-fathers-of-the-christian-church-vol-3. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[5] Steve Perisho, “In necessariis unitas, in non necessariis libertas, in omnibus caritas”, Liber locorum communium, 18 de março de 2010. Disponível em: https://liberlocorumcommunium.blogspot.com/2010/03/in-necessariis-unitas-in-non.html. Acesso em: 17 de maio de 2026. O texto resume a pesquisa de Henk J. M. Nellen, “De zinspreuk In necessariis unitas, in non necessariis libertas, in utrisque caritas”, Nederlands Archief voor Kerkgeschiedenis, 1999.
[6] Edward Myers, “Marco Antonio de Dominis”. The Catholic Encyclopedia,Vol. 5. New York: Robert Appleton Company, 1909. Disponível em: https://www.newadvent.org/cathen/05113b.htm. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[7] Perisho, “In necessariis unitas…”, cit.; ali são citadas as formas em De Dominis e em Rupertus Meldenius/Peter Meiderlin.
[8] Schaff (History of the Christian Church, vol. VII, §89) chama a máxima de “motto of Christian Irenics” e a associa aos esforços irênicos de autores protestantes. Disponível em CCEL: https://www.ccel.org/ccel/schaff/hcc7.ii.vii.viii.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[9] Self Culture: A Monthly Devoted to the Interests of the Home University League, vol. 6, 1898, artigo “The Story of Human Progress: The Liberal Movement of Our Times”. O fac-símile usado traz a atribuição a Rupertus Meldenius segundo Dean Stanley e aproxima a sentença de Erasmo e Melanchthon.
[10] Frederic W. Farrar, em The Official Report of the Seventeenth Annual Meeting of the Church Congress (John Hodges, 1877), p. 124, atribui a máxima a Rupertus Meldenius e cita Erasmo sobre definir o mínimo possível de pontos. Disponível em: https://www.google.com.br/books/edition/The_Official_Report_of_the_Annual_Meetin/3iwEAAAAQAAJ?hl=pt-BR&gbpv=1&pg=PA124. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[11] United Methodist Church, “Section 2: Our Doctrinal History”. Disponível em: https://www.umc.org/en/content/section-2-our-doctrinal-history. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[12] Leão XIII, Testem benevolentiae nostrae, 22 de janeiro de 1899. Texto latino em disponível em: https://www.vatican.va/content/leo-xiii/la/letters/documents/hf_l-xiii_let_18990122_testem-benevolentiae.html; tradução inglesa disponível em Papal Encyclicals: https://www.papalencyclicals.net/leo13/l13teste.htm. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[13] Pio XI, Mortalium animos, 6 de janeiro de 1928, especialmente nn. 11–15. Disponível em: https://www.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[14] Ibid.
[15] Guardaremos os comentários sobre a tal distinção entre verdadeiro e falso irenismo feita por Pio XII, que não sem razão é o Papa mais citado no Conciliábulo Vaticano II.
[16] Pio XII, Humani generis, 12 de agosto de 1950, especialmente nn. 14 e 43. Disponível em: https://www.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_12081950_humani-generis.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[17] João XXIII, Ad Petri Cathedram, 29 de junho de 1959, n. 72 na edição portuguesa do Vaticano. Disponível em: https://www.vatican.va/content/john-xxiii/pt/encyclicals/documents/hf_j-xxiii_enc_29061959_ad-petri.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[18] Concílio Vaticano II, Gaudium et spes, n. 92. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[19] Paulo VI, carta Cum iam, 21 de setembro de 1966. Disponível em: https://www.vatican.va/content/paul-vi/la/letters/1966/documents/hf_p-vi_let_19660921_cum-iam.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[20] João Paulo II, Discurso aos bispos estadunidenses em visita ad limina, 7 de outubro de 1988. Disponível em: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/en/speeches/1988/october/documents/hf_jp-ii_spe_19881007_usa-ad-limina.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[21] Concílio Vaticano II, Unitatis redintegratio, n. 11. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_po.html. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[22] Padre Paulo Ricardo, publicação no X/Twitter, 25 jun. 2018. Disponível em: https://x.com/padre_paulo/status/1011343310823280644. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[23] Dom Alberto Taveira Corrêa, “Conviver com as diferenças”, CNBB, 14 set. 2023. Disponível em: https://www.cnbb.org.br/conviver-com-as-diferencas/. Acesso em: 17 de maio de 2026.
[24] Santo Agostinho, Confissões, livro X, cap. 23; tradução inglesa em New Advent. Disponível em: https://www.newadvent.org/fathers/110110.htm. Acesso em: 17 de maio de 2026.
