A QUESTÃO PACELLI EM MARY BALL MARTÍNEZ
Lúcio Guimarães, 17 de fevereiro de 2026

Escrito por uma historiadora sedevacantista, The Undermining of the Catholic Church (“A Erosão da Igreja Católica”), de Mary Ball Martínez, é um livro extremamente polêmico. Provavelmente foi o primeiro livro que tratou da chamada “Questão Pacelli”, uma questão tão espinhosa quanto o próprio Concílio Vaticano II. A tese é direta e brutal: Eugenio Pacelli seria membro da máfia do Cardeal Mariano Rampolla del Tindaro e parte de um complô para modernizar a Igreja em vista da revolução conciliar. Se há alguém que duvide da última frase, que leia o livro e constate essa controvérsia com os próprios olhos. De todas as obras sedevacantistas já escritas, cremos que esta é uma das mais radicais e que até mesmo nos surpreendeu sobremaneira. Acabamos de ler este livro, que nos foi enviado, e separamos dele apenas três citações que dizem mais que mil palavras.

“A conexão com os Rothschild logo deu origem à quase certeza de que a família bancária Pacelli, assim como os Montini, eram de origem judaica.” (Martínez, 4 ed., 2007, p. 34).
(…)
“A família [Pacelli] havia chegado a Roma no início do século XIX a pedido da Casa Rothschild. É razoável supor que os astutos banqueiros de Frankfurt confiariam a um ‘goy’ uma parte fundamental de sua estratégia na Europa, a de trazer os Estados Pontifícios firmemente para sua órbita? Para os judeus que praticavam o catolicismo, sim.” (Martínez, 4 ed., 2007, p. 130).
(…)
“Vários leitores perguntam por que, se sou uma ‘sedevacantista’, utilizo o título de ‘papa’ junto aos nomes dos pontífices recentes. Minha resposta é que a idéia de que a Sé de Pedro está vacante é um conceito teológico e, como historiadora, sou obrigada a chamar o homem firmemente estabelecido no Vaticano da maneira como o mundo o chama. De todo modo, deve ficar bem claro que, há muitas décadas, reconheço que a Igreja se encontra sob Ocupação do Inimigo (isto é, sob ocupação judaico-maçônica). Foi em 1940 que nosso professor de estudos clássicos e convidado frequente dos jantares em família, recém-chegado de um verão entre as ruínas romanas, relatou a consternação das autoridades italianas diante da recente eleição de Eugenio Pacelli, o único papável cuja família era de origem judaica.” (Martínez, 4 ed., 2007, p. 207).
Apêndice: Reações ao livro da Mary Ball Martínez
“Como um único relâmpago acompanhado de um trovão. The Undermining cristaliza a minha luta de 30 anos para sair do miasma liberal. Meu profundo pesar é não ter encontrado antes este conhecimento e esta avaliação. Em comparação, o restante do que se publica hoje está completamente fora de rumo.”
— Padre Malachi Martin.
“A lucidez contundente desta obra leva a oferecer-me para realizar a tradução francesa.”
— Prof. Michel Lucazeau.
Chefe do Departamento de Inglês, Sorbonne, Universidade de Paris.
“Magistral! O único relato satisfatório das pessoas e dos acontecimentos que conduziram à secularização da doutrina católica e à autodestruição da Igreja.”
— Prof. Urban Linenan.
“Uma obra de gênio que vai, sem vacilar, à raiz do problema.”
— Padre James Wilson.
“Esta investigação corrobora o fato de que as encíclicas de Pio XII e os discursos pré-eleitorais de Montini contêm as sementes das heresias do Vaticano II. Deveria ser publicada na França.”
— Myra Davidogiou, ob.O.S.B.
Editora. La Voie, Paris.
“O livro de Martínez está começando a separar os homens dos meninos — aqueles que imaginam que tudo começou com o Concílio.”
— Irmão Francis, M.I.C.M.
“A melhor obra de escrita histórica desde Hilaire Belloc!”
— Dra. Natalie White.
“Uma obra de referência sólida e leitura obrigatória para todos os fiéis.”
— Randy Engel.
The Michael Fund.
“Considero este o estudo mais importante e mais preciso de seu gênero.”
— Paul Cavandish.
Autor e liturgista. Londres.
“Louvado e bendito seja Deus pelo trabalho empregado na redação deste livro por Mary Martinez.”
— Abade Jacques Guillamaot.
“Esta narrativa envolvente de subversão ajudará o clero, especialmente aqueles que ainda desejam permanecer católicos romanos e não modernistas.”
— Padre William Jenkins.
Editor, The Roman Catholic.
“Citando com aprovação 56 linhas de The Undermining neste estudo abrangente, Who Shall Ascend…”
— Padre James Wathen, O.S.T.
“Um grande, grande livro!”
— John Cotter.
Barrie Books, Canadá.

Em dezembro pp. tive a temeridade, no blog NovusOrdoWatch, de emitir comentários criticando a atuação prática de Pio XII durante seu pontificado. Fui objeto de uma enorme campanha de agressões, difamações, censura e até xingamentos, capitaneados pelo dono do blog, Mario Derksen. Fiquei surpreendido, porque nenhuma crítica séria ou refutação foi produzida, apenas insultos, negativas indignadas e rasgação de vestes. Ninguém nunca respondeu nada. Acabei sendo bloqueado. Não entendi o porque dessa fúria toda, até o dia em que uma raposa felpuda – e bem informada – comentou que, entre as medidas que Prevost (Leão XIV) está tomando para cooptar os conservadores, tradicionalistas e até sedevacantistas, se incluiria, em futuro próximo, a canonização de Pacelli. Será?
Salve Maria, caro Roberto.
Cooptação ou não, a Questão Pacelli ainda é um tema tabu em quase todos os círculos tradicionalistas e na maior parte dos meios sedevacantistas.