EPÍSTOLA AO CARDEAL CASTRACANE
Antonio Rosmini-Serbati (†1855)
Fonte: Epistolario completo de Antonio Rosmini-Serbati, vol. 10, p. 312–219. Casale, 1892.
Tradutor do texto: Elvira Mattoso.
Descrição: O autor escreve ao cardeal Castruccio Castracane degli Antelminelli (1779–1852) expondo suas preocupações diante da situação de Roma, das maquinações contra o papado e da ambiguidade política do Papa Pio IX (1792–1878) durante os turbulentos eventos das revoluções de 1848 nos Estados italianos. Rosmini diagnostica uma anarquia institucional em Roma e teme que a fraqueza do Papa resulte em um cisma ou no triunfo de movimentos anticlericais. Ele argumenta que o Papa deve conciliar plenamente suas funções de chefe espiritual da Igreja e de príncipe temporal, pois a fraqueza política prejudicaria tanto a autoridade do papado quanto a própria religião. Como estratégia, propõe que o Pontífice assuma um papel de liderança internacional — exercendo até mesmo influência direta na formação de um novo império germânico católico — para preservar simultaneamente a influência política da Santa Sé e a unidade religiosa da Itália. Rosmini conclui que apenas uma postura firme, independente de pressões diplomáticas estrangeiras, poderá preservar a autoridade moral da Santa Sé.
[Nota d’O Recolhedor: Rosmini foi um influente pensador católico italiano do século XIX, cujas obras Le cinque piaghe della Chiesa e La costituzione secondo la giustizia sociale, nas quais apresenta suas idéias sobre a reforma da Igreja e a unificação italiana, chegaram a ser colocadas no Índice de Livros Proibidos. A tradução desta sua carta tem, portanto, intuito meramente informativo: ela revela um capítulo dramático e decisivo da renúncia do Papado ao exercício pleno do poder temporal e de sua redução ao papel de “embaixador mundial da paz” e árbitro neutro para resolução de conflitos. Não faltam hoje em dia hereges pauperistas a defender a limitação do Papado à esfera meramente espiritual.]
_______________
Aflito pelas coisas que se dizem, que se pensam e que, infelizmente, também se maquinam contra o Santo Padre, há alguns dias escrevi a esse respeito uma carta a D. Carlo, que talvez ele lhe tenha mostrado; e, caso não o tenha feito, desejaria que Vossa Senhoria lha pedisse e a visse. Agora, recordando que Vossa Senhoria manifestou apreciar que eu lhe escreva sobre assuntos semelhantes, tomo a liberdade de lhe dirigir a presente, que será como uma continuação do discurso contido na carta a D. Carlo.
Sei muito bem que não posso conhecer todas as circunstâncias e todos os motivos que determinam a conduta do Sumo Pontífice nestes assuntos da Itália; todavia conheço algumas coisas com certeza, e estas bastam para me causar um gravíssimo temor quanto à presente condição das coisas em Roma. É esse temor que me impele a cumprir o dever que incumbe a todo filho da Santa Igreja de submeter, em tais circunstâncias, as próprias considerações àqueles que receberam de Deus o encargo de governá-la, julgando-as proveitosas.
Não há dúvida de que o Sumo Pontífice deve cumprir ao mesmo tempo os deveres de Príncipe temporal e de Chefe da Igreja; e seria um erro manifesto pretender que uns sejam inconciliáveis com os outros. É isso que querem os perversos, aqueles que tramam despojar a Igreja de seus Estados temporais. Pio IX jurou conservá-los para a Igreja e, portanto, deve demonstrar com os fatos que essas duas espécies de deveres são conciliáveis, que ele sabe realmente cumpri-los em toda a sua plenitude. Esse princípio deve, sem dúvida, regular a conduta do Pontífice; não creio que sobre isso possa haver qualquer dúvida.
Permita-me, pois, expor-lhe alguns pensamentos sobre o estado presente das coisas em Roma, primeiro com respeito à ordem temporal, que pertence mais diretamente ao Príncipe, depois com respeito à ordem religiosa, que pertence mais diretamente ao Pontífice.
Quanto à ordem temporal, em Roma há anarquia em toda a extensão do termo. O Santo Padre declarou, em sua alocução,[1] que o exército pontifício cruzou a fronteira e foi combater na guerra da independência sem sua ordem, e contra as suas ordens. Trata-se, portanto, de um exército desobediente, que faz o que lhe apraz sem dar ouvidos às ordens do Monarca. Aqui há anarquia. O Ministério dá ordens ao exército que opera contra a vontade do Soberano e provê ao seu sustento e às suas necessidades; o próprio Papa declara tomar providências pelo bem dos soldados, seus filhos, que estão na guerra contra a sua vontade. Diz-se também que o Papa concedeu ao Ministério liberdade de agir, o que foi entendido pelo público — e devia ser entendido — como uma concessão feita pelo Papa ao Ministério para agir no sentido do exército, isto é, no sentido da guerra, contra a vontade expressa do Papa. Também no Ministério, portanto, há anarquia, como no exército. Porém, mais do que isso, há aparência de contradição na própria conduta do Papa. Este é um estado de coisas que não pode ser útil nem ao poder temporal nem à religião.
Não pode ser útil ao poder temporal, porque nada é mais fatal para um Príncipe e para um Governo do que mostrar-se fraco, hesitante, em contradição (ainda que apenas aparente) nas palavras e nos atos, e impotente para fazer-se obedecer. Um Príncipe que não pode impedir a anarquia, e que tampouco faz algum esforço para impedi-la, que deixa fazer tudo aquilo que declara não querer e que indiretamente favorece aquilo que se faz contra suas expressas declarações, não parece cumprir os deveres anexos ao Principado.[2]
Que acontecerá se as coisas continuarem a caminhar nesse pé? O Papa perderá toda a sua reputação, a Itália o execrará como Príncipe temporal. Se a guerra pela independência da Itália tiver mau resultado, o Papa incorrerá numa imensa responsabilidade perante a nação italiana: esta o acusará de todas as suas desgraças e se confirmará ainda mais na opinião, tão pregada pelos malvados, de que o Estado eclesiástico, situado no centro da Itália, é o único obstáculo à liberdade, à independência e à unidade nacional.
Se a guerra tiver um resultado próspero, a Itália vencedora sem o Papa se tornará ainda mais soberba e, em sua exaltação, quererá tomar uma vingança solene contra o Papa que, de sua parte, colocou obstáculos ao bom êxito da guerra e a tornou tanto mais difícil, visto que, recusando-lhe o auxílio material das armas, necessariamente lhe retira também sua influência moral. O Papa não pode esperar ser salvo pelos méritos que seus predecessores tiveram para com a Itália; não valerá dizer que a política constante da Corte Romana foi sempre a de favorecer a liberdade e a independência da Itália. O fato de o Papa ter faltado à Nação no momento decisivo apagaria todos os benefícios concedidos à Itália por tantos Papas anteriores.
O grande partido inimigo da religião, o partido daqueles que querem uma Itália unificada — o partido de Mazzini — triunfaria; e, em seu triunfo, certamente não deixaria escapar a ocasião de incorporar os Estados do Sumo Pontífice ao reino único ou à república italiana unida. Ao menos é certo que isso seria tentado, e a simples tentativa deve causar horror a quem vê suas consequências; e a um ânimo benigno e paterno como o do Papa deve causar não pequena angústia o pensamento de que talvez dependa dele poupar ou não a seus filhos italianos tantas desventuras.
Passando agora aos interesses da religião, é certo que estes ganham se nascer no público a opinião de que o catolicismo é capaz de formar grandes Príncipes, e que o principado unido ao sacerdócio não sofre detrimento, mas, pelo contrário, torna-se mais perfeito e conduz também à maior prosperidade, inclusive temporal, dos povos. Em contrapartida, o catolicismo perderia muito se os povos viessem a crer que o sacerdócio católico impede a perfeição do Príncipe. É, portanto, necessário que o Papa se mostre um grande e perfeito Príncipe, para que o principado temporal sirva ao bem da religião e das almas.
Descendo ao particular, é de suma importância que, entre todas as nações, a Itália seja exemplarmente católica — esta terra sempre defendida com tanto zelo pelos Papas contra a heresia, na qual reside a Sé Apostólica e que sempre foi o melhor e mais fiel sustentáculo desta santa Sé, assim como foi também aquela que dela recebeu os maiores influxos benéficos. Mas a Itália não pode conservar a fé, a unidade e o espírito católico — que hoje lhe são fustigados por todos os lados — sem dispor, para sua defesa, dos meios que possuía outrora, se ela não permanecer estreitamente unida à Santa Sé e se a Santa Sé não a estreitar a si com todos os vínculos possíveis. Isso certamente ocorrerá se a Itália vir no Pontífice também o seu sustentáculo e benfeitor temporal; mas, caso ela acredite ver nele o contrário, afastar-se-á em seu apego a ele — e, é preciso dizê-lo, já faz tempo que se vêm espalhando os germes de tal afastamento.
Ora, como ficarão as coisas se a condição política de Roma continuar a ser a que é no presente? Um pouco de quietude externa e superficial não a torna melhor: as causas da desordem, mal encobertas aos olhos da plebe, explodirão quando menos se esperar e com maior ímpeto; bastará uma derrota ou uma vitória alcançada por Carlo Alberto[3] para fazê-las eclodir; bastará uma expectativa alimentada e não cumprida. Então, que fará o Papa contra Roma, contra toda a Itália em fúria? Chamará os estrangeiros em socorro? Deus nos livre disso. Usará as armas espirituais? Infelizmente já se falou nisso. Menos mal seria o uso da vara temporal que da espiritual: mal seriam ambas contra um povo unânime que acredita ter razão. O uso das armas espirituais traria indubitavelmente o efeito de um cisma na Itália, e, com o cisma, viria a heresia, e com a heresia todos os horrores. Nem o presente fermento da Itália se acalmaria com censuras eclesiásticas: irritar-se-ia e se tornaria aberta a impiedade e rebelião contra a Igreja. Ora, o interesse da religião e da santa Sé Apostólica exige que se salve a Itália antes da Alemanha, antes da Inglaterra, antes de qualquer outra nação, pois a prudência ensina que antes de tudo se deve pôr a salvo a cabeça.
Deve-se considerar também que, até agora, a guerra travada na Itália foi branda e religiosa, e isso se deve ao grande nome de Pio IX e à crença difundida — difundida talvez propositalmente, mas de fato difundida — entre as populações, de que ela era conduzida sob os auspícios de Pio IX; o clero esteve unido ao povo nela com um sentimento de segurança eu diria quase inexplicável. Se o clero se separasse do povo, a guerra se tornaria profana e, por isso mesmo, atroz, e ocasionaria uma inevitável perseguição à Igreja. Tudo isso depende do Pontífice, de um só ato seu mais num sentido do que em outro. Que responsabilidade diante de Deus e diante dos homens!
Teme-se talvez a inimizade com a Áustria? Temem-se os males que podem advir à Igreja dessa inimizade? Essa reflexão teria algum peso se a presente conduta do Governo Romano pudesse impedir que a Áustria se tornasse inimiga; mas está tão longe de se poder esperar isso que, ao contrário, não se poderia escolher caminho melhor para atrair o ódio e a execração da Áustria. Com a Áustria, no momento presente, não há nem paz nem guerra; ou, para dizer melhor, há paz nas palavras e guerra nos fatos. A Áustria não se contentará com desculpas e protestos de que não se podia agir de outro modo e aplicará à Santa Sé, com gravíssima injúria, as palavras: cor ingrediens duas vias (“coração que caminha por dois caminhos”), etc. A Áustria já demonstrou em Milão e em todas as cidades da Itália, não menos que na Alemanha, uma ira implacável contra Pio IX. Não vale dizer que as reformas foram sugeridas pelas potências (e desagradou ouvir isso aos próprios amigos do Pontífice, que interpretaram mal essa declaração, como se ele tivesse agido por sugestão alheia e por aquele contínuo temor das potências que se supõe existir na Corte de Roma e que tanto a enfraquece na opinião pública, em vez de agir por sentimento do próprio dever e por um impulso magnânimo próprio). O que não foi sugerido pelas potências — e que a Áustria jamais perdoará a Pio IX — é o primeiro ato, o ato característico que apresentava o tema de todo o seu Governo: refiro-me à anistia,[4] bem como o último ato, o da Constituição.
Não se iluda Roma com as palavras melífluas da diplomacia: ela não pode ignorar que na Áustria e, em geral, na Alemanha, há um antigo ressentimento, e infelizmente sempre se difundiu naqueles países a opinião de que o modo de proceder de Roma é duplo e enganoso, ao mesmo tempo em que se despreza Roma como fraca e facilmente enganável por uma astúcia maior. Essas são verdades que lhe peço que me permita dizer em toda a sua crueza, pois de nada convém esconder aquilo que é verdadeiro. A Áustria, portanto, longe de ser grata à Santa Sé por suas desculpas e hesitações, nada mais verá nisso senão uma pequena vitória alcançada por sua diplomacia, e, terminadas as coisas, permanecerá afastada da Santa Sé muito mais do que antes: a Santa Sé terá perdido ao mesmo tempo na Áustria e na Itália. Dizem que o Conde de Lutzof recebeu seus passaportes em Roma, e o Núncio em Viena; como, então, se acredita poder conservar alguma harmonia com a Áustria?
A mediação do Sumo Pontífice entre a Áustria e a Itália é excelente: eu mesmo a propus na citada carta minha. Convém, porém, considerar ainda que é coisa muito improvável que ela venha a ter êxito. Cumpre, portanto, preparar-se para o caso em que a mediação não surta efeito algum. Que fará Roma então? Eis a questão que convém resolver desde já.
Estou persuadido de que um Cardeal Commendone,[5] ou algum daqueles políticos de visão larga que Roma teve em outros tempos, sugeriria talvez ao Papa, nas circunstâncias presentes, assumir francamente a tutela das nacionalidades — e particularmente a nacionalidade germânica — para fazer um contrapeso ao zelo que é obrigado a demonstrar pela nacionalidade italiana. Ele o convenceria a enviar agentes à Alemanha com instruções sábias (qualquer que seja o caráter que se lhes queira dar) para fazer valer, como mérito da Santa Sé, o protesto por ela apresentado em 1815 contra a abolição do Império Germânico, e para fazer conhecer sua propensão a que seja erigido um novo Império na Alemanha, bem como sua disposição de favorecer tal empreendimento com sua influência junto aos católicos daquela nação.
Sobre a instituição de tal Império que se medita na Alemanha, não me parece que a Santa Sé possa permanecer indiferente e inativa, ela, que teve tão grande participação no antigo Império Germânico, do qual ainda subsistem as memórias e as tradições na Alemanha, nação tenaz em seus costumes precedentes. Importa sobremaneira à religião que, se for criado um Império Alemão, como é bastante provável, seja eleito um imperador católico. Ora, eis um bom pretexto para mostrar-se favorável à Áustria, dando-lhe a esperança de que o Papa não omitirá nada para apoiá-la em sua concorrência ao novo Império. Creio mesmo que o simples fato de fazer nascer o pensamento de que o Papa estaria disposto a dirigir-se pessoalmente a Frankfurt para coroar ali, por sua própria mão, um imperador católico da Alemanha poderia exercer uma boa influência sobre toda a Alemanha e, sobretudo, sobre a Áustria.[6] Mas o que sei com certeza é que se Pio IX pudesse efetivamente ir à Alemanha para tal ocasião, isso traria vantagens incalculáveis para a religião. Em suma, se existe algum caminho pelo qual a mediação do Papa nos assuntos da Itália possa dar alguma esperança de bom êxito, parece-me que deva ser unicamente o de fazer nascer na Áustria esperanças de que o Papa poderia talvez, com sua influência, compensá-la na Alemanha por aquilo que ela perderia na Itália.
Finalmente, tomando sob sua tutela as nacionalidades — a germânica não menos que a italiana — o Papa mostraria imparcialidade e que não ama uma nação mais do que outra; mostraria ser verdadeiramente o pai comum dos povos. Caso contrário, não o demonstrará. Não há senão dois caminhos entre os quais escolher: um conduz ao tudo e o outro ao nada; quem quiser seguir ambos ao mesmo tempo non habebit successum (não terá êxito).
Aquilo que, a meu ver, menos se deve temer é a diplomacia inglesa e russa. Essa diplomacia fará de tudo para ludibriar o Papa, e, se conseguisse vê-lo cair nas suas armadilhas, rir-se-ia dele por se ter deixado apanhar. O Papa prestará imenso serviço aos interesses da religião se conquistar a estima dessas nações, e não poderá conquistá-la senão mostrando-se grande, resoluto e decidido em sua conduta, independente delas, de seus artifícios, de suas seduções e de suas ameaças.
Teria ainda outras considerações a fazer; mas, se Vossa Eminência assim o desejar, farei em outra carta. Devo pedir-lhe desculpas por ter sido até demasiado longo, e talvez devesse ter escrito com maior reserva. Entretanto, ao mesmo tempo que julguei adequado exprimir-lhe francamente meus sentimentos, para que Vossa Excelência os possa comunicar ao Sumo Pontífice, vivo na mais firme fé de que o Espírito Santo iluminará o Papa para fazer tudo aquilo que for melhor para a sua Igreja.
E, com isso, inclinando-me ao beijo da sagrada púrpura, tenho a honra de ser, de Vossa Eminência Reverendíssima, humildíssimo e obedientíssimo servo,
A. R. p.
Stresa, 17 de maio de 1848.
[1] Rosmini se refere à Alocução de 29 de abril de 1848, quando o Papa Pio IX anunciou sua recusa em apoiar o Piemonte-Sardenha em sua guerra contra a Áustria (uma potência católica), dissipando as esperanças de que ele pudesse servir como governante de uma república pan-italiana. Isso gerou uma crise de legitimidade, pois a turba nacionalista italiana esperava que ele liderasse a unificação e a expulsão dos estrangeiros. (N.T.)
[2] “Rosmini tinha em mente a política externa de Pio IX, o qual, por sua alta consideração com seu próprio ofício de pastor universal, fugia das alianças de guerra que seu dever de Príncipe (e de Príncipe italiano) lhe prescrevia.” — Romano Amerio, Iota Unum, Permanência, 2020, p. 156.
[3] Refere-se a Carlos Alberto da Sardenha (1798–1849), que liderava as forças italianas contra a Áustria na Primeira Guerra de Independência. (N.T.)
[4] Um dos primeiros atos de Pio IX ao assumir o papado em 1846 foi libertar presos políticos, o que lhe rendeu, inicialmente, certa reputação de “Papa liberal”. (N.T.)
[5] Giovanni Francesco Commendone (1523–1584) foi um influente cardeal italiano e diplomata papal do século XVI. Reconhecido por sua habilidade política e zelo, atuou como núncio apostólico, especialmente na Polônia, e contribuiu significativamente para a Contrarreforma na Europa Central. Foi um diplomata talentoso que serviu ao Papa Júlio III. É citado aqui como exemplo de astúcia e visão geopolítica. (N.T.)
[6] Na época (maio de 1848), o Parlamento de Frankfurt estava reunido para discutir a unificação alemã. O autor sugere que o Papa intervenha para garantir que o líder dessa nova Alemanha fosse o Imperador da Áustria (católico), e não o Rei da Prússia (protestante). (N.T.)
