O ENIGMA DE MONTINI
Adeodato, 16 de outubro de 2012
Fonte: https://pt.scribd.com/document/136980542/El-Enigma-de-Montini
Tradutor do texto: Elvira Mattoso.
Descrição: Este dossiê apresenta uma contundente acusação contra Giovanni Battista Montini (vulgo Paulo VI), descrevendo-o como um agente infiltrado destinado a destruir a Igreja por dentro. O texto sustenta que sua vida privada era marcada pelo vício da sodomia, o que o teria tornado vulnerável a chantagens internacionais que acabaram moldando as reformas do Concílio Vaticano II. O autor posiciona o pontificado de Paulo VI como o maior episódio do mistério da iniquidade e uma preparação para o advento do Anticristo.
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“Assim como foi nos dias de Noé, será na vinda do Filho do Homem (…) não entenderam nada, até que o Dilúvio os levou a todos.”
— Mt 24,37–39
“Dizeis: fará bom tempo porque o céu está vermelho. (…) Hipócritas! No entanto, não sabeis discernir os sinais dos tempos. Geração má e adúltera!”
— Mt 16,2–4
O dossiê que apresento não é apenas escabroso, mas terrível. Não é recomendável para almas de fibra sensível. Fica o aviso para aqueles que não queiram perder a paz (falsa) de sua consciência e um saudável conforto espiritual. A interpelação que este escrito pode causar ameaça tanto uma coisa quanto a outra.
Parafraseando Cervantes, que afirmou que na humanidade existem apenas dois únicos grupos que se encontram em guerra contínua, os “que tingem” e os “que não tingem”, eu reduzirei os católicos atuais a dois grupos: os que querem ver e os que não querem ver. Ambos os grupos também se encontram em guerra interminável, como demonstram os acontecimentos recentes sobre tentativas de ralliement e conversas de cariz espúrio. Tampouco é segredo a guerra em que se encontram, dentro e fora da “cidadela”, o mosaico de cifras e classificações de católicos. No fundo, tudo se reduz a querer ver ou não querer ver.
Os que não querem ver sofrem, no fundo, da enfermidade de não querer perder seu status, condição, respeitabilidade, cargos… dinheiro e poder, em suma. Eles querem ter agora a terra e depois o céu. Tudo ao mesmo tempo. Mas a eles se dirige a sentença do Senhor: “Geração má e adúltera!”. E também: “Não sabeis discernir os sinais dos tempos”. Seria perigoso sabê-lo e até muito comprometedor. Daí as frases bíblicas que encabeçam este dossiê.
Permito-me esta breve introdução como entrada do prato forte, principal, substancioso, do dossiê que o leitor tem à sua disposição.
A publicação deste dossiê coincide com a anunciada beatificação de Paulo VI, notícia dada hoje mesmo em Ecce Christianus. Completa muitas coisas e dá detalhes do que foi dito neste blog, em posts agrupados na categoria Paulo VI. Em particular, completa o que foi dito no post que traduz o capítulo 19 do livro de Randy Engel, The Rite of Sodomy: Homosexuality and the Roman Catholic Church (“O Rito da Sodomia: Homossexualidade e a Igreja Católica Romana”).

Antes de publicar este post, perguntei-me: 1º se se está seguro da verdade do que nele se sustenta; 2º se, sendo assim, é justo publicá-lo. Nem toda verdade pode ser dita.
Quanto ao primeiro ponto, deve-se dizer que é tal a convergência de testemunhos — muitos de pessoas honoráveis, das quais não há motivo para duvidar — e tal o encaixe com o que já é conhecido, que é impossível duvidar da veracidade do que é dito. A maior evidência está em que isso funciona como uma peça que resolve um quebra-cabeça, pois responde à pergunta do “porquê” de se terem feito tantas coisas que nunca deveriam ter sido feitas.
Quanto ao segundo ponto, responde-se perguntando se não é um dever para todo cristão defender e lutar pela Verdadeira Igreja de Jesus Cristo, buscando sua restauração, o Reinado de Cristo no mundo e a salvação de muitas almas seriamente comprometida com o estado atual das coisas. Pois, se é um dever, quanto mais se deve responder que sim, que é justo publicar o que já é de domínio público no campo da investigação histórica, mas está ocultado à maior parte dos católicos.
O processo de beatificação anunciado é algo incrível, de um cinismo estarrecedor. Mas corresponde à lógica dos fatos. No momento atual de incerteza quanto à missa do Novus Ordo, ao Concílio Vaticano II e aos ritos conciliares, não há jogada melhor do que canonizar as três coisas de uma só vez, procedendo à beatificação de seu autor. E, de passagem, dá-se um pequeno impulso à anunciada Nova Evangelização. É lógico proceder à beatificação e eu diria que é algo absolutamente “necessário” no momento atual.
Muitos, de muito boa-fé e talvez agindo com prudência, não têm por que concordar com muitas deduções e expressões de seu autor — que demonstra grande perspicácia. Mas, ainda assim, a leitura do dossiê, abstraindo-se o que se considere injusto ou equivocado, pode ser benéfica e pode abrir os olhos daqueles que vivem em uma Arcádia feliz, na qual não faltam concentrações juvenis, fogos de artifício, impulsos de evangelização, teologias que explicam tudo e resolvem contradições com o passado e até com a Tradição e a Escritura.
Depois desta introdução — que não foi tão breve como prometi — convido os leitores a passar ao prato substancial. Quisera Deus muitos colaborassem assumindo esta publicação, fazendo o que eu considero indispensável para paralisar o que está por vir!
O dossiê foi tomado do fórum Mi ca El !?, com o título El enigma de Montini, escrito por Adeodato.
I. INTRODUÇÃO

A figura escorregadia de Giovanni Battista Montini foi abordada sob vários ângulos, com resultados diversos, embora sempre tenha havido um elemento comum em todas as tentativas de penetrar na personalidade e nas motivações desse personagem verdadeiramente sinistro e nefasto para a Igreja Católica: o mistério. Dir-se-ia que a simples menção do nome Montini é quase equivalente aos substantivos “mistério”, “segredo”, “enigma” etc.
E tal equivalência é bem merecida, porque ninguém que tenha o mínimo de bom senso e também estima pela verdadeira fé e pela Igreja pode deixar de reconhecer que as insólitas e aberrantes transformações gestadas por esse perverso indivíduo durante seu “reinado de terror”, no qual usurpou o Papado (de 1963 a 1978), e as subsequentes confirmações por seus sequazes Albino Luciani, Karol Wojtyla e Joseph Ratzinger — ninguém, digo, pode negar a flagrante evidência de que tantas mudanças, tantas novidades, tanta desorientação diabólica, enfim, tudo isso tem uma origem comum e um mesmo fim pérfido: destronar Nosso Senhor Jesus Cristo de sua realeza sobre todas as nações para dar o poder ao Anticristo e, portanto, eclipsar nossa Santa Madre Igreja Católica para oferecer ao Filho da Perdição uma seita iníqua e pestilenta a partir da qual ele estabelecerá sua cátedra de insolentes blasfêmias e mentiras com as quais seduzirá e aniquilará as almas de todos aqueles que não amaram e rejeitaram Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Corpo Místico, mas se entregaram e deram ouvidos, em vez disso, ao falso espírito do mundo e aos seus enganadores pregadores.
Montini realizou muito bem a missão que lhe foi encomendada, sem dúvida. Ele foi o candidato perfeito, o menino mimado da Maçonaria e das sociedades secretas para infiltrar-se na Rocha de Pedro e destruí-la (se é que isso fosse possível, o que não é, porque Nosso Senhor nos prometeu que as portas do Inferno jamais prevaleceriam contra Ela) por meio da obediência. Era necessário que os poderes ocultos que governam este mundo e que conspiram desde a noite dos tempos para dominá-lo se introduzissem até o mais alto da Igreja, até a sua Cabeça, o Papado, para colocar nesse lugar o seu candidato, o homem encarregado de preparar o caminho para aquele que há de vir não em nome santo do Pai Eterno, mas em seu próprio nome, e que ousará proclamar-se “deus” e “salvador” do mundo. E esse homem tão desejado pelos filhos das trevas era Giovanni Battista Montini. Ele havia sido iniciado e preparado desde muito jovem na suja e ignóbil missão de trair a Cristo e a Sua Igreja. Foi ele quem teve a audácia diabólica de fazer proclamar sua própria criatura, seu engendro pessoal surgido das profundezas de Satanás, que é a seita conciliar gestada no Concílio Vaticano II, o maldito “Non serviam” que já proclamara o pai da mentira na corte celestial diante de Deus Pai Todo-Poderoso, o que lhe valeu a expulsão do Céu e a condenação ao fogo eterno. Mas, além disso, Montini realizou o impensável, a maior fraude jamais perpetrada sob os céus: atreveu-se a suplantar e eclipsar nossa Santa Mãe Igreja e, em seu lugar, fabricou e deu à luz um horrendo engendro que até hoje se faz passar, aos olhos do mundo, pela Esposa Mística de Nosso Senhor. Que enorme crime, meu Deus! Só de pensar nisso me espanta e me comove profundamente. Como é possível ofender assim a Deus Nosso Senhor? Tudo isso é, de fato, demoníaco e perverso.
Obviamente, para levar a cabo tão titânica e pérfida empresa, era necessário encontrar o candidato ideal, essa pessoa especial que estivesse à frente de toda a engrenagem de mentiras e perversão, e que desse a cara para “explicar” e “justificar” as inexplicáveis “mudanças” realizadas, e essa pessoa especial era Montini. Necessitava-se de alguém de aspecto sensível e até compassivo, alguém que fosse verdadeiramente um lobo impiedoso com pele de cordeiro, alguém que fosse também facilmente influenciável e manipulável pelos mesmos poderes ocultos que promoveriam sua ascensão, caso os remorsos de consciência e os complexos de culpa o invadissem e ele quisesse desistir de tão miserável tarefa. Esse alguém era Montini.
E aqui chegamos à parte crucial sobre a qual versa este dossiê, o quid da questão propriamente dito: um aspecto da personalidade de Montini que quase não foi estudado e que apenas nos últimos anos parece estar sendo analisado com mais seriedade por vários investigadores, mas que este inútil servo de Deus que sou eu considera essencial e decisivo para tentar explicar e compreender, ainda que minimamente, como foi possível que semelhante personagem chegasse tão longe em sua triste e covarde tarefa de destruir nossa Santa Mãe Igreja: refiro-me à vida privada pervertida de Giovanni Montini e ao seu hábito no abominável vício sodomita.
Porque foi precisamente devido à inclinação a esse vício nefando de Montini, também chamado “Paulo VI”, que ele se tornou como um maravilhoso títere nas mãos da Maçonaria e das sociedades secretas, as quais o ameaçavam revelar suas tendências contra a natureza diante do mundo inteiro caso ele mostrasse algum sintoma de “remorso” diante da destruição e do terror que ele mesmo, usurpando a figura do Vigário de Cristo, estava semeando e espalhando por todo o orbe para vergonha e confusão de milhões e milhões de filhos e filhas de Deus, que foram “assombrosamente” absorvidos nessa espiral de autodemolição e passaram de católicos a inimigos do Altíssimo sem que muitos deles se dessem conta de tão gravíssimo pecado. E tudo isso, por “obra e graça” do mesmo homem, Giovanni Montini, que durante a sessão final do “concílio” que ele mesmo havia concebido e manipulado desde o início declarou, numa confissão feita ao seu amigo íntimo Jean Guitton (1901–1999), que naquele dia em que ele, Montini, também chamado “Paulo VI”, iria impor os “ensinamentos” do Vaticano II sobre o mundo inteiro, ele estava “a ponto de tocar as sete trombetas do Apocalipse”, como referem os irmãos Dimond em seu dossiê The Heresies of Paul VI (“As Heresias do Antipapa Paulo VI”).

Devo esclarecer aqui que a homossexualidade de Montini não o exime de modo algum de sua horrenda e infame traição. Não, Montini sabia muito bem o que fazia; ele sabia que iria estrangular e cortar os canais ordinários pelos quais Deus nos transmite sua graça ao alterar e modificar os sacramentos e, sobretudo, sabia perfeitamente que, ao mudar o rito de ordenação episcopal em 1968, iria interromper drasticamente a cadeia da sucessão apostólica instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo. No meio do turbilhão de “mudanças” e “transformações” que Montini levou a cabo, ele fez passar astutamente a mais grave e perigosa de todos: a de modificar a fórmula de consagração episcopal. É por isso que hoje em dia, em pleno ano de 2008, nós católicos estamos vivendo uma situação verdadeiramente dramática e heróica ao não podermos receber nenhum sacramento das mãos de ninguém, porque aqueles que foram ordenados antes de 1968 ou já morreram, ou caíram na heresia e na apostasia ao aceitar a nefasta seita conciliar e todas as suas odiosas blasfêmias; e aqueles que foram ordenados com o “novo rito” nem sequer seriam sacerdotes, não seriam nada, porque o “novo rito montiniano” não seria senão uma mera cópia do rito herético protestante do anglicanismo e, portanto, uma grave ofensa a Deus Nosso Senhor. Que terrível tragédia, meu Deus!

Note-se, além disso, a astúcia verdadeiramente diabólica de Montini e de seus companheiros no crime litúrgico, Annibale Bugnini (1912–1982), Dom Bernard Botte (1893–1980) e Joseph Lecuyer (1912–1983): eles escolheram o momento perfeito para realizar semelhante “transformação” no conturbado ano de 1968, quando já levavam vários anos anunciando aos quatro ventos que a Santa Missa seria “mudada” e adaptada às “necessidades dos homens e do mundo moderno”. Logicamente, foi esse fato que motivou a inquietação e a preocupação dos setores que ainda se mantinham perplexos e céticos diante das incríveis novidades que esse “Paulo VI” havia introduzido na Igreja, e que os levou a opor-se e protestar contra tamanha ousadia, como sucedeu com Monsenhor Marcel Lefebvre (1905–1991) ou com o Cardeal Alfredo Ottaviani (1890–1979); mas a mudança da missa era, na verdade, uma cortina de fumaça, um cavalo de Tróia que ocultava em seu interior a maior e mais destrutiva de todas as mudanças: a mudança do rito de ordenação. 1968 foi também o ano em que Montini publicou sua famosa “encíclica” Humanae Vitae, a qual foi recebida com uma avalanche de protestos por muitos bispos, sacerdotes, moralistas e fiéis em geral, que seguramente esperavam maior compreensão das “novas liberdades em matéria sexual” por parte de um “papa” tão liberal e progressista como “Paulo VI”, e que ficaram muito decepcionados com sua resposta. Mas toda essa estratégia estava estudada e preparada ao milímetro por Montini e por aqueles que o cercavam e exerciam pressão sobre ele para que realizasse as mudanças decisivas no momento mais oportuno, enquanto ele dava a falsa impressão de permanecer fiel, ao menos em aparência, ao magistério tradicional da Igreja em matéria moral, embora na realidade não tenha sido assim de modo algum, pois Montini/“Paulo VI” ficou aos olhos do mundo, após o fiasco de Humanae Vitae, como um personagem fraco, incapaz de sustentar sua suposta “infalibilidade” ao falar em matéria de fé e moral, dado que tudo acabou sendo “uma lição de como minar e desprestigiar a doutrina e a moral católicas sem alterar essa mesma doutrina e moral”, nas palavras da escritora americana Randy Engel. Portanto, 1968 foi o ano de Humanae Vitae diante dos excessos de uma juventude européia desbocada e rebelde que havia impressionado o mundo no mês de maio daquele mesmo ano; foi também o ano que precedeu o da “imposição”, por obediência ao “papa”, da “missa nova”, com toda a incerteza e expectativa que isso implicava… mas quase ninguém percebeu que 1968 foi o ano em que Montini, com o Pontificalis Romanum, realizou a mais ardilosa e diabólica jogada de mestre jamais feita anteriormente, desferindo o golpe de morte na sucessão apostólica e interrompendo-a definitivamente. E assim permanecemos até os nossos dias: sem bispos, sem sacerdotes, sem sacramentos… mas com uma fé inquebrantável em nossos corações e em nossos lábios! Uma fé que nos alimenta e nos mantém na esperança da iminente e gloriosa segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Voltando à homossexualidade de Montini, tratarei de aprofundar esse aspecto daquele que foi conhecido como um personagem hamletiano, cheio de vacilações e contradições. E o farei com o maior rigor possível. Um impostor e inimigo como este, de nossa Santa Mãe Igreja, merece isso e muito mais. O amor a Deus nos obriga a investigar as inquietantes relações que esse sujeito teve com a Maçonaria, a máfia e os poderes ocultos deste mundo em geral. Exporei também o papel fundamental que Montini exerceu na repugnante infiltração e promoção de “prelados” homossexuais na seita conciliar, a qual, infelizmente, continua sendo considerada por muitas pessoas de boa vontade, mas muito ignorantes, como a Igreja Católica de sempre. Que terrível confusão e cegueira, Senhor meu!
Nosso Senhor nos disse que devemos perdoar e amar os nossos inimigos, mas também nos disse que há um pecado que não será perdoado nem nesta vida nem na outra. Só a Deus compete julgar cada alma, mas a nós cabe também desmascarar os hereges e pôr a descoberto sua perversidade. Os pecados de Giovanni Montini são gravíssimos, são pecados que clamam por justiça ao Céu. Peço, portanto, paciência e moderação aos leitores, porque eu mesmo sou o primeiro a estar indignado e ofendido por esse funesto personagem que foi Montini. Exponhamos aqui os fatos de maneira clara e concisa, reflitamos e tiremos as conclusões pertinentes, e peçamos a Deus Pai Todo-Poderoso que se compadeça de nós, pobres servos inúteis, e de todos aqueles que fazem parte da Santa Madre Igreja hoje exilada no deserto da fé sobrenatural. Que os Sagrados Corações de Jesus e de Maria Santíssima sejam o nosso refúgio e consolo neste tempo de trevas.
II. OS “MISTÉRIOS” DE GIOVANNI BATTISTA MONTINI

A infância e a adolescência são duas épocas fundamentais no processo de maturação física e mental de toda pessoa. Ricardo de la Cierva, em seu livro Las puertas del infierno: La historia de la Iglesia jamás contada (“As Portas do Inferno: A História da Igreja Nunca Contada”) (Editorial Fénix, 2006) , e especialmente a senhora Randy Engel, em sua obra The Rite of Sodomy, analisam a infância, adolescência e maturidade de Giovanni Battista Montini, sobre as quais se conhece tão pouco, e nos fornecem informações muito interessantes que nos ajudarão a compreender melhor quais eram esses supostos “mistérios” que parecem cercar a chamada “vida oculta” de Montini. Ambos os autores coincidem em assinalar que “o pequeno Montini viveu uma infância mimada, cheia de conforto e comodidade, como o irmão do meio ‘frágil’ e ‘queixoso’, protegido entre seus outros dois irmãos aparentemente saudáveis, Lodovico (o mais velho) e Francesco (o mais novo)”.

Seu pai, Giorgio Montini (1860–1943), era um jornalista de sucesso, editor do jornal católico local Il Cittadino e membro da Câmara dos Deputados italiana. Foi também proprietário agrícola e financista. Tanto ele quanto sua esposa, Giuditta Alghisi (1874–1943), que era de origem judaica assim como seu pai — isto é, o avô materno de Montini, conforme nos informa o Prof. Andreas A. Böhmler em seu excelente livro Martín Lutero —,[1] compartilhavam uma enorme paixão pela política de esquerda e pela cultura francesa, paixão que transmitiram a seus três filhos.

Aos 6 anos de idade, Battista (como era chamado na juventude) começou seus estudos primários no colégio jesuíta Cesare Arici, em Brescia, permanecendo ali até os 14 anos, quando seus pais o retiraram do colégio devido à sua fraqueza e saúde delicada, que exigia cuidados em casa. Assim, teve que realizar o restante de seus estudos em casa. Segundo De la Cierva, “talvez essa incapacidade tenha dado origem ao seu caráter introvertido e difícil”. Ao que parece, Battista “estudava com a ajuda de professores particulares e tinha bom desempenho, mas lia muitíssimo por conta própria, o que não autoriza a considerá-lo autodidata, mas sim descrevê-lo como um jovem de insaciável curiosidade cultural, que além disso exercia com amplíssima liberdade, sobretudo para os costumes rigorosos da época”. De fato, essa paixão insaciável pela leitura levou-o a ler autores como Tolstói, Goethe, Adam Mickiewicz (líder do romantismo polonês) e, o mais surpreendente, Oscar Wilde, de quem a Sra. Engel afirma que o jovem Montini era admirador, apesar de que naquela época (1917) era evidente “a conexão ainda recente, para o grande público, entre Wilde e o crime da sodomia”.
[Nota d’O Recolhedor: Outro profundamente influenciado por Mickiewicz foi Karol Wojtyla.]

Costumava frequentar os padres oratorianos da igreja de Santa Maria della Pace, sobre os quais Randy Engel nos conta que “representavam a vanguarda clerical do momento e estavam mais em sintonia política com o pensamento antifascista de Giorgio Montini e de sua esposa do que os tradicionais sacerdotes jesuítas de Arici”. Aqui já temos um jovem Montini que, além disso, sentia uma predileção pelo idioma francês, o qual estudou por conta própria e posteriormente aperfeiçoou em vários cursos na França, tendo sua mãe como melhor professora, segundo De la Cierva, e que se havia convertido em “um jovem silencioso e triste, que forjou pessoalmente, para superar suas enfermidades, um grande domínio de si mesmo, juntamente com muita amabilidade e cortesia”. Será aos 16 anos quando Montini começa a considerar sua vocação sacerdotal, mas deve continuar em casa os estudos do seminário, que ele mesmo organiza de maneira muito livre, ficando isento do serviço militar precisamente por causa de sua saúde deficiente. Em 1920 é ordenado sacerdote sem ter vestido a batina senão por alguns meses, isto é, sem ter sido seminarista formal senão por períodos muito breves. Tudo isso fará de Montini um sacerdote “independente”, sem estar sujeito a uma autoridade que o vigie e dirija, e à qual tenha que prestar contas — algo que depois ficará evidente em sua etapa junto a Pio XII, a quem enganou reiteradas vezes de maneira suja e desprezível.

A Sra. Engel nos relata que o jovem padre Montini “não era especialmente religioso — a política e o piano eram seus pontos fortes; excetuando a missa e a realização de alguns ritos sacramentais, o jovem sacerdote parecia ter em pouca estima a vida espiritual”, e o mais estranho e enigmático era que “o jovem pároco Battista Montini também demonstrava aversão às devoções marianas, especialmente ao Rosário, alegando que preferia uma abordagem à mariologia mais centrada em Cristo”.
Eis aqui outro indício grave e preocupante: o jovem Montini nunca se sentiu atraído pela devoção à nossa Santíssima Mãe, a Virgem Maria. Quando um jovem sacerdote descuida sua relação filial com a Mãe de Deus, temos mais do que motivos suficientes para estar alerta e desconfiar de tal indivíduo. Esse traço “anti-mariano” de Montini será uma constante ao longo de toda a sua vida e se destacará de forma notória em sua etapa como arcebispo de Milão, onde os fiéis se queixavam de que “ao arcebispo Montini faltava sensibilidade e devoção à Virgem”, o que, para Randy Engel, fica patente nas “ausências inexplicáveis do arcebispo nas tradicionais festividades marianas do mês de maio e nas peregrinações a Loreto, bem como em sua recusa em participar da recitação pública do Rosário”, assim como em sua visita “relâmpago” a Fátima, quando já havia usurpado o papado. Nessa visita, o Padre Georges de Nantes, mais conhecido como “Abbé de Nantes” (1924–2010) afirma em seu Liber Accusationes in Paulum Sextum (“Livro de Acusação Contra Paulo VI”) que o impostor “Paulo VI” sequer rezou uma única Ave-Maria (!) mas demonstrou especial interesse em fomentar o diálogo inter-religioso com outras “confissões” (em um santuário mariano como Fátima — que ofensa à nossa Santíssima Mãe!).
Temos aqui, portanto, esse personagem que, graças à influência de seus pais, foi enviado a Roma com o fim de iniciar sua carreira diplomática a serviço da Santa Sé, mas com uma vocação sacerdotal bastante fraca, para dizer o mínimo. Sobre a vida do jovem Montini na cúria romana e na FUCI (Federação Católica Italiana de Estudantes Universitários), é interessante o que nos conta a Sra. Engel, pois foi ali que esse indivíduo conheceu e forjou amizade com pessoas como Aldo Moro (1916–1978), fundador do Partido Democrata Cristão, e Giulio Andreotti (1919–2013), que ao longo de sua extensa carreira política estabeleceu alianças com comunistas, maçons e a máfia siciliana. “Durante os 30 anos em que trabalhou na Secretaria de Estado do Vaticano, Monsenhor Montini nunca foi bem visto pelos membros da Cúria nem por seu pessoal. O Cardeal Nicola Canali (1874–1961), chefe da administração vaticana, e Monsenhor (depois cardeal) Ottaviani jamais esconderam sua grande desconfiança e aversão em relação ao jovem diplomata Montini”.

Já durante a Guerra da Abissínia, o Padre Montini apoiou abertamente a Sociedade das Nações, o que constituía uma posição contrária à política oficial do Vaticano, pois, como explica a Sra. Engel, “o Papa Pio XI acreditava que essa organização internacional recém-criada usurparia o papel da Santa Sé como mediadora em conflitos internacionais — o que de fato ocorreu — e que a Sociedade era um ninho de maçons e comunistas, como realmente era”.

Sua reputação de antifascista radical e filo-comunista convicto foi crescendo, e alguns bispos estavam alarmados com o que consideravam uma total falta de patriotismo por parte de Montini em relação ao seu país natal, pois de fato ele “nunca pareceu ter escrúpulos em trair seu país e seus compatriotas diante dos britânicos, dos soviéticos e dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial, o que lhe valeu a acusação do herói fascista Roberto Farinacci (1892–1945) de que Montini era amigo dos inimigos da Itália”, como relata o historiador britânico Owen Chadwick em Britain and the Vatican during the Second World War (“O Reino Unido e o Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial”).

Aqui já temos um perfil bem delineado de alguém que, para alcançar seus fins maquiavélicos, era capaz de trair seu país e que, uma vez tendo usurpado o papado, não hesitaria em trair repetidamente Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Igreja para agradar aos seus amigos do mundo. A maçonaria devia estar esfregando as mãos com Montini, pois via nele o candidato perfeito para levar a cabo a revolução na Igreja: alguém que poderia ser um brilhante mestre do equívoco e da ambiguidade e que triunfaria onde o Cardeal Rampolla del Tindaro (1843–1913) havia fracassado.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Padre Montini encarregou-se de uma rede de comunicação clandestina que ajudava refugiados políticos — judeus incluídos — a escapar da Itália; era, segundo Randy Engel, “sacerdote-diplomata durante o dia e conspirador à noite, trabalhando junto a oficiais militares e de inteligência aliados da OSS (The Office of Strategic Services dos EUA, precursor da CIA) e dos serviços secretos britânicos e soviéticos contra os fascistas, os japoneses e os nazistas”. Além disso, parece que “Montini foi fundamental na coleta de informações para os Aliados, por meio dos jesuítas no Japão, relacionadas a objetivos estratégicos a serem bombardeados”.
Em seu carrossel de negociações e pactos secretos, Montini também fez acenos aos seus estimados amigos comunistas. Em 1944, tal como relata Mary Ball Martínez em The Undermining of the Catholic Church (“A Erosão da Igreja Católica”), teve lugar uma reunião de alto nível entre Monsenhor Montini, atuando em representação de Pio XII, e Palmiro Togliatti (1893–1964), líder do Partido Comunista Italiano que havia retornado de seu exílio de 18 anos na União Soviética, na qual foi firmado um acordo entre a Democracia Cristã, os socialistas e os comunistas para obter o controle total da Itália em qualquer governo do pós-guerra. Mas também foram esboçadas as condições para uma futura cooperação entre a Igreja Católica e a União Soviética, o que foi feito sem o conhecimento de Pio XII, já que Monsenhor Montini encarregou-se habilmente de ocultar-lhe esse assunto. No livro ¿La Iglesia eclipsada? (“Igreja Eclipsada?”) menciona-se, ademais, que Montini e Togliatti eram amigos desde a infância.[2]

Essa não seria a última de suas traições e enganos a Pio XII. Para alguém que estava acostumado à mentira, dizer uma coisa e fazer outra era algo perfeitamente “normal”. A relação de afeto que o Papa Pacelli lhe dispensava foi progressivamente se deteriorando diante das repetidas indecisões e ações pouco transparentes de Monsenhor Montini. Não é de estranhar que Irmã Pascalina Lehnert (1894–1983), a fiel religiosa, governanta e conselheira de Pio XII, nunca tenha sentido afeto nem confiança por Montini, com quem havia tido vários desentendimentos quando ambos trabalharam juntos nas obras de beneficência instituídas pelo Papa durante os bombardeios de Roma pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial. O que foi que Irmã Pascalina descobriu ou percebeu de estranho e obscuro em Montini? Nunca o saberemos, mas sabemos que ela expressou ao Santo Padre sua inquietação a respeito de tal personagem e que sua aversão a ele era enorme. Portanto, é lógico pensar que Irmã Pascalina, conhecida como Virgo Potens (“Virgem Poderosa”) por muitos romanos e membros da Cúria, talvez tenha detectado algum comportamento incomum e suspeito em Montini e, como mulher forte e santa que era, sentiu-se desgostosa e contrariada diante disso.


Outro episódio verdadeiramente vergonhoso foi a miserável traição perpetrada contra a Igreja Católica mediante o chamado Pacto de Metz, dois meses antes da abertura do infame “Concílio Vaticano II”, no qual Angelo Roncalli, sob o nome de “João XXIII”, sob a instigação de Montini, autorizou a assinatura de um acordo com dirigentes soviéticos pelo qual Moscou permitiria que dois de seus representantes da “Igreja Estatal Russa” assistissem ao “concílio” em troca do mais absoluto silêncio no mesmo acerca do comunismo e do marxismo. Apenas Montini, o Cardeal Eugène Tisserant (1884–1972), que assinou o pacto, e o bispo Johannes Willebrands (1909–2006), encarregado de entrar em contato com esses dois representantes soviéticos, somente eles sabiam dessa horrenda traição que acabavam de levar a cabo, enquanto os Padres conciliares desconheciam completamente tudo isso. Posteriormente, uma vez que o “concílio” foi aberto e, apesar da insistência de muitos bispos para que o comunismo fosse condenado, o Cardeal Tisserant se encarregou, como primeiro presidente do “concílio”, de que o assunto nunca se convertesse em tema de debate ou discussão formal durante a celebração dessa grande farsa que foi o Vaticano II. Milhões de católicos assassinados e torturados sob o jugo comunista haviam sido assim traídos da maneira mais infame por causa das maquinações de Montini.

A gota que fez transbordar o copo e que esgotou a paciência do Papa Pio XII foi o desagradável incidente ocorrido em 1954, no qual, como narra Andreas Böhmler: “Viu-se sair do Vaticano um homem algemado, que foi levado por um carro celular. Esse homem, despojado de sua batina por ordem de Pio XII, não era outro senão Monsenhor Alighiero Tondi (1908–1984), jesuíta, secretário particular de Monsenhor Montini, este, por sua vez, Pró-Secretário de Estado de Pio XII”. Segundo se soube mais tarde, esse personagem infiltrado por Montini tinha acesso ao Arquivo Secreto do Vaticano e ali obtinha os nomes de todos os sacerdotes enviados para além da Cortina de Ferro e os comunicava a Togliatti, que por sua vez os transmitia a seus camaradas russos, os quais se encarregaram de capturar e martirizar esses sacerdotes. Assim que Pio XII tomou conhecimento desses gravíssimos fatos, expulsou Tondi, que havia confessado sob interrogatório ser agente da KGB formado em Moscou e infiltrado na Igreja, e afastou Montini enviando-o a Milão como arcebispo, mas negando-lhe o barrete cardinalício, afastando-o assim ao menos temporariamente da possibilidade de ser considerado “papável”. Esse gravíssimo caso fez adoecer Pio XII e confirmou plenamente as suspeitas que Irmã Pascalina Lehnert seguramente já vinha revelando há muito tempo ao Pontífice a respeito de Montini.

Uma vez em Milão, o Arcebispo Montini reuniu em torno de si uma verdadeira camarilha de personagens de pensamento liberal como o seu, incluindo “anarquistas, comunistas, socialistas, mafiosos e membros da vanguarda artística e literária de Milão, demonstrando que, assim como a virtude atrai os homens virtuosos, também o vício atrai os homens viciosos”, nas palavras da Sra. Engel.
Desde o primeiro momento, os milaneses perceberam que Monsenhor Montini não sentia afeição pelas devoções marianas e, embora seu biógrafo oficial, Peter Hebblethwaite, tenha tentado suavizar essas críticas alegando que Montini favorecia uma “mariologia centrada em Cristo”, essa concessão verbal revelou-se insuficiente. Para Engel, “a teologia de Montini era antropocêntrica em vez de teocêntrica; estava centrada no homem e não em Deus”.

Além disso, Montini era o maior discípulo de Jacques Maritain (1882–1973) e de seu “humanismo integral”, que abraça a enorme heresia de uma fraternidade universal de homens de boa vontade pertencentes a religiões diferentes ou a nenhuma religião, e que o Abbé de Nantes denunciou com o acrônimo MASDU, Mouvement d’Animation Spirituelle de la Démocratie Universelle (Movimento de Animação Espiritual da Democracia Universal), “no qual a Declaração dos Direitos do Homem substitui o Evangelho de Jesus Cristo, a democracia mundial torna-se análoga ao Reino de Deus na terra, e a função da religião é oferecer inspiração espiritual para uma humanidade regenerada, sendo o resultado final do MASDU o aniquilamento completo da religião e sua metamorfose em humanismo ateu”.

Em outro ponto deste dossiê continuarei expondo as perigosas companhias que Monsenhor Montini frequentava durante sua estadia em Milão e com as quais se sentia tão à vontade, chegando a estabelecer alianças com personagens sinistros oriundos do mundo da máfia e do crime organizado, bem como da maçonaria, e que o acompanhariam a Roma mais tarde em seu reinado de terror como impostor usurpador das Chaves de São Pedro, para continuar com suas atividades obscuras.
Mas agora chegou o momento de denunciar e expor a vida privada pervertida deste sodomita herege e traidor que tanto dano causou à nossa Santa Madre Igreja e a milhões de almas.
III. AS ANDANÇAS DE UM PÉRFIDO SODOMITA

Quando alguém quer fazer uma acusação, deve primeiro ter certeza de que aquilo que vai dizer é verdadeiro e de que existem provas suficientes que demonstrem tal acusação. Que Montini era um sodomita perverso é algo fora de qualquer dúvida. Que seu abominável vício secreto o transformou em uma marionete perfeita a serviço da Maçonaria e dos inimigos da Igreja resulta igualmente evidente. Para a elaboração desta seção, foi-me muito útil a corajosa e reveladora obra de Randy Engel, The Rite of Sodomy, bem como outras fontes que citarei oportunamente.
Eis, pois, as provas e os testemunhos a respeito que demonstram que Montini-P6 (“Paulo VI”) estava bastante habituado ao repugnante e nefando vício homossexual:
1) Em primeiro lugar, Montini-P6 é identificado como um homossexual praticante em numerosas publicações homossexuais, e seu nome aparece praticamente em todas as listas de homossexuais famosos encontradas em diversas páginas web do chamado “coletivo gay”.
Essa afirmação pertence à Sra. Engel, e eu pude corroborá-la pessoalmente após ter acessado os sites de várias dessas publicações homossexuais, um trabalho nada agradável, por certo. Efetivamente, em todas essas páginas o nome de Montini-P6 aparece no meio de longas listas de homossexuais famosos como, por exemplo, Alexandre, o Grande, Cícero ou Oscar Wilde, para citar apenas alguns. (O autor deste dossiê ficou muito impressionado e horrorizado ao ver tamanha quantidade de personagens históricos que possuíam a repulsiva tendência homossexual).
Engel assinala, ademais, que “o rumor de que Montini sentia atração sexual por jovens já fazia parte do falatório do meio homossexual muito antes de que se formulassem acusações públicas sobre a homossexualidade de Paulo VI”. De fato, nos Estados Unidos, a North American Man/Boy Love Association (NAMBLA) — que aberração de nome! — afirmou, em sua reunião organizativa realizada em 2 de dezembro de 1978, na Boston’s Unitarian Community Church, que “a Igreja condena o desvio sexual, mas é hipócrita; isto é, tolera eaté recompensa a hipocrisia sexual pessoal nos mais altos níveis, desde que se exiba uma submissão exterior ao controle central: o Cardeal [Francis] Spellman (1889–1967) e Paulo VI são exemplos recentes”.
2) O testemunho de Robin Bryans
Robin Bryans, também conhecido como “Robert Harbinson” (1928–2005), escritor irlandês e homossexual declarado, revelou em sua autobiografia The Dust Never Settles (“A Poeira Nunca Assenta”) que seu amigo Hugh Montgomery lhe havia contado que ele (Montgomery) e o jovem Montini haviam sido amantes. Hugh Montgomery era irmão do famoso artista Peter Montgomery, companheiro sexual do espião de Cambridge Anthony Blunt (1907–1983).
Em meados da década de 1930, Hugh Montgomery foi designado para um posto diplomático no Vaticano na qualidade de chargé d’affaires (encarregado de negócios), sob a direção de Sir Alec Randall (1892–1977), o representante britânico junto à Santa Sé. “Foi ali que Hugh conheceu um jovem e promissor diplomata italiano, Monsenhor Battista Montini, que supostamente compartilhava das inclinações sexuais de Hugh, e ambos mantiveram uma relação sexual”.

Segundo Bryans, citado por Engel, “Hugh Montgomery e seu amigo Battista Montini confraternizavam com alguns personagens bastante excêntricos naqueles dias, entre os quais se inclui o Visconde Evan Tredegar (1893–1949), um aristocrata convertido ao catolicismo que serviu como camareiro privado do Papa Bento XV (1854–1922). O Visconde gostava de excitar seus amigos com relatos sobre suas experiências sexuais e ocultistas com missas negras nas quais se utilizavam sangue humano, urina e sêmen”.

Após a morte de Bento XV e a eleição de Pio XI, Tredegar perdeu automaticamente sua posição honorária de camareiro privado, abandonando também seu sonho de tornar-se sacerdote para regressar ao seu País de Gales natal e casar-se. Segundo afirma um amigo íntimo desse personagem, Tredegar “conservava um retrato do jovem Montini ao lado do de um marinheiro robusto em sua mesa de cabeceira, juntamente com outras fotos de membros da realeza”.
Engel afirma que, se Montini se envolveu em uma relação homossexual quando era um jovem diplomata no Vaticano, então é quase certo que ao menos alguns membros da Cúria Romana teriam ouvido esses rumores. No entanto, “dado que o jovem Montini estava bem protegido por sua poderosa e politicamente influente família, assim como por outros prelados influentes como Eugenio Pacelli, o futuro Pio XII, nada pôde ser feito para afastar Montini de seu posto diplomático”.
3) O testemunho de Marc Winckler, oficial-intérprete.
No livro ¿La Iglesia eclipsada? encontra-se o relato de Marc Winckler, oficial-intérprete:
“Diversas circunstâncias, no meu desejo de reunir-me ao exército Leclerc, fizeram com que eu me encontrasse em Túnis durante sua ocupação pelas tropas do Eixo (…) e, depois de ter passado por Trípoli, Casablanca e Argélia, desembarquei no E.M.F. de Roma como oficial-intérprete… O senhor sabe que é tradição em Roma confiar as finanças de São Pedro a católicos de origem judaica. Com a reputação que eu tinha, estes me receberam com todas as honras devidas a um irmão que sofreu… Eles me apresentaram ao grande irmão Montini, e eu o ajudei na missa que ele celebrava às quintas-feiras para os diplomados da universidade. Na ordem do dia: ‘a abertura ao mundo’, mas de modo muito habilidoso, e com palavras muito, muito veladas.
“Os participantes se incomodavam menos, mas eu só fui verdadeiramente ‘posto a par’ por Monsenhor Serge Pignedoli (1910–1980)… Ele me confirmou que a mãe de Montini, Giuditta Alghisi, havia se convertido quando de seu casamento com Georges Montini, também de origem judaica… Animado por Pietro Gasparri (1852–1934), sustentado por altíssimas instâncias mundialistas, ‘obrigado’ por seus costumes contra a natureza, ele chegou a ser o ‘futuro Papa’!
“Seus melhores partidários encontravam-se em um grupo iniciático cujos grandes antepassados têm nomes que nada dizem às pessoas que chegam a ignorar até a existência do mysterium iniquitatis, por exemplo, Helena P. Blavatsky (1831–1891), Henry S. Olcott (1832–1907), Theodor Reuss (1855–1923), etc. Pignedoli me conduziu, em 2 de janeiro de 1945, à casa do sobrinho do Cardeal Rampolla (que era muito amigo de Montini), o qual, sem o veto (motivado por sua pertença à OTO, Loja de Zurique), nos teria privado de São Pio X, niente meno (nada menos!).
“Vendendo a pele do urso antes de tê-lo… subjugado, Pignedoli me ‘revelou o segredo’: contou-me toda a história do complô Rampolla e me assegurou que, desta vez, o assunto estava ‘no papo’ com Montini. O Venerável da Loja (o príncipe E. de Nápoles Rampolla, sobrinho do falecido cardeal) perdeu o tempo, e eu tomei distância de Dom Serge assim como de Monsenhor Montini.
“Por causa disso, por intermédio de Maritain, disseram-me que eu não era bem-vindo em Roma, e fui repatriado. O odioso filósofo havia se tornado amigo do bispo traidor, mentiroso e sodomita (Montini). Eu não posso confirmar que ele pertença à B’nai B’rith; só sei que o assunto era tratado nas mais altas esferas de um certo projeto judaico mundialista, dentro de qualquer outro setor como o sionismo.” — Latour, Loubier & Alexandre, ¿Quién ocupa la sede de Pedro?, Villegenon, 1984, p. 61–62; Cahiers de Cassiciacum, n. 1, maio de 1979, p. 101 e seguintes.
4) As declarações de Roger Peyrefitte
O romancista e antigo embaixador francês Roger Peyrefitte (1907–2000) é um homossexual declarado e famoso por suas opiniões controversas em defesa dos “direitos gays”. Em 1976, Peyrefitte concedeu uma entrevista a D. W. Gunn e J. Murat, do Gay Sunshine Press, sobre a questão da suposta homossexualidade de Montini-P6.

Peyrefitte disse que, em janeiro de 1976, o “papa” deu uma audiência pública na qual condenou a homossexualidade, a masturbação e o sexo pré-matrimonial. Peyrefitte afirmou sentir-se ofendido pela “hipocrisia do ‘papa’”, pois era algo sabido em certos círculos que, enquanto Montini era arcebispo de Milão, manteve um caso homossexual com um jovem ator italiano, cujo nome era conhecido por Peyrefitte, mas que ele não quis revelar naquele momento. O escritor francês acrescentou que não obteve essa informação de “comunistas ou porteiros”, mas de membros da nobreza italiana com os quais tinha boas relações. Suas fontes milanesas indicaram que era um segredo político em determinados círculos que Montini frequentava uma “casa discreta” onde conhecia rapazes e que tinha um favorito particular cujo nome era Paolo.
Um repórter francês da revista Lui entrevistou pouco depois Peyrefitte, e foi nessa ocasião que ele revelou o pano de fundo homossexual de Montini durante sua permanência em Milão. A entrevista foi reproduzida pelo semanário italiano de notícias Tempo, em Roma, em 26 de abril de 1976. Peyrefitte disse que foi “como se uma bomba-relógio tivesse explodido”.
Após essa turva polêmica, Montini-P6 e a Conferência Episcopal Italiana pediram um “dia de consolação” universal para reparar a calúnia contra o “Santo Padre”. No Domingo de Ramos de 1976, Montini-P6 fez uma declaração de sua sacada no Vaticano, queixando-se de “delle cose orribili e calunniose” (“algumas coisas horríveis e caluniosas”). Na verdade, a serpente astuta que era Montini havia sido atacada com seu próprio veneno; o herege traidor havia sido desmascarado por causa de suas asquerosas tendências contra a natureza, e agora se contorcia de dor e tentava livrar-se covardemente de suas próprias iniquidades mediante a mentira, algo a que estava habituado durante toda a sua vida, pois era um verdadeiro mestre do engano e da ambiguidade.
Em O Vatican! A Slightly Wicked View of the Holy See (“Ó Vaticano! Uma Visão um Pouco Perversa da Santa Sé”) (Congdon & Weed, 1984), o antigo correspondente do New York Times em Roma, Paul Hoffman, repetiu as acusações de Peyrefitte contra Montini, acrescentando o nome do ator italiano Paolo Carlini (1922–1979), que supostamente era o favorito de Montini quando este era arcebispo de Milão, e que mais tarde se tornou um “visitante habitual” do “papa Paulo VI” em seus aposentos privados no Vaticano, como será exposto a seguir.

5) As revelações de Franco Bellegrandi
Atila Sinke Guimarães refere-se à homossexualidade de Montini-P6 em seu último livro Vatican II, Homosexuality & Pedophilia (“Vaticano II, Homossexualidade e Pedofilia”). No portal de internet “Tradition in Action”, Guimarães cita Franco Bellegrandi, um antigo membro da Guarda Nobre do Vaticano — camerieri di spada e cappa (camareiro de honra), uma parte do corpo militar papal — que foi testemunha das lamentáveis mudanças ocorridas no Vaticano depois que Paulo VI usurpou a Cátedra de São Pedro, e que em sua obra NichitaRoncalli: Controvita di un Papa (“NikitaRoncalli: Contra-Vida de um Papa”) repete a acusação de que, enquanto Montini era arcebispo de Milão, foi surpreendido vestido com roupas civis e interrogado pela polícia local em uma de suas habituais visitas noturnas a bordéis masculinos da cidade.

O antigo guarda do Vaticano descreve também o processo de colonização homossexual que, segundo ele, começou com Roncalli-J23, mas que se acelerou a níveis inesperados sob o mandato de Montini-P6. Bellegrandi afirma que os antigos e fiéis servidores foram afastados de seus postos no Vaticano para dar lugar a “colegas” favorecidos por Montini, afetados pelo mesmo vício sodomita, os quais, por sua vez, convidavam seus amigos favoritos ao Vaticano — “jovens afeminados com uniformes elegantes e maquiagem no rosto para disfarçar suas barbas”, diz Bellegrandi.

Mas deixemos que o próprio Bellegrandi narre os fatos recolhidos em seu livro Nichita Roncalli (*as aspas simples são minhas):
“Em Roma e em toda a Itália corre o rumor de que Montini é homossexual. Portanto, vulnerável. E, em consequência, aberto e exposto àqueles que pretendem utilizá-lo para alcançar seus próprios fins.
“Quando ele era Arcebispo de Milão, foi detido certa noite vestindo roupas civis e em companhia suspeita. De fato, durante muitos anos ele teve uma amizade especial com um ator que tingia o cabelo de ruivo. Esse homem nunca ocultou sua relação com o futuro ‘Papa’. A relação continuou e se tornou mais íntima nos anos seguintes. Depois que Montini foi eleito ‘Papa’, um funcionário das forças de segurança do Vaticano me contou que esse amigo favorito de Montini tinha permissão para entrar e sair livremente dos aposentos pontifícios, e que era frequentemente visto utilizando o elevador papal à noite.
“A ‘casca de banana’ na qual Paulo VI escorregou e que pôs fim ao caráter não oficial de sua fraqueza foi a homilia sobre ética sexual que proferiu em janeiro de 1976, tratando de alguns aspectos da homossexualidade. Essa homilia provocou uma reação por parte do escritor francês Roger Peyrefitte. Em 4 de abril de 1976, o semanário Il Tempo publicou uma entrevista com o autor, que tem fama de ser alguém muito bem informado… Peyrefitte acusou o ‘Papa’ de ser homossexual e lhe negou o direito de censurar esse tema. Paulo VI recebeu o golpe oficialmente e deu-se por atingido.
“Foi convocado um dia de orações ‘para reparar a ofensa recebida pelo “Papa”’. No entanto, a Itália inteira estava rindo às gargalhadas desse incidente. A televisão britânica entrevistou Peyrefitte, que confirmou suas acusações e expressou sua surpresa com a repercussão que estava tendo.
“A primeira chantagem contra Montini, assim que ele ‘ascendeu’ ao trono de Pedro, foi feita pela Maçonaria, que o coagiu a eliminar a condenação da Igreja contra aqueles que desejavam ser cremados após a morte (ao que ele cedeu). O que se ameaçava revelar publicamente eram os encontros secretos entre o Arcebispo de Milão e ‘seu’ ator em um hotel de Sion, no cantão suíço de Valais. Algum tempo depois, em Paris, a história por trás dessa mudança realizada por Paulo VI veio à tona, com provas irrefutáveis pacientemente reunidas por um gendarme.
“Outra mudança observada por aqueles que estavam naquele círculo restrito e que, por sua posição, passavam grande parte do tempo no Palácio Apostólico, foi a repentina nomeação de homossexuais para posições de prestígio e responsabilidade próximas ao ‘Papa’. Essa praga que viria a infestar, transformar e devastar o Vaticano durante a época de ‘Paulo VI’ já havia começado antes, durante o ‘pontificado’ de ‘João XXIII’, bem oculta nas dobras barrocas das cortinas da Corte Pontifícia, mas desgraçadamente viva e real. Foi a mão distante do Arcebispo de Milão (o Cardeal Montini), ele próprio vítima de tais fraquezas, que discretamente colocava, uma após outra, as peças do jogo tão querido ao seu coração no tabuleiro de xadrez do Estado.
“Esses novos personagens elevados por Montini, contaminados pela mesma ‘doença’, traziam consigo outros companheiros menos promovidos da mesma natureza, com a esperança de serem ‘elevados’ por Paulo VI. Assim, lenta mas gradualmente, rumores e indiscrições começaram a circular pelo Vaticano, e fatos graves começaram a ocorrer como consequência disso.
“Em razão de suas funções, essas pessoas eram frequentemente vistas por nós (camareiros e guardas nobres), sobretudo durante as visitas de chefes de Estado e soberanos ao ‘Papa’.
“Eles também tinham seus favoritos, que eram jovens afeminados vestidos com uniformes elegantes e maquiagem no rosto para disfarçar suas barbas. Nós — os camerieri di spada e cappa e os guardas nobres — mantínhamos prudentemente nossa distância diante de seus sorrisos e cortesias. Limitávamo-nos a saudá-los de longe com um cumprimento militar.
“‘Favoritos’ do Arcebispo de Milão começaram a aparecer também nos níveis inferiores do serviço vaticano, e por vezes surgiam pequenos e grandes escândalos. A Gendarmaria Pontifícia tinha de navegar perigosamente nesse mar repleto de minas flutuantes e manter um olho fechado — e às vezes ambos — para evitar que rumores se espalhassem e dissuadir alguns jornalistas mais astutos.
“Velhos e honoráveis funcionários que dependiam do ‘Governatorato’ (a administração do Estado Vaticano) foram, sem razão aparente, forçados a se aposentar ou enviados para outros lugares, e esses novos recém-chegados foram instalados em seus postos vagos, todos portando cartas de recomendação do Cardeal Montini.”
(Franco Bellegrandi, Nichita Roncalli: Controvita di un Papa, Roma: Edizioni Internazionale di Letterature e Scienze, 1994, p. 85–86, 91–92).
Guimarães menciona ainda o testemunho do autor espanhol Pepe Rodríguez, que afirma abertamente o que parecia ser um rumor tido como certo e confirmado nos círculos internos da hierarquia européia e da elite política, a saber, que não apenas havia muitos bispos homossexuais, mas também “um grande Papa homossexual” durante os conturbados anos do pós-concílio.
6) As acusações do Abbé de Nantes
Randy Engel cita igualmente o Abbé de Nantes, fundador da Liga da Contra-Reforma Católica em Troyes, França, em 1969, que explicitou suas acusações de homossexualidade contra Paulo VI no número de junho-julho de 1993 de La Contre-Réforme Catholique au XXème Siècle, n° 259, p. 10.

Abbé de Nantes afirmou que seus comentários eram uma resposta ao anúncio de João Paulo II em 13 de maio de 1993, festa de Nossa Senhora de Fátima, de que o processo de canonização de Montini estava em andamento, seguindo os procedimentos diocesanos preliminares realizados em Milão em 1992.
João Paulo II havia dito a esse respeito: “Recebi a notícia da abertura do processo de canonização do meu predecessor Paulo VI. Para mim, ele foi um pai em sentido pessoal. Por isso, não posso expressar senão minha grande alegria e gratidão”.
Segundo Engel, “a acusação de homossexualidade contra Paulo VI por parte do Abbé de Nantes começa quando este faz referência às acusações formuladas por Paul Hofmann relativas à máfia milanesa, isto é, às destacadas conexões do Arcebispo Montini com sindicatos da máfia e da Maçonaria em Milão”.
Em seguida, o Abbé menciona uma citação extraída de um jornal em sua posse, referindo-se a um cardeal não italiano, “um homem alto, afável e de olhar penetrante”, a quem Paulo VI havia nomeado para um posto importante no Vaticano e que possuía reputação de pederastia com os ragazzi, os jovens do bairro situado atrás do Vaticano — esse personagem parece tratar-se do cardeal americano John Joseph Wright (1909–1979). O Abbé afirma que “tinha consciência de que, após a ‘eleição’ de Montini para a Sé de Pedro, houve um aumento desproporcional no número de seminaristas e sacerdotes homossexuais nos Estados Unidos e na Holanda. Em contrapartida, Roma nada fez a esse respeito”.
A Sra. Engel continua dizendo que “o Abbé faz então referência a um incidente ocorrido na véspera do conclave de 1963 que ‘elegeu’ Montini como ‘Papa’. Ele afirma que o Reverendo Padre de Saint-Avit, da Basílica de São Paulo Extramuros, informou-lhe, na tarde em que o conclave começou, que o departamento de moralidade da polícia de Milão possuía um dossiê sobre Montini. Portanto, o novo papa não poderia ser e não seria Montini. Mas foi Montini!”.
Eis as palavras dirigidas pelo Abbé de Nantes a João Paulo II:
“Então, depois que o escândalo da eleição de um homossexual declarado ao Trono de São Pedro envenenou a Igreja, Vossa Santidade quer fazê-lo reviver e fortalecê-lo elevando aos altares essa ruína humana que era Paulo VI, oferecendo seus ossos como relíquias aos fiéis para seus piedosos beijos e apresentando seu rosto atormentado ao olhar fervoroso dos fiéis na Glória de Bernini? Ah, não, isso é impossível. Nada disso acontecerá!”
7) A questão da chantagem para destruir a Igreja
A Sra. Engel apresentou minuciosamente as provas que demonstram, sem qualquer dúvida, que Montini-P6, tal como afirma Franco Bellegrandi, “esteve quase imediatamente sujeito à chantagem por parte da Maçonaria italiana assim que ‘tomou posse’ do Trono de Pedro, sob a ameaça de revelar as viagens furtivas do Arcebispo Montini à Suíça para encontrar-se com seu amante, o ator italiano Paolo Carlini — este ator é conhecido apenas por aparecer em um papel secundário em uma superprodução americana de 1953, A Roman Holiday (“Férias em Roma”), com Gregory Peck e Audrey Hepburn. Em troca do silêncio por parte da Maçonaria em relação à sua vida privada, Montini-P6 consentiu prontamente em eliminar a proibição tradicional que a Igreja mantinha sobre aqueles que desejavam a cremação do corpo após a morte”.
Esta não foi a primeira vez que as perversões sexuais de Montini o tornavam um alvo perfeito para chantagistas. Com efeito, como Randy Engel declara em sua obra The Rite of Sodomy, ela manteve uma correspondência de caráter secreto com um autor britânico conhecido por sua familiaridade com as operações do MI6, o serviço secreto de inteligência e espionagem britânico, com o fim de averiguar a verdade acerca de todo este assunto. Engel afirma que esse homem lhe revelou a seguinte informação sobre Montini:
“Meu contato me informou que os serviços de inteligência britânicos (MI6) e americanos (OSS) sabiam que Montini era homossexual e que usaram esse fato contra ele (Montini) para obter sua cooperação na condução de redes de comunicação secretas entre o Vaticano e os Aliados após a Segunda Guerra Mundial.”
No que se refere à possível chantagem de Montini por parte do KGB soviético após a guerra, Engel relata que obteve a informação de outra fonte:
“Um ancião cavalheiro de Paris que trabalhou como oficial intérprete (muito provavelmente refere-se a Marc Winckler, cujo relato já mencionamos acima) para eclesiásticos importantes no Vaticano no início da década de 1950 confessou-me que os soviéticos chantagearam Montini para que este lhes revelasse os nomes dos sacerdotes que o Vaticano havia enviado clandestinamente para além da Cortina de Ferro, a fim de administrar os sacramentos e consolar espiritualmente os católicos da União Soviética durante a Guerra Fria. Em troca, os soviéticos manteriam em segredo o escabroso assunto das numerosas aventuras homossexuais de Montini, que cumpriu com repugnante frieza sua maldita tarefa de trair Pio XII e milhões de católicos ao revelar aos russos os nomes dos sacerdotes enviados à União Soviética. A polícia secreta soviética encontrava-se convenientemente informada a esse respeito e tinha apenas que esperar que os sacerdotes infiltrados cruzassem a fronteira soviética para abatê-los a tiros ou enviá-los aos gulags siberianos, onde morreriam após suportar cruéis penalidades e humilhações.”
Eis aqui a resposta definitiva! O miserável Montini preferiu trair covardemente a Cristo e a Sua Igreja antes de ser exposto diante de todos como o degenerado e pervertido sodomita que era!
Assim, Irmã Pascalina Lehnert, a religiosa e governanta de Pio XII, tinha toda a razão ao desconfiar abertamente de Montini e ao confiar suas suspeitas ao Papa Pacelli. Que traição infame, meu Deus! Que covardia repugnante!
Tudo isso confirma plenamente as suspeitas de tantas pessoas a respeito de tão sinistro personagem. O Abbé de Nantes, por exemplo, já sugeria em seu Liber Accusationes in Paulum Sextum o seguinte a respeito de Montini-P6:
“Sua ingenuidade deve ser apenas aparente, servindo para nos lançar diretamente nas mandíbulas do lobo — e então você também se transforma em um lobo devorador. Se quisermos permanecer plenamente fiéis às urgentes instruções de seus Predecessores, devemos ‘evitar todo contato’ não apenas com a Sinagoga de Satanás — o que implica ir contra seus conselhos, exortações e ordens — mas também com você mesmo, que ‘se oculta sob uma máscara de tolerância universal e respeito por todas as religiões’.
“E ainda, seguindo a instrução dada por São Paulo a Tito: Haereticum hominem post unam et secundam correptionem devita (Tt 3,10), devemos evitar o contato com você!
“Você está de fato ocultando-se sob uma máscara — e aqui sou obrigado a desiludir aqueles de nossos amigos que estão convencidos de que você, há dez anos, esconde seu catolicismo ortodoxo sob a máscara de um maçom. Não é assim. Como Leão XIII e os verdadeiros Pastores da Igreja apontaram, aquele que usa máscara o faz para esconder um rosto mais feio do que o disfarce, pois pretende enganar o mundo. Nenhum Pontífice católico jamais se disfarçou sob uma máscara. São os lobos que se disfarçam, vestindo-se com pele de ovelha!
“O que temos observado ao longo deste Liber é a sua ‘máscara’, e ela já é tão perturbadora que devemos, ‘após a primeira e a segunda advertência, evitá-la’ (Tt 3,10). Liberalismo, Diálogo, o Culto do Homem — esses formam a sua máscara. Mas o seu verdadeiro rosto, a sua verdadeira alma, que se ocultam sob ela — como são?”
Aqui o Abbé de Nantes acusa Paulo VI de ocultar-se sob uma máscara, uma falsa aparência de tolerância universal e respeito por todas as religiões, que na realidade encobriria o verdadeiro rosto de alguém perverso e disposto a destruir a fé em milhões de almas. Contudo, na afirmação seguinte, o Abbé aproxima-se muito da “verdade” que Paulo VI tentou ocultar durante toda a sua vida:
“Não se trata aqui de criticar de modo algum a vida puramente privada do Sumo Pontífice. Isso é assunto exclusivamente entre Deus e sua própria consciência. A isso só poderia haver uma exceção: o caso imaginário de um Papa que, em razão de certos escândalos em sua vida privada, estivesse sendo chantageado a ponto de ser impedido no livre exercício de sua função. Nesse caso, as consequências de faltas puramente privadas seriam de fato de interesse de toda a Igreja, e seria dever de qualquer pessoa que tivesse conhecimento de tal situação fazer tudo ao seu alcance — mesmo sob risco de incorrer em excomunhão — para obter a renúncia de tal Papa.”
Quão próximo da verdade esteve aqui o Abbé de Nantes! Com efeito, “somente no caso imaginário de um Papa que, por causa de certos escândalos em sua vida privada, estivesse sendo chantageado a ponto de estar impedido no livre exercício de suas funções — somente nesse caso as consequências de escândalos puramente privados seriam relevantes e determinantes para toda a Igreja, e seria dever de qualquer um que tivesse conhecimento de tal estado de coisas fazer tudo o que estivesse ao seu alcance — inclusive ao risco de incorrer em excomunhão — para obter a renúncia desse Papa”.
Bravo, Abbé de Nantes! O senhor esteve realmente muito próximo de descobrir os “escândalos da vida privada de Paulo VI” que, desgraçadamente, resultaram cruciais para que esse funesto personagem devastasse quase por completo a nossa Santa Madre Igreja, deixando a nós, católicos de hoje, sem os canais ordinários da graça (os sacramentos) que foram estrangulados e destroçados por esse lobo em pele de cordeiro.
A verdade é que nunca saberemos até que ponto Paulo VI esteve sujeito à chantagem por parte dos adversários da Igreja. Segundo a Sra. Engel, “no que diz respeito aos comunistas e socialistas, a chantagem talvez fosse desnecessária, dada a tendência de Montini a sentir fascínio e afinidade pela esquerda. Por outro lado, a Maçonaria, o MI6, o OSS e, posteriormente, a CIA e a Máfia muito provavelmente poderiam ter usado a chantagem contra Montini desde que este iniciou sua carreira como jovem diplomata, depois como Arcebispo de Milão e, finalmente, como ‘Papa’ Paulo VI”.

Mais recentemente, o autor deste dossiê pôde encontrar uma prova adicional que justifica quase por definitivo este assunto. O jornal italiano Il Giornale, em sua edição online de 27 de janeiro de 2006, afirmou que Montini-P6 teria sido de fato vítima de ameaças de chantagem relacionadas com suas aventuras homossexuais desde a juventude, e que teria buscado ajuda para lidar discretamente com essa questão na pessoa de seu grande amigo, o primeiro-ministro Aldo Moro, líder do Partido Democrata Cristão. Esse breve artigo foi extraído da publicação italiana L’Espresso e baseia-se nas notas confidenciais do general Giorgio Manes, vice-comandante dos Carabinieri, a polícia militar italiana. Daí, portanto, a admiração que Paulo VI nutria por Aldo Moro, que, a partir de sua posição de poder, podia proteger seu colega de qualquer revelação comprometedora sobre sua turbulenta vida privada.
8) A conexão satânico-homossexual de Montini
Temos aqui, pois, este sinistro personagem que era Montini, o qual já desde muito jovem havia travado contato com sujeitos obscuros como o Visconde Tredegar, o qual era considerado pelo célebre pervertido satanista Aleister Crowley (1875–1947) como o “pai da Black Magick (magia negra)”. Crowley se vangloriava de ser o Sumo Sacerdote da OTO (Ordo Templi Orientis), uma seita maçônica ultra-secreta à qual também havia pertencido o Cardeal Rampolla, como demonstraram as investigações realizadas por Monsenhor Ernest Jouin, um competente especialista em seitas maçônicas.
A OTO é um culto fálico criado no início do século XX que pretende possuir a sabedoria oculta e mágica e o conhecimento de todas as eras, bebendo de fontes como o gnosticismo, a cabala judaica e o misticismo oriental. Segundo Karl Kellner, um de seus fundadores, a OTO “aglutina sob um único governo todas as sociedades secretas”, incluindo a “Igreja” Gnóstica, a ordem dos Illuminati, a ordem hermética da Golden Dawn, a Irmandade Rosacruciana e vários ritos maçônicos, incluindo os de Memphis e Mizraim.

Randy Engel assinala que, de acordo com Craig Heimbichner, o décimo primeiro grau da OTO consiste na “iniciação” à sodomia. Crowley, que se definia a si mesmo como “um Mestre da Magia e das Artes Negras e um corruptor tanto de mulheres quanto de homens”, mantinha relações sodomitas com seus iniciados, e o Cardeal Rampolla muito provavelmente fazia o mesmo.
Como indica Mary Ball Martínez, “Monsenhor Jouin afirmou possuir provas irrefutáveis de que o Cardeal Rampolla não só era membro da seita maçônica, mas era também Grão-Mestre da OTO, em cujo rito foi iniciado na Suíça alguns anos antes do conclave de 1903. Quando os esforços de Monsenhor Jouin para fazer chegar urgentemente essa informação às altas instâncias do Vaticano antes do referido conclave foram intencionalmente frustrados, ele (Mons. Jouin) encontrou acolhida favorável por parte do Imperador Franz Josef (1830–1916) e seus ministros da Corte Imperial, o que explica o veto austríaco contra o Cardeal Rampolla no conclave de 1903”.
Sabemos igualmente que Montini era muito amigo do sobrinho do Cardeal Rampolla, com o qual visitou a Inglaterra e a Escócia em 1934 em uma viagem inusual, como relata Peter Hebblethwaite em Paul VI, e que sua ascensão na Accademia dei Nobili Ecclesiastici para tornar-se diplomata foi enormemente facilitada por um dos mais fiéis aliados de Rampolla, o Cardeal Pietro Gasparri.

Além disso, como já mencionamos anteriormente, Montini contava com forte apoio de altas instâncias mundialistas, e entre seus mais ferrenhos partidários encontravam-se personagens pertencentes a um misterioso grupo iniciático relacionado com figuras sinistras como Helena P. Blavatsky, Henry S. Olcott e Evan Tredegar, amigo e colaborador do satanista Aleister Crowley.

Há também um par de notas inquietantes que evidenciam que este ambíguo e maquiavélico indivíduo conhecido como Montini-P6 poderia muito bem ter sido iniciado em alguma das seitas luciferinas e perversas anteriormente mencionadas. Eis o que Piers Compton relata em The Broken Cross: The Hidden Hand in the Vatican (“A Cruz Partida: A Mão Oculta no Vaticano”) (Veritas, 1984):
“Há uma nota mais sinistra com a qual encerrar este resumo da intransigência do ‘Papa’ Paulo. O nome de um autoproclamado adorador do diabo, [Jean] Cardonnel [1921–2009], é praticamente desconhecido aqui; mas em outros países seus escritos suscitaram uma variedade de sentimentos que iam da admiração reverente ao horror naqueles que os liam. Como membro da Ordem Dominicana, recebeu permissão para falar em Notre-Dame de Paris em meados da Quaresma de 1968. Os ouvintes ficaram impressionados com suas expressões furiosamente anticristãs, razão pela qual foi chamado de le théologien de la mort de Dieu (o teólogo da morte de Deus). Ele se orgulhava desse título, deixou sua Ordem e finalmente a Igreja, tornando-se um obstinado adorador do diabo. Em um de seus típicos arroubos, comparou o Deus cristão a Stalin, a uma besta e, por fim, a Satanás. O ‘Papa’ Paulo admirava sua obra; e, embora ignorasse os pedidos de católicos que desejavam salvaguardar sua religião, fez questão especial de escrever a Cardonnel, felicitando-o e enviando-lhe votos de sucesso.”

Em outras palavras, Montini-P6 admirava a obra de um adorador do diabo como Cardonnel, um sujeito que ingressou nos Dominicanos e a quem, durante a Quaresma de 1968, foi concedida permissão para “pregar” na Catedral de Notre-Dame de Paris, escandalizando os ouvintes com suas expressões cheias de ódio e desprezo pelo cristianismo, a ponto de ser conhecido como “o teólogo da morte de Deus”, o que lhe agradava. Este Cardonnel abandonou a Ordem Dominicana e a Igreja Católica para tornar-se um satanista obstinado e blasfemar contra Deus. E Montini o admirava e procurava escrever-lhe para felicitá-lo e enviar-lhe bons votos! Meu Deus, tudo isso é diabólico!

Mas isso não é tudo, pois Montini-P6 surpreendeu ainda mais a todos quando convidou Maurice Zundel (1897–1975), um herege escandaloso e descarado, que negava a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Hóstia, a “pregar” durante exercícios espirituais em 1972 no Vaticano diante de vários bispos e cardeais. Eis o que Orlando Fedeli nos relata a esse respeito:
“Imagine-se que uma pessoa ouvisse alguém dizer que crê que Cristo está tão presente na sopa quanto na hóstia consagrada na Missa. Qualquer católico consideraria que tal pessoa ou não crê na presença real de Jesus na hóstia consagrada, ou que é um gnóstico pancrístico, à maneira de Teilhard de Chardin. De qualquer modo, quem dissesse tal frase escandalosa seria considerado herege. Por que razão se deveria tirar outra conclusão se fosse um sacerdote a dizer tal frase escandalosa e maliciosa? Por que se deixaria de lado a lógica, se quem afirmou tal frase, que cheira fortemente a heresia, foi um sacerdote amigo do ‘Papa’ Paulo VI? Pois Maurice Zundel foi amigo de Monsenhor Giovanni Battista Montini (o futuro ‘Paulo VI’) desde 1923. Foi ele quem escreveu a seguinte frase incrível na pena de um sacerdote: ‘Coloco tanta devoção ao tomar a sopa quanto ao celebrar a Missa, porque estamos sempre à mesa do Senhor, e é de sua mão que recebemos o alimento, símbolo de seu amor’ (Maurice Zundel, Il Volto di Dio nel Quotidiano, Ed. Messaggero, Pádua, 1989, p. 112). Em outros tempos, um sacerdote que ousasse escrever tal coisa seria imediatamente excomungado. No século XX, foi convidado a pregar um retiro ao próprio ‘Papa’ — ‘Paulo VI’, que era seu amigo e admirador — e aos Cardeais da Cúria Romana, no Vaticano, em 1972!”
Isso é aterrador! Zundel havia exclamado que “Jesus se encontra presente na sopa tanto quanto na sagrada forma”. Pois bem, Montini-P6 havia sido amigo desse blasfemo herege desde a juventude. E Montini admirava a obra de tal indivíduo, do qual afirmou que “Zundel é um gênio e um grande místico contemporâneo”! Em nome do Santo Nome de Deus, pode-se conceber maior insolência e descaramento do que o que Paulo VI demonstrou?

Quem era realmente esse desgraçado, esse miserável chamado Montini e aclamado como “Paulo VI” por milhões de pessoas ingênuas e ignorantes de seus propósitos criminosos de aniquilar a santa fé católica e destruir a Igreja de Cristo? Só Deus, Nosso Senhor, o sabe. Esse monstro infernal, esse falso profeta do Anticristo foi o principal responsável pela maior tragédia sofrida pelo gênero humano desde que Adão e Eva cometeram o primeiro pecado: refiro-me ao demoníaco e perverso Concílio Vaticano II. Repito: o Vaticano II constitui a maior desgraça ocorrida na história da humanidade desde o pecado original, como tentarei demonstrar em outro capítulo deste dossiê.
Concluamos este ponto com uma última observação acerca das mais que prováveis e aterradoras conexões de Montini-P6 com o satanismo. Segundo Piers Compton, em sua já citada obra, Paulo VI começou a adotar o uso de estranhos símbolos:
“Ele também fez uso de um símbolo sinistro, utilizado por satanistas no século VI, que havia sido retomado na época do Vaticano II. Tratava-se de uma cruz inclinada ou quebrada, sobre a qual se exibia uma figura repulsiva e distorcida de Cristo, que os magos negros e feiticeiros da Idade Média haviam utilizado para representar o termo bíblico ‘Marca da Besta’.
“No entanto, não apenas ‘Paulo VI’, mas também seus sucessores, os dois ‘João-Paulo’, carregaram esse objeto e o apresentaram à veneração de multidões que não tinham a menor idéia de que ele representava o Anticristo.

“Além disso, essa exibição de uma figura ressequida sobre um bastão torcido era proibida pelo Cânon 1279, que condenava o uso de qualquer imagem sagrada que não estivesse em conformidade com o uso aprovado pela Igreja. Que ela era utilizada para fins ocultistas pode ser visto em xilogravuras expostas no Museu de Bruxaria de Bayonne, na França.
“Outro aspecto inquietante da visita do ‘Papa’ Paulo aos Estados Unidos foi sua aparição, no Yankee Stadium, em Nova York, usando o Ephod, a antiga vestimenta com peitoral de doze pedras representando os doze filhos de Jacó, tal como usada por Caifás, o Sumo Sacerdote do Sinédrio que pediu a crucificação de Cristo.
“Como se não bastasse essa inovação completamente desnecessária, ‘Sua Santidade’ continuou a usar esse símbolo não cristão em outras ocasiões, incluindo a procissão da Via-Sacra em Roma, em 27 de março de 1964; em uma cerimônia na Praça de Espanha, em Roma, em 8 de dezembro de 1964; na visita do Doutor Ramsay, Arcebispo de Canterbury, ao Vaticano em 1966; em uma recepção de párocos na Capela Sistina; e em Castel Gandolfo, no verão de 1970.”




Por fim, mencionaremos ainda um episódio na horripilante trajetória desse sinistro herege sodomita e assassino de almas. Refiro-me à sua visita aos Estados Unidos e, em particular, às Nações Unidas, essa imunda e gigantesca torre de Babel que rege os destinos de uma humanidade extraviada e pervertida.





Em outubro de 1965, Paulo VI teve a audácia blasfema de entrar na capela maçônica existente na sede da ONU. Piers Compton narra os fatos:
“‘Eis que o teu Rei vem a ti, humilde, montado sobre um jumento’. Assim escreveu São Mateus (21,5) sobre a entrada de Cristo em Jerusalém.
“Mas não foi assim que o ‘representante de Cristo’ percorreu a Broadway. ‘Papa’ Paulo viajou em um conversível Lincoln para sete passageiros, através de uma floresta de bandeiras e enfeites, com escolta policial em motocicletas, e milhares de outros policiais alinhados ao longo do trajeto, contendo multidões que não sabiam se deviam ficar de pé, ajoelhar-se ou inclinar a cabeça à espera de uma bênção, e se deveriam acenar ou erguer o braço em saudação; com dois helicópteros de vigilância zumbindo e circulando acima, sirenes soando e, em quase todos os edifícios, iluminação fluorescente que competia inutilmente com a luz do dia, enquanto o edifício da Praça das Nações Unidas exibia ‘Bem-vindo, Papa Paulo VI’.
“Isso ocorreu após uma pergunta que o Cardeal Egidio Vagnozzi (1906–1980), delegado apostólico em Nova York, fez ao ‘Papa’ Paulo: ‘Qual seria a próxima parada de sua visita?’.
“‘A Sala de Meditação no edifício das Nações Unidas’, respondeu-lhe Paulo VI.
“O Cardeal ficou surpreso, chocado. Tinha bons motivos para afirmar que o ‘Santo Padre’ não podia ir até lá. Mas ele foi.

“A sala, juntamente com outras duas semelhantes — uma na Wainwright House, na Stuyvesant Avenue, em Rye, Nova York, e outra no Capitólio dos Estados Unidos — representava a fase inicial de um projeto cuja realização seria marcada (em forma concreta) pela construção do chamado Templo da Compreensão, em cinquenta acres de terreno às margens do Potomac, em Washington, D.C.
“Tratava-se de parte de um plano para formar um organismo religioso mundial inter-religioso, idealizado por uma certa senhora Judith Dickerman Hollister, que revelou uma inclinação antitradicional e pró-misteriosa ao converter-se ao xintoísmo. Como tal, acreditava no mito japonês segundo o qual dois pais divinos universais desceram sobre uma ilha formada por gotas de sal. Ali, a deusa-mãe deu à luz outras ilhas, com montanhas e rios, e finalmente a toda uma galáxia de deuses. Após esse feito extraordinário, a senhora retirou-se de sua morada cercada pelo mar e nunca mais foi vista.
“Assim, munida de um ar de mistério, de uma sugestão de iluminação interior e de uma postura excêntrica, a Sra. Hollister encontrou uma entusiasta apoiadora na esposa do Presidente, Eleanor Roosevelt (1884–1962), a quem alguns de seus íntimos consideravam como estando um tanto abaixo da normalidade mental.
“A partir daí, foi apenas um passo para obter o apoio do Governo dos Estados Unidos, enquanto John D. Rockefeller (1839–1937) e vários de seus associados na frente comunista que ele fundou contribuíram para aquilo que foi chamado de Nações Unidas Espirituais. Outro milionário pró-comunista, Marshall Field III (1893–1956), já mencionado como patrono do anarquista Saul David Alinsky (1909–1972), ajudou a custear a decoração da sala. A Fundação Ford também ofereceu incentivo financeiro.
“Um boletim cuidadosamente editado, que supostamente tratava do significado e do propósito da sala, foi produzido pela Lucis Press, que publica materiais para as Nações Unidas.
“Os mais desconfiados podem encontrar motivo para reflexão no fato de que essa editora, quando foi fundada no início deste século, era conhecida como Lucifer Press. Atualmente, funciona em 3 Whitehall Court, Londres, S.W.1.
“Esse nome poderia muito bem ter sido mantido ao tratar da criação da Sra. Hollister, pois a sala (e isso explica o choque sentido pelo Cardeal Vagnozzi) era um centro dos Illuminati, dedicado ao culto do Olho que tudo vê, o qual, sob um sistema de alegorias e segredos velados, conforme interpretado pelos Mestres da Sabedoria, era consagrado ao serviço de cultos pagãos e à eliminação do cristianismo em favor de crenças humanistas”.
“Duas portas, cada uma com painéis de vidro colorido, conduzem à sala. Um guarda permanece do lado de fora, e outro se posiciona logo no interior da porta. O visitante encontra uma penumbra e um silêncio no qual seus passos são absorvidos por um espesso tapete azul no chão. Um corredor interno em arco, ainda envolto por uma sensação de quietude noturna, abre-se para um espaço com cerca de nove metros de comprimento, em forma de cunha, sem janelas, e com uma única luz amarela, aparentemente proveniente de lugar nenhum, tremeluzindo sobre a superfície de um altar que se encontra no centro — um bloco de minério de ferro cristalino, à altura da cintura, que se sabe pesar entre seis e sete toneladas.

“Tapetes azuis estão espalhados pelo chão, que em outros pontos é revestido por placas de ardósia azul-acinzentada. No fundo da sala, onde a penumbra se dissolve em sombra total, há uma grade baixa além da qual apenas os privilegiados podem passar.
“O afresco-mural, com mais de dois metros e meio de altura e uns sessenta centímetros e menos de largura, é iluminado por uma luz dirigida do alto. Emoldurado em um painel de aço, ele parece um agrupamento aparentemente sem sentido de formas geométricas azuis, cinzentas, brancas, marrons e amarelas. Mas, para aqueles versados no entendimento esotérico, os crescentes e triângulos apresentam uma forma definida que se manifesta, no centro e no círculo externo do mural, como o Olho dos Illuminati.
“No entanto, a atenção principal não se concentra no mural, mas no altar, que é dedicado ao ‘sem rosto’, e do qual parece emanar a atmosfera de mistério opressivo que permeia a sala. E, à medida que os sentidos se ajustam, percebe-se que outras luzes difusas, ocultas em um teto suspenso que corresponde ao tamanho da sala, contribuem para a impressão sombria produzida pelo feixe de luz do altar.

“O ‘Papa’ Paulo, ao final de sua missão, recebeu uma maquete do então projetado Templo da Compreensão. Os Mestres estenderam recepção similar ao Cardeal Léon-Jozef Suenens (1904–1996), que posteriormente visitou a Sala de Meditação; e, em troca, representantes do Templo foram recebidos no Vaticano.
“O propósito subjacente do Templo era claramente revelado por seu projeto: com o Olho que tudo vê, facetado como um diamante na cúpula central do edifício, refletindo os raios do sol através de alas que representavam seis religiões mundiais — budismo, hinduísmo, islamismo, judaísmo, confucionismo e cristianismo.”
Se Nosso Senhor Jesus Cristo, o Rei dos Reis, o Senhor do Céu e da Terra, entrou em Jerusalém humildemente montado sobre um manso jumentinho, Montini-P6 entrou em Nova York confortavelmente instalado em um imponente conversível Lincoln com capacidade para sete pessoas, escoltado zelosamente por policiais motorizados e a cavalo, com helicópteros sobrevoando a cena. O Cardeal Vagnozzi, delegado apostólico em Nova York, deve ter ficado atônito e horrorizado quando, ao perguntar a Paulo VI qual seria o próximo destino de sua visita, este respondeu com premeditação e calculado entusiasmo: “Vamos à Sala de Meditação no edifício das Nações Unidas”.
E a essa sala foi Montini-P6! Ao centro do inferno na terra, à sinagoga de Satanás, de onde os Illuminati e os poderes obscuros deste mundo exercem seu domínio tirânico sobre os desventurados habitantes da terra — ali esteve “rezando” Montini!
Simplesmente, é difícil encontrar palavras para expressar a indignação que se sente ao ver como esse maldito intruso, esse impostor que jamais deveria ter chegado onde chegou, foi capaz de semear tanta discórdia e destruição em tão curto espaço de tempo no seio de nossa Santa Madre Igreja. Nenhum heresiarca, nenhum falso profeta, nenhum inimigo de Deus causou tanto dano ao Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo quanto Giovanni Battista Montini, também conhecido como “Paulo VI”. A ele se pode aplicar com toda justiça o abominável e pérfido título de assassino de almas.
A seguir, tentarei esclarecer as obscuras conexões que Montini estabeleceu em sua fase como Arcebispo de Milão com os poderes ocultos deste mundo, como a maçonaria e a máfia, seus dois grandes aliados para financiar o monstruoso engendro que estava prestes a nascer durante “seu” concílio, o nefasto Vaticano II, e que hoje eclipsa a nossa Santa Madre Igreja. A “nova igreja montiniana” ou “seita conciliar” só poderia carregar o selo distintivo de seu pai e criador, Giovanni Battista Montini, e, portanto, já não nos surpreende absolutamente que essa maldita seita exale corrupção e esteja repleta de iniquidade.


ADENDO: MONUMENTOS MAÇÔNICOS E SATÂNICOS DEDICADOS A PAULO VI
Esta seção não estava originalmente prevista para ser incluída neste dossiê, mas, dada a tremenda gravidade das imagens que apresentarei a seguir, considero necessário acrescentá-la logo após a nota que faz referência à conexão satânica de Montini-P6.
1) A Porta do Bem e do Mal
A “Porta de Bronze” da Basílica de São Pedro, no painel nº 12, conhecida como a “Porta do Bem e do Mal”, dedica uma parte ao “Concílio Ecumênico Vaticano II (1962–1965)”. Podem-se ver claramente quatro “padres conciliares” entre Roncalli-J23 e Montini-P6. Todos esses infames traidores foram esculpidos de frente, exceto Paulo VI, que está representado de perfil e ajoelhado. E isso, por quê? O Padre Villa explica muito bem, e esta foto o esclarece ainda mais:

“Essa é a ‘porta de bronze’ do escultor Luciano Minguzzi, chamada: ‘Porta do Bem e do Mal’. Foi instalada em 1977 e realizada para o aniversário de Paulo VI (nascido em 26 de setembro de 1897). Quando foi inaugurada, no ‘Batente do Bem’, no painel nº 12, figurava o ‘Concílio Ecumênico Vaticano II’. Quatro Padres conciliares entre João XXIII e Paulo VI.
“Enquanto João XXIII e os outros quatro Padres conciliares foram esculpidos com o rosto voltado para frente, Paulo VI (o último à direita) foi, em vez disso, esculpido de perfil, de modo a apresentar, bem visível, a mão esquerda com uma clara insígnia maçônica: a estrela de cinco pontas, ou pentalfa maçônico.
“Pouco tempo depois da inauguração dessa porta de bronze, eu, passando para ver a nova porta da Basílica de São Pedro e observando-a bem, notei a insígnia maçônica no dorso da mão esquerda de Paulo VI. Imediatamente dirigi-me a um cardeal para denunciar o que havia visto. O cardeal assegurou-me que tomaria providências imediatas.
“De fato, quando eu, pouco tempo depois, retornei a Roma e fui rever a porta de bronze, notei que a insígnia maçônica no dorso da mão esquerda de Paulo VI havia sido raspada: via-se o vermelho vivo do cobre. Vendo-se descobertos, portanto, providenciaram: primeiro, a raspagem do símbolo maçônico; depois, sucessivamente — como vi em um novo retorno meu a Roma — a substituição de todo o painel nº 12 por outro, no qual não apareciam mais seis figuras, mas cinco, como se pode ver ainda hoje.” — Dom Luigi Villa, Paolo VI beato?, Editrice Civiltà, 2010, p. 155.

2) Esculturas de Floriano Bodini
Eis aqui uma série de esculturas escabrosas e de muito mau gosto, com forte inspiração maçônica e satânica, dedicadas ao intruso Montini, realizadas em sua maioria pelo artista italiano Floriano Bodini (1933–2005), que foi escolhido pessoalmente por Paulo VI para ser algo como seu “escultor oficial”. Foi graças ao Padre Dom Luigi Villa, diretor de Chiesa Viva, que pude descobrir essas imagens e que agora gostaria de compartilhar com vocês.
Observem atentamente estas sinistras esculturas que Floriano Bodini realizou expressamente para Montini-P6, e tirem suas próprias conclusões a respeito.

Meu Deus! Que imagem horrível! Observem bem as estranhas mãos de Montini, com dedos incrivelmente longos que parecem ameaçar uma pomba que tenta afastar-se dele voando. Seria talvez o Espírito Santo que se retirava desse falso profeta do Anticristo, já que Deus sabia que Paulo VI iria estrangular e destruir os canais ordinários da graça, os sacramentos? É realmente estarrecedor.




Que escultura assustadora! Montini aparece aqui junto a crianças mutiladas, sem membros. Verdadeiramente sombria e sinistra.


Que imagem vergonhosa e repugnante! Onde está a Cruz de Nosso Senhor? E esse Cristo desfigurado é totalmente irreconhecível. Observem quem está assistindo à Crucificação de Nosso Senhor: bem diante d’Ele estão Roncalli-J23 e Montini-P6, que lança um olhar desafiador a Nosso Senhor, o qual, por sua vez, parece repreendê-lo duramente desde a “cruz”. Essa imagem dá muito o que pensar. Poderia muito bem representar esses traidores — João XXIII e especialmente Paulo VI — que traíram e crucificaram Nosso Senhor. É verdadeiramente aterradora a expressão e o grito de dor e reprovação que Nosso Senhor dirige a Montini.



“À obra de Dom Luigi, voltada a evidenciar a autêntica devoção de Montini à maçonaria, somou-se também a de um engenheiro de Brescia, Franco Adessa (Editrice Civiltà, Brescia, Via Galileo Galilei, 121), que publicou um livro, A Paolo VI, un monumento massonico (“A Paulo VI, um monumento maçônico”), em elegante apresentação editorial e acompanhado de numerosas fotografias e de desenhos técnicos especialmente elaborados para melhor ilustrar a publicação. O autor trata de um monumento em bronze, colocado no Sacro Monte de Varese, dedicado a Paulo VI pelo escultor Floriano Bodini, que, à época, suscitou não poucas polêmicas. Adessa, com análise detalhada e minuciosa do conjunto da obra e de seus pormenores, demonstra, extraindo as devidas conclusões, que o monumento, embora aparentemente dedicado ao Papa Paulo VI, serve para exaltar a maçonaria e, com ela, o maçom Paulo VI. Toda a estrutura da obra, inclusive o pedestal, é permeada por imagens e simbolismo maçônicos, incluindo uma ovelha de cinco patas, enquanto as imagens e os simbolismos católicos são quase ignorados e passam despercebidos. E assim acaba-se por notar e honrar, no monumento, não um Papa que exalta os princípios, as regras, o ritual, as inspirações da liturgia católica — da qual deveria ser o príncipe e defensor — mas sim os da maçonaria, isto é, de uma seita bem distante daquilo que um Papa tem o dever de exaltar. Não se esqueça, além disso, que a inauguração do monumento ocorreu em 24 de maio de 1986, na presença do então ministro das relações exteriores Giulio Andreotti (1919–2013) e do secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Agostino Casaroli (1914–1998), que abençoou a obra. Inspirador desta foi Monsenhor Pasquale Macchi (1923–2006), secretário de Paulo VI e arcipreste do Sacro Monte. Como é sabido, Andreotti, Macchi e Casaroli pertenciam à maçonaria, como Adessa demonstra em seu livro com documentação irrefutável.” — Salvatore Macca, Don Luigi Villa, il Vittorioso “Avvocato del diavolo”.


Franco Adessa afirma que: “A medida do raio da base da estátua é de 1998 mm, o que equivale a três vezes o número 666, que é três vezes o símbolo do Anticristo e logo da anti-Trindade”.
3) A tumba maçônica da mãe de Montini


“Nem mesmo a família materna do Papa, a família Alghisi de Verolavecchia, estava imune ao culto sacrílego da Maçonaria. No cemitério daquela cidade, onde vários membros da referida família estão sepultados, pode-se observar simbolismo maçônico nos monumentos funerários.” — Salvatore Macca, Don Luigi Villa, il Vittorioso “Avvocato del diavolo”.
4) “Um retrato não convencional” de Montini

Em abril de 1977, a Smithsonian Magazine publicou uma matéria a respeito do quadro abaixo, intitulada “Um retrato não convencional de Paulo VI é aceito pelo Vaticano”.
“Aqueles grandes patronos das artes, os papas do Renascimento, costumavam encomendar ao artista a seu serviço — Rafael, Ticiano, Velázquez — que pintasse seus retratos. O resultado foi algumas das maiores pinturas já produzidas. Desde então, essa prática entrou em declínio (assim como a própria arte do retrato). Por isso, foi com certa surpresa que o mundo soube, no outono passado, que havia sido pintado um retrato do Papa Paulo VI, embora ele não o tivesse encomendado nem, aliás, posado para ele. Além disso, tratava-se de um estilo semiabstrato, diferente de qualquer retrato papal anterior.
“O artista era um alemão de 42 anos chamado Ernst Günter Hansing [1929–2011]. O Papa Paulo não reagiu inicialmente com entusiasmo ao fato de ter seu retrato pintado, mas depois acabou consentindo. Hansing recebeu um pequeno estúdio no edifício que abriga o posto de gasolina do Vaticano e, durante os dois anos e meio seguintes, ao longo de 13 visitas distintas a Roma, observou seu modelo a partir da primeira fila nas audiências papais.
“O retrato final foi aceito pelo Papa. Sua Santidade descreveu a pintura como ‘um espelho da situação da Igreja hoje’. Anteriormente, ao ver um esboço preliminar, fez o que provavelmente foi sua aproximação mais próxima de uma crítica de arte. Foi uma observação elegantemente oblíqua: ‘Seria quase necessária uma nova filosofia para apreender o significado disso em seu contexto’.” — Smithsonian Magazine, abril de 1977, p. 60–61.
Da edição de 8 de novembro de 1971 da revista Time:
“Atrás de uma porta trancada na Cidade do Vaticano, aguarda um presente para o Papa Paulo VI que pode concebivelmente agradar ao seu destinatário, mas que já chocou muitos que viram fotografias da obra. O presente é um grande retrato de Sua Santidade (cerca de 21,6 metros por 3,6 metros), pintado em um estilo semiabstrato, no qual o rosto emaciado e sofrido do Papa e suas mãos postas são o foco de feixes estilhaçados de luz. O pintor alemão Ernst Guenter Hansing, de 42 anos, esboçou seu modelo durante doze estadias prolongadas no Vaticano ao longo de um período de 21 anos. Embora nunca tenha tido uma sessão privada, ele recebeu um assento na primeira fila em cerimônias papais para trabalhar. ‘Eu queria mais do que apenas a imagem de uma pessoa’, diz Hansing, que é luterano. ‘Eu queria mostrar a situação carregada de tensão da Igreja, presa em uma multiplicidade de questões, conforme refletido no semblante do Papa’.”
Do blog Ecclesiastical Freemasonry:
“Em primeiro lugar, não existe apenas uma, mas nove versões desta cena. Cada uma conta, acredito eu, uma parte de uma história que começa no Concílio Vaticano II e culmina nas acusações públicas de que Paulo VI era homossexual. Abaixo estão três versões, criadas em 1970, 1970/71 e 1975, respectivamente. A terceira faz parte de uma série de serigrafias baseadas na segunda versão pintada do retrato.

“O artista, Ernst Guenter Hansing, foi inicialmente associado ao Cardeal Josef Frings (1887–1978), para quem pintou dois retratos. Hansing treinou com o artista abstrato Fernand Léger (1881–1955) e conviveu com muitos artistas da vanguarda européia. Isso, logicamente, teria atraído Montini, conhecido por seu amor à elite cultural. Frings convidou Hansing, um luterano, para observar a sessão final do Vaticano II em 1965, a fim de ‘internalizar a atmosfera’.
“Hansing afirma ter ficado impressionado com a mansidão do Papa, descrevendo Paulo VI como a ‘humildade personificada’ e como uma pessoa ‘suplicante’ ou ‘pedinte’. Hansing expressou imediatamente o desejo de pintar o Papa — assim diz a história — querendo encapsular a cena apresentada pelas massivas colunas de Bernini apequenando o humilde Papa, aquele que sozinho carregava o fardo de determinar o futuro da Igreja. Hansing também queria capturar os raios de luz que emanavam da grande cúpula acima do baldaquino. Assim diz a história.
“Aparentemente, Paulo VI não encomendou um retrato, mas foi abordado por Hansing, a quem foi concedida uma sala para trabalhar dentro do Vaticano a partir de 1969. O artista foi então autorizado a assistir a 13 audiências papais nos dois anos e meio seguintes para fazer seus esboços. O secretário do Papa, o então Padre Pasquale Macchi, atuou como intermediário entre o artista e o pontífice.
“Curiosamente, a imagem do Papa no centro da pintura não foi baseada nos esboços que Hansing fez durante aquelas muitas audiências papais. Em vez disso, baseia-se em uma fotografia tirada durante a viagem do Papa a Jerusalém em 1967. Um desenho feito a partir dessa fotografia foi então transposto para a obra ‘Papado’. As muitas sessões que viram Hansing escrutinar os discursos de Paulo foram justificadas pela necessidade do artista de ‘internalizar’ o caráter de Paulo.
“Ao ver um esboço de trabalho de si mesmo, diz-se que Paulo VI proferiu o comentário enigmático: ‘Quase se precisa de uma nova filosofia para compreender o significado disso em seu contexto’.
“A primeira versão da pintura é feita de duas peças separadas de tela: uma em cima e outra embaixo. A tela inferior é horizontal e a superior é vertical – o que, se você parar para pensar, assemelha-se a uma cruz invertida.
“Dois blocos brancos verticais — vermelhos na segunda pintura — em cada lado da peça seriam, na verdade, a representação de uma cruz invertida — a Cruz de Pedro — segundo o artista, ostensivamente evocando o martírio do primeiro Pontífice.
“De acordo com Hansing, sua cor azul característica representava a ‘profundidade mística’ e era mais proeminente na segunda pintura. Ele se referiu ao uso do vermelho como denotando a ‘circulação sanguínea’ e, de fato, muito do vermelho nas obras de Hansing assemelha-se a sangue escorrendo ou em poças.
“No topo do espaço interno da cúpula real, projetada por Michelangelo, podemos encontrar a imagem de Deus Pai. Na versão de Hansing, Deus foi substituído por um mero redemoinho, que também poderia ser interpretado como um Olho que Tudo Vê, do qual emana um feixe de luz.
“Um raio de luz que procede debaixo deste Olho que Tudo Vê parece perfurar o Espírito Santo (na forma de uma pomba) e continua verticalmente para baixo, atravessando a pessoa do Papa. O sangue parece escorrer por este eixo central, passando por Paulo e fundindo-se com suas próprias mãos grotescas que seguram um implemento ameaçador semelhante a uma adaga.
“Uma segunda pintura foi iniciada após o Padre Pasquale Macchi (1923–2006) e o amigo poeta de Hansing, Stefan Andres (1906–1970), sugerirem que a primeira obra era pequena demais. A segunda obra contém algumas mudanças: mais ‘Azul Hansing’ é incorporado e os pilares são enfatizados. O rosto do Papa é ‘mais humilde’ e a frase Pro hominibus constitutus — que significa ‘estabelecido para o serviço do povo’ — está escrita no canto inferior direito. Surpreendentemente, este lema também é encontrado no brasão do Cardeal Frings.
“A obra finalizada era gigantesca, medindo 21,6 m x 3,6 m, e foi apresentada ao Papa em 1972.
“Em seu discurso na época em que a segunda pintura foi apresentada, o Bispo Wilhelm Cleven referiu-se ao Evangelho de João, afirmando: Virá o tempo em que outro te cingirá e te levará para onde não queres ir (Jo 21,18).
“Quando viu o segundo retrato terminado, o Papa comentou que era ‘muito útil’ fazer um ‘ato de reflexão’ ao estudar a pintura. O artista então passou a fazer sete serigrafias do retrato, aparentemente a pedido de Paulo, para que pudessem ser fontes de ‘atos de reflexão’.
“A explicação definitiva dos símbolos maçônicos encontrados na obra foi escrita pelo pesquisador e autor Craig Heimbichner, que detectou, entre outros símbolos, os três pilares da Maçonaria, cruzes invertidas, pentagramas e pelo menos um esquadro e compasso. Heimbichner também explica que o rito de iniciação do maçom de 30º grau, o Grau Kadosh, envolve enterrar uma adaga na tiara papal. Ele acredita que o papa é representado segurando essa adaga.
“É certamente verdade que Paulo VI entregou a Tiara Papal no início de seu pontificado. Poderiam suas reformas devastadoras e o esvaziamento da autoridade papal sob seu comando também ser considerados como o ‘assassinato’ do papado?”
Eis aqui todos os símbolos maçônicos detectados por Craig Heimbichner neste inquietante e sinistro retrato de Paulo VI:
- Três pilares.
- Duas colunas.
- Lua crescente.
- Vários pentagramas.
- A Esfinge na parte superior do pilar.
- As colunas e os ângulos se combinam para formar um esquadro e um compasso.
- O ponto dentro do círculo na parte superior é um antigo símbolo dos Illuminati.
- Acima de Paulo VI, a cabeça de um resumo do “olho no triângulo”, isto é, o Olho de Hórus ou de Set.
- Uma adaga é cravada na diadema papal no 30º Grau Cavaleiro Kadosh; aqui o Papa segura uma adaga com um olhar malévolo.
- As cruzes invertidas são satânicas, mas também o são na Maçonaria.
Até aqui este “adendo” referente às mais extravagantes e aterradoras manifestações artísticas dedicadas ao grande impostor do século XX, Giovanni Battista Montini, talvez o personagem mais sinistro e maquiavélico que já tenha pisado a face da terra.

“Mas quando o Filho do Homem voltar, encontrará fé na terra?” (Lc 18,8)
PARCE NOBIS, DOMINE

[Nota d’O Recolhedor: Sabemos que o ato de colocar o cadáver no chão é uma prescrição do rito funerário judaico.]
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“A Igreja neojudaica não é, repito, a Santa Igreja Romana ex gentibus. A partir de João XXIII, os que usurpam a Sé Apostólica não são Vigários de Cristo, mas do judaísmo e dos demais inimigos da Igreja.” — Federico Rivanera Carles, La judaización del Cristianismo, Vol. II, p. 668.
[1] Não encontramos nenhuma referência a uma obra sobre Martinho Lutero escrita por esse autor, apenas a um livro intitulado El ideal cultural del liberalismo (Unión Editorial, 1998) (Nota d’O Recolhedor).
[2] Adeodato (decerto um pseudônimo) não apresenta outras informações além do título. Conjecturamos que seja a obra L’Église éclipsée?, escrita por Les Amis du Christ Roi (Éditions Delacroix, 1999) (Nota d’O Recolhedor).
