JUÍZO SOBRE O CASO ISIDRO PUENTE OCHOA
Lúcio Guimarães, 23 de agosto de 2026

Completar-se-ão no próximo mês dois anos desde o início da decadência formal da Sociedade Sacerdotal Trento. Nos dias 24 e 25 de setembro de 2024, Monsenhor Isidro Puente Ochoa, um arqui-modernista e talmudista-mor do México, publicou dois sermões em que aderia à SST ao mesmo tempo que dizia que esta sociedade havia abandonado o sedevacantismo. Desastres e cataclismas religiosos sucedem-se desde então no México, e o silêncio generalizado do movimento sedevacantista, salvo raras exceções daqueles mais radicais, é para nós motivo de vergonha e indignação. Sobre todo esse desastre que acometeu o movimento mexicano, daremos o nosso breve juízo.
Aos desavisados que não ouviram nada sobre o caso, ou àqueles que em um futuro distante desejam saber os detalhes dessa confusão, recomendamos a leitura do dossiê produzido pelo Grupo de Inteligência Guadalupano que abaixo disponibilizamos:

É um dos casos de infiltração judaica menos camuflados da história do tradicionalismo. Não tentaram esconder as fotos das crianças vestidas como judeus ortodoxos, ou as longas aulas sobre o Talmude lecionadas por Puente Ochoa, tampouco trataram de remover as letras hebraicas dos portões de sua igreja em Tijuana. O oposto se deu: os sedevacantistas é que ocultaram a fé para receberem Puente Ochoa.
Muitos denunciaram a infiltração aos bispos amigos da SST, e nenhum deles comentou sobre o caso de forma explícita e clara, não havendo ao menos uma condenação por parte da CMRI ou do bispo Espina. Com exceção de alguns presbíteros, todos se calaram. A profanação foi aceita, aplaudida e consumada, e todos os mexicanos são testemunhas disso. Tendo resumido a história do caso Puente Ochoa, devemos dizer que só existem dois caminhos para os mexicanos: ou a derrota humilhante, ou o retorno radical à origem do movimento.
O clero já escolheu a primeira opção, e não podemos esperar muito dos homens de batina. Dependerá dos leigos, especialmente dos mais jovens, o retorno ao movimento mais radical como nos velhos tempos. Transcorridos dois anos, parece-nos que quem melhor entendeu o recado foi a juventude argentina e espanhola, ao passo que a juventude mexicana, ao menos lentamente, começa a dar alguns sinais aqui e acolá de reedificação do movimento. Esse é o estado de coisas atualmente.
Não pretendemos dar a conhecer cada detalhe do caso Puente Ochoa como normalmente fazemos em nossos textos; vamos por outro caminho desta vez. Uma pergunta imperiosa ressoa: como foi possível que a terra de Maurice Pinay tenha recebido, décadas após a publicação do Complô Contra a Igreja, um rabino como Isidro Puente Ochoa? Respondo que isso se deu, primeiro, pela morte dos fundadores do movimento sedevacantista, pela incompetência dos seus sucessores e, por fim, pelos pecados dos atuais líderes do movimento. Esse fenômeno de decadência é recorrente em toda a história da humanidade, e devemos sempre recordar que a maioria apostatou desde o Concílio Vaticano II. De onde provém essa decadência que parece ser cíclica em todos os lugares e eras? Vem da inércia causada pela preguiça da alma que já não deseja lutar para expandir e conquistar. Tal como um músculo que atrofia e degenera caso não se mova, morre assim também um movimento que não busca movimentar-se em busca de um ideal que transcenda a própria vida de seus integrantes. E foi assim que um talmudista adentrou na SST; igualmente, foi desse mesmo modo que a Igreja de Roma foi tomada por hebraístas ao longo dos séculos.
Ainda haverá tempo para salvar a Sociedade Sacerdotal Trento e a juventude mexicana de infiltrados como Isidro Puente Ochoa? Cremos que aqui não se trata de uma questão de tempo, mas de força de vontade, e de uma vontade férrea. Obviamente a decadência teria sido infinitamente pior caso várias vozes não tivessem se levantado para impedir essa infiltração, e até hoje os confrontos continuam no México por causa desse enorme pecado cometido pela SST. A luta continua.
Vemos nisso a mão da Providência que permitiu que tamanhas desgraças ocorressem diante dos olhos de todos para que fossem manifestadas as iniquidades deles e para que o povo escolhesse de uma vez por todas: ou o Evangelho ou o Talmude. Não se pode servir a dois senhores; se nos ajuntarmos a Puente Ochoa, estaremos contra Cristo, e se estivermos ao lado de Cristo, é pois a Puente Ochoa que se deve ostracizar.
Para além dos dossiês, essa é a realidade sobrenatural do caso Puente Ochoa: uma guerra espiritual em que um dos dois lados deverá necessariamente sucumbir.
Que assim seja.
