O ERRO MENTEVACANTISTA DE DOM RICHARD WILLIAMSON
Padre Anthony Cekada (†2020)
Fonte: https://traditionalmass.org/articles/sspx-scociety-of-st-pius-x/bp-williamsons-mentevacantist-error/
Tradutor do texto: Elvira Mattoso.
Descrição: Padre Cekada critica a tese de Dom Richard Williamson (1940–2025) segundo a qual Bento XVI (1927–2022) não seria um verdadeiro herege por possuir uma mente doente, afetada pela filosofia moderna e sem advertência eclesiástica. Apelidando essa justificativa de “mentevacantismo”, ele argumenta que a ausência de certeza e a crença na evolução do dogma comprovam a falta de fé de Ratzinger e sua culpa pela violação do Juramento Antimodernista. Além disso, sustenta que, mesmo se a alegação de insanidade fosse verdadeira, ela bastaria por si só, pelo direito canônico, para destituí-lo do pontificado. Cekada também acusa o bispo de confundir o pecado de heresia (que opera a perda automática do cargo) com o crime canônico (dependente de admoestação prévia). Por fim, conclui que tais argumentos decorrem de uma postura cega e partidária da FSSPX para justificar a qualquer custo o falso papado da Igreja Conciliar.
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“Ratzinger, um herege? Não, apenas uma mente doente.”
O Revmo. Richard N. Williamson, Reitor do seminário da Fraternidade São Pio X em La Reja, Argentina, é, por consenso geral, uma figura bastante peculiar.
Em uma entrevista de agosto de 2006 com Stephen Heiner, posteriormente publicada na revista da FSSPX, The Angelus, Sua Excelência respondeu a perguntas sobre uma ampla gama de assuntos e não deixou de fazer jus à sua reputação.
Um dos temas que Dom Williamson discutiu longamente foi o sedevacantismo. Ora, em 1980, quando eu ainda era membro da Fraternidade São Pio X e ele ainda era um simples sacerdote, tivemos várias discussões bastante animadas sobre isso.
Padre Williamson explicou-me sua teoria sobre por que João Paulo II não poderia ser um verdadeiro herege e, portanto, não poderia perder automaticamente o ofício papal, como sustentam sedevacantistas como eu. “Metade do cérebro de João Paulo II é liberal, e a outra metade é católica”, disse-me ele, “portanto, ele realmente não sabe que aquilo que diz não é católico!”. Na época, isso me pareceu uma idéia perfeitamente maluca — um modernista não é responsável pela heresia porque é modernista? Batizei-a de “mentevacantismo”, a partir das palavras latinas para “mente vacante”.
Em sua entrevista recente, Dom Williamson continua promovendo o mentevacantismo como resposta ao sedevacantismo. Sua explicação atual da teoria é mais ou menos a seguinte:
Bento XVI possui uma mente moderna “doente”. Por essa razão, Bento não tem consciência de sua própria heresia. Como não há uma autoridade eclesiástica que o faça tomar consciência dela, Bento não pode fazer uma verdadeira escolha entre o dogma e a heresia. Sem essa verdadeira escolha, Bento não é um verdadeiro herege e, portanto, continua sendo um verdadeiro papa.
A seguir, apresentarei a tese mentevacantista de Dom Williamson e depois oferecerei minha própria análise dela.
I. MENTE DOENTE, NENHUMA HERESIA
O argumento que Dom Williamson procura refutar é o dos sedevacantistas como eu. O princípio teológico geral subjacente ao sedevacantismo encontra-se em muitos manuais tradicionais de teologia dogmática e de direito canônico. Ele pode ser expresso da seguinte forma:
A lei divina exclui que um herege público seja validamente eleito papa e obtenha a autoridade papal. Além disso, um papa que se tornasse herege cairia automaticamente do ofício por direito divino, sem necessidade de qualquer sentença declaratória. E, em ambos os casos, é o pecado da heresia que torna um herege incapaz de tornar-se ou permanecer papa.
Dom Williamson compreende esse princípio e, de fato, o formulou com bastante clareza na entrevista com o Sr. Heiner:
“Para ser um herege a ponto de se colocar fora da Igreja Católica, de modo a não poder mais, de forma alguma, ser a sua cabeça, isto é, o Papa, é necessário saber que se está negando aquilo que se sabe ser um dogma definido da Fé Católica, porque tal negação equivale a uma apostasia deliberada. Tornar-se ou continuar sendo católico é uma escolha. Se sei o que um católico deve crer para ser católico e, se me recuso a crê-lo, então estou escolhendo ser um herege em vez de um católico, e coloco a mim mesmo fora da Igreja.”
Dom Williamson, contudo, procura derrubar o argumento sedevacantista demonstrando que esse princípio não pode ser aplicado a Bento XVI, porque:
“As mentes modernas estão muito doentes enquanto mentes, e Bento XVI possui uma mente moderna… A doença consiste em crer que não existe uma verdade fixa e objetiva que exclua absolutamente o erro… A ‘verdade’ é aquilo que minha mente concebe. Mas a mente foi feita para a verdade objetiva assim como os pulmões foram feitos para o oxigênio; portanto, assim como pulmões sem oxigênio externo adoecem até a morte, também uma mente sem verdade externa adoece até a morte.
“Bento XVI acredita que a ‘verdade’ católica pode evoluir. Por exemplo, afirmações gravíssimas da verdade católica que não podem mudar, como o Syllabus ou a Pascendi… Ele não consegue ver que essa doutrina antimodernista católica de seus predecessores é de tal natureza que não pode mudar, e que nem mesmo como Papa ele pode mudá-la. Sua pobre mente, por mais dotada que seja, está doente por causa daquela filosofia moderna, especialmente alemã… Como poderia ele não pensar que estava sendo ‘normal’?”
A filosofia moderna, em outras palavras, esvazia a mente de sua capacidade de reconhecer a verdade — e absolve o indivíduo da responsabilidade.
A partir dessas afirmações, Dom Williamson pretende que os leitores concluam que uma “doença da mente moderna” generalizada elimina completamente a culpabilidade pela heresia e anula seus efeitos no caso de um papa herético. Bem-vindos ao mentevacantismo!
Dom Williamson está ciente, contudo, de que os leitores mais perspicazes descartariam essa desculpa como mera versão refinada de um dos dogmas do liberalismo moderno — o de que o mal é realmente fruto de uma sociedade doente e que, portanto, os indivíduos não são pessoalmente responsáveis por seus atos.
Para cortar o mal pela raiz — com o perdão da metáfora —, Dom Williamson evoca então “os velhos tempos”. A diferença entre aquela época e a de hoje, diz ele, é que um modernista como Ratzinger seria convocado perante o Santo Ofício e intimado a retratar-se, sob pena de punição:
“E o neomodernista teria tido de escolher, depois de ter sido conscientizado de sua heresia pela autoridade da Igreja… Mas esse último recurso está indisponível aos homens da Igreja de hoje, porque eles são a autoridade!”
Sem advertências, sem heresia!
Agora, façamos uma pausa para explicar o que vem a seguir: o truque do “Não Foi Isso Que Eu Quis Dizer” de Williamson. Ele já enganou interlocutores com essa tática inúmeras vezes no passado. Funciona assim: Dom Williamson discorre longamente sobre algum tema, estabelece pomposamente algum princípio geral falso (ou alguma analogia estapafúrdia) e o aplica a um caso específico. Então, um interlocutor — um seminarista, um entrevistador, um leigo no salão paroquial — convida-o a “Tirar a Conclusão Lógica Para Todos os Casos, Meritíssimo”.
E é exatamente isso que o Sr. Heiner faz ao perguntar ao bispo: “Então homens da Igreja como Bento XVI são completamente inocentes daquilo que estão fazendo?”. E, previsivelmente, Dom Williamson responde de imediato: “Eu não disse isso”. É claro que não disse, Sua Excelência! Porque, se o fizesse, articularia a conclusão lógica, porém obviamente idiota, a saber, que os hereges não são culpáveis por suas heresias. Isso, por sua vez, demonstraria a todos, exceto ao mais obtuso tradicionalista, que seu princípio geral era uma completa bobagem.
Depois de aplicar “O Truque” ao Sr. Heiner, Dom Williamson desvia-se rapidamente dessa evidente idiotice e muda imediatamente para outro assunto: passa a tratar de saber se Bento XVI estaria “recusando as graças” concedidas a ele por ser uma autoridade na Igreja de Deus.
(Trata-se de um argumento circular, diga-se de passagem: Bento XVI não pode perder a autoridade porque possui autoridade.)
Eis, portanto, a exposição que Dom Williamson faz da tese mentevacantista: um herege (Ratzinger) continua sendo papa porque uma mente doente (resultado da má filosofia moderna) o impediu de perceber sua própria heresia, e não havia ninguém por perto para adverti-lo.
Ratzinger não é um herege. Ele apenas sofre de um transtorno de déficit de atenção teológica…
É o clássico Dom Williamson: loquaz, seguro de si, com tom ponderado, ligeiramente pop, discursando (sem dúvida) com um impecável sotaque britânico — e repleto de princípios falsos contraditados pelos manuais de teologia dogmática e de direito canônico anteriores ao Vaticano II.
II. O MENTEVACANTISMO REFUTADO
A. A “doença” prova que Ratzinger é um herege
Dom Williamson descreve os sintomas da “doença” de Ratzinger com expressões como as seguintes:
“A doença consiste em acreditar que não existe uma verdade fixa e objetiva que exclua absolutamente o erro… Bento XVI acredita que a ‘verdade’ católica pode evoluir… Ele não consegue ver que essa doutrina antimodernista católica de seus predecessores é de tal natureza que não pode mudar.”
Essa linguagem, porém, longe de desculpar Ratzinger, na verdade prova que ele perdeu a fé — e, portanto, não é um verdadeiro papa.
Isso fica claro simplesmente pela própria natureza da fé. Ela é uma virtude sobrenatural que concede certeza absoluta sobre aquilo em que se crê — Cristo é Deus, a Igreja Católica é a única Igreja verdadeira, os sacramentos conferem a graça, etc. A “doença” que Dom Williamson atribui a Ratzinger, por outro lado, exclui tal certeza — “não existe uma verdade fixa e objetiva” na qual crer, porque a verdade evolui. Assim, no sistema de Ratzinger, falta um dos elementos necessários (“propriedades”) da fé. Retirar a “certeza” da fé é como retirar o hidrogênio da água: a água deixa de existir como tal.
(E, em honra a Dom Williamson, incluiremos aqui o axioma escolástico apropriado: Negatio proprietatum est deletio naturae — Negar as propriedades de algo é destruir sua natureza.)
Assim, a virtude da fé (verdade imutável = certeza) e a doença de Ratzinger (verdade em evolução = ausência de certeza) são um sinal seguro de que Ratzinger não possui a fé.
E, para um papa, quais são as consequências? “Ele perderia automaticamente o poder pontifício”, explica o Cardeal Billot, “porque, tendo-se tornado um incrédulo [‘factus infidelis’], colocou-se fora da Igreja por sua própria vontade” (De Ecclesia Christi [Roma: Gregoriana, 1927], 1:632).
Portanto, a própria “doença” a que Dom Williamson recorre para desculpar Ratzinger da heresia, ao contrário, o condena como herege — e o destitui do papado. Em termos diretos:
- Sem certeza = sem fé.
- Sem fé = não é católico.
- Sem ser católico = não é papa.
B. Ratzinger condenado por seu juramento
Dom Williamson argumenta que Ratzinger também não é culpável por sua heresia porque:
“Bento XVI acredita que a ‘verdade’ católica pode evoluir. Por exemplo, afirmações gravíssimas da verdade católica que não podem mudar, como o Syllabus ou a Pascendi, ele as chama de meras ‘âncoras substanciais’ na doutrina da Igreja, querendo dizer que a Igreja pôde ancorar-se ali, e que foi útil ancorar-se ali durante algum tempo, mas nos tempos modernos a Igreja necessita de novas ‘âncoras substanciais’ na doutrina.”
Aqui, ao atribuir a Ratzinger uma crença explícita na evolução dogmática, Dom Williamson, sem o saber, crava mais um prego no caixão do herege.
A Pascendi do Papa São Pio X e o Syllabus condenam a evolução do dogma como uma heresia modernista. E Ratzinger, antes de ser ordenado subdiácono, jurou sobre os Evangelhos o Juramento Antimodernista, comprometendo-se a rejeitar e condenar esse erro. Ao prestar esse juramento, o seminarista Ratzinger afirmou publicamente que conhecia a regra da fé. Tornou-se, portanto, culpável pelo pecado de heresia cometido contra ela:
“A partir do momento em que alguém conhece suficientemente a existência da regra da fé na Igreja e que, sobre qualquer ponto que seja, por qualquer motivo e sob qualquer forma, se recusa a submeter-se a ela”, diz o canonista Michel, “a heresia formal está consumada” (“Héresie, Héretique”, Dictionnaire de Théologie Catholique [Paris: Letouzey, 1909–], 6:2222).
Logo, Ratzinger possuía conhecimento suficiente.
Mais uma vez, a “doença” de Ratzinger — a crença na evolução do dogma — o condena como herege, em vez de desculpá-lo.
C. Um papa louco perde o ofício
A absurda equiparação que Dom Williamson faz entre má filosofia e uma espécie de doença mental pinta um retrato de Ratzinger completamente divorciado da realidade:
“Sua pobre mente, por mais dotada que seja, está doente por causa daquela filosofia moderna — especialmente alemã — que desliga a mente de seu objeto, como cortar o oxigênio dos pulmões.”
Mas essa tentativa específica de exculpar Ratzinger da heresia conduz a outro problema que Dom Williamson não previu: a “loucura” é uma faca de dois gumes.
“São impedidos de ser validamente eleitos [papas] (…) aqueles afligidos por insanidade habitual. (…) Ao cair em insanidade certa e perpétua, o Romano Pontífice perderia automaticamente a jurisdição pontifícia. (…) Pois a insanidade certa e perpétua do Romano Pontífice (não duvidosa ou temporária) equivale à morte e, pela morte, o Romano Pontífice certamente perde sua jurisdição” (Wernz-Vidal, Jus Canonicum [Roma: Gregoriana, 1938], 2:415, 2:452).
Portanto, se Ratzinger é louco demais para ser um herege, também é louco demais para ser um verdadeiro papa.
D. Confundindo “pecado” com “crime”
Dom Williamson dá a entender que professar a heresia não acarreta consequências para um herege — e particularmente para um papa herético — a menos e até que o herege seja de algum modo advertido.
“Nos bons e velhos tempos”, diz Dom Williamson, “um papa católico colocava teólogos muito inteligentes e ortodoxos no Santo Ofício, anteriormente conhecido como Inquisição, e estes interrogavam um neomodernista da seguinte maneira: ‘O senhor escreveu que a Pascendi é apenas uma “âncora substancial”. Isso equivale a heresia. Ou você se retrata, ou o Papa tem autoridade para excomungá-lo. Por favor, escolha.’”
Essa afirmação, porém, demonstra que Dom Williamson confundiu a distinção que os canonistas fazem entre dois aspectos da heresia:
- Moral — heresia como peccatum (pecado) contra a lei divina.
- Canônico — heresia como delictum (crime) contra o direito canônico.
A distinção moral/canônica é fácil de compreender se a aplicarmos a algo com que todos estamos um pouco mais familiarizados: o aborto. Há dois aspectos sob os quais podemos considerar o aborto:
- Moral: pecado contra o quinto mandamento que resulta na perda da graça santificante.
- Canônico: crime contra o cânon 2350, §1 do Código de Direito Canônico, que resulta em excomunhão automática.
No caso da heresia, as advertências só entram em jogo no que diz respeito ao crime canônico de heresia. Elas não são exigidas como condição para cometer o pecado de heresia contra a lei divina.
O canonista Michel estabelece para nós a distinção com clareza:
“A pertinácia não inclui necessariamente uma longa obstinação por parte do herege nem advertências da Igreja. Uma coisa é uma condição para o pecado de heresia; outra é uma condição para o crime canônico de heresia, punível pelas leis canônicas” (“Héresie”, em DTC, 6:2222).
É o pecado público de heresia do papa nesse sentido — a ofensa contra a lei de Deus — que o despoja da autoridade de Cristo.
Portanto, as advertências que Dom Williamson imagina não são condições necessárias para concluir que Ratzinger é um verdadeiro herege e que, portanto, ele não é um verdadeiro papa.
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Neste ponto, surge naturalmente uma pergunta: por que diabos ninguém na Fraternidade, especialmente uma mente de renome como a de Dom Williamson, parece jamais reconhecer erros tão aparentemente fundamentais e corrigi-los?
A razão é a mentalidade de cartilha partidária da Fraternidade São Pio X. Quando você entra para a organização, espera-se que honre as noções recebidas (“données”) formuladas durante “A Era do Arcebispo”.
Assim, como já apontei em outro lugar, um membro da Fraternidade deve repetir reverentemente as “posições da Fraternidade” sobre sua natureza (sociedade de vida comum sem votos), sua supressão (inválida), a Missa Nova (má, mas promulgada ilegalmente), o Vaticano II (não vinculante), a resistência a um verdadeiro papa (justificada por teólogos; o papa é como um “mau pai”), o sedevacantismo (“cismático”, não católico), a excomunhão de Dom Lefebvre (“Roma diz não!”), etc.
Toda pesquisa e produção teológica é útil e incentivada somente na medida em que confirma a linha partidária em cada um desses pontos. O pensamento independente, ou a lealdade a algum princípio superior à Fraternidade (em matéria de dogma, direito canônico etc.), é prova de “un mauvais esprit” (um mau espírito) e motivo suficiente para receber uma passagem só de ida para Mumbai.
Assim, como apontou em 1984 um colega e ex-membro da FSSPX, as únicas pessoas que sobrevivem por muito tempo na FSSPX são aquelas que não pensam.
O que a Fraternidade trata como particularmente tóxico é a eclesiologia padrão — aquelas áreas da teologia dogmática católica que explicam a natureza da Igreja, a autoridade do papa e a necessidade de estar visivelmente unido a ambos. Foi-me dito por membros da FSSPX que os seminaristas da instituição aprendem sobre esses temas a partir de “notas” elaboradas por professores dos seminários da FSSPX na Europa, em vez dos manuais de teologia dogmática anteriores ao Vaticano II. Um assunto delicado demais para lidar, sem dúvida.
Visto sob essa luz, o argumento absurdo que Dom Williamson propõe para desculpar a heresia de Ratzinger e, assim, evitar suas consequências inevitáveis — uma mente doente — encaixa-se perfeitamente. Lealdade à linha do partido acima de tudo!
Assim, quando Dom Williamson concluiu sua entrevista cantando alguns versos do musical Oklahoma — “Há sabedoria na ópera e até nos musicais!”, diz ele — outra canção me veio à mente, esta de HMS Pinafore, de Gilbert e Sullivan. Talvez, quando estiver em clima de cantar, Sua Excelência devesse experimentar alguns compassos da canção entoada por Sir Joseph Porter, Primeiro Lorde do Almirantado:
“Sempre votei quando meu partido mandava,
“E jamais pensei em pensar por mim mesmo.
“(Não, ele nunca pensou em pensar por si mesmo!)
“E de tão pouco pensar, eles me premiaram
“Fazendo de mim o comandante da Marinha da Rainha!”
Mentevacantismo, avante!
Outubro de 2006
