SÍNTESE DO PADRE OLIVIER RIOULT SOBRE A QUESTÃO JUDAICA
Lúcio Guimarães, 20 de agosto de 2026

O Padre Rioult não começou a falar sobre o judaísmo ontem: antes mesmo do seu livro sobre a questão judaica, De la Question Juive: Synthèse, o reverendo francês já tratava do assunto. É de conhecimento dos mais antigos no movimento que uma conferência do Padre Rioult de 2014, a qual foi censurada do YouTube, estremeceu muitos tradicionalistas. Se a conferência lhes causou espanto, que causará, pois, o livro?

“questão judaica” em quatro pontos. Links: (1) https://www.lasapiniere.info/archives/2675 (2) https://odysee.com/@Catholibel:0/la.question.juive.720p:2 (3) https://odysee.com/@ODIOUS:7/De-la-question-juive-Abb%C3%A9-Rioult:8 (4) https://gloria.tv/post/wkVbenVeZZju6Y1M1sk41Arf4 (5) https://sedevacantisme.wordpress.com/2014/07/15/conference-de-labbe-rioult-a-quebec/ (6)
http://www.tradition-quebec.ca/2017/10/conference-de-monsieur-labbe-olivier.html (7) https://lacontrerevolution.wordpress.com/2014/08/11/conference-de-labbe-rioult-sur-le-judaisme-au-quebec/
Quatro anos mais tarde, De la Question Juive foi publicado na França, tendo sido plenamente aceita e lida nos círculos tradicionalistas franceses. Oito anos depois, em nosso atual ano de 2026, notam-se os efeitos do livro na mentalidade tradicional, e como não houve quem pudesse responder à obra, seus argumentos mantiveram-se de pé e convenceram a todos os que a leram.
Alguns brasileiros haviam se comprometido a traduzir o livro para o português, mas parece que isso não passou de uma promessa vazia. Seja como for, o fato é que não é possível apreender o que se passa ideologicamente na tradição francesa sem o conhecimento deste livro escrito pelo Padre Rioult. Tomamos a liberdade de lê-lo e dele extrair algumas notas, além de selecionarmos trechos memoráveis que serão apresentados abaixo. Que podemos dizer do livro De la Question Juive? Que é realmente a melhor síntese introdutória ao problema histórico da questão judaica. Porém, fazemos notar que, por ser uma introdução ao tema, ele é realmente sucinto, mas não é o mais completo, visto que o livro de Maurice Pinay, Complô Contra a Igreja, o qual é citado pelo próprio Padre Rioult, é muito mais complexo e profundo do que a síntese do reverendo francês. Para um iniciante, no entanto, De la Question Juive será um ótimo começo. Não roubaremos a experiência da leitura daqueles que leem nossas considerações, mas instigaremos a curiosidade dos mais intelectualizados com as seguintes passagens do livro:

Tradução: “O judaísmo está, portanto, ligado histórica, jurídica, política e religiosamente a esse deicídio. Se todos os homens, judeus ou não, são responsáveis pela morte do Salvador, entre os povos, um único povo, enquanto povo, foi envolvido nesse fato. Foram de fato os chefes oficiais do povo judeu, em nome do judaísmo, que condenaram Jesus Cristo à morte, justamente porque ele havia se proclamado Filho de Deus: ʽNão é por nenhuma boa obra que te apedrejamos, mas por blasfêmia, e porque tu, sendo homem, te fazes Deusʼ (Jo 10,33). ʽSegundo a nossa lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deusʼ (Jo 19,7). Caifás, ʽque era o sumo sacerdote naquele anoʼ, era verdadeiramente o órgão mais autorizado da religião judaica. Ora, ele invocou a lei de Moisés e motivou o seu decreto como uma ação defensiva de todo o povo e da própria religião. Foram de fato ʽos sumos sacerdotes e todo o Sinédrioʼ que declararam: ʽEle merece a morteʼ (Mt 26,65). Foi verdadeiramente o sacerdócio de Aarão, síntese e expressão da economia teocrática do Antigo Testamento, que condenou o Messias.”


Tradução: “A importância histórica e teológica da destruição do Templo de Jerusalém, que acarreta a supressão do sacerdócio levítico, é capital. Esse castigo, sendo ao mesmo tempo um ato da justiça divina e um efeito da sua misericórdia, era o último meio de converter os judeus, fazendo-os compreender, pelos próprios fatos e não mais pelas profecias, que a Antiga Aliança estava revogada e que a Nova já havia começado. É provavelmente São João Crisóstomo quem melhor explicou essa verdade. ʽAssim, Deus desviou os sacrifícios ao arruinar a cidade e ao torná-la inacessível a todos os judeus: tal é o estratagema do qual Deus se serviu. Se não fosse um estratagema, por que ele teria confinado esse culto a um único lugar, ele que está presente em toda parte e que preenche tudo? Por que, após ter concentrado a adoração nos sacrifícios, os sacrifícios em um lugar, o lugar em um tempo, e o tempo na duração de uma única cidade, ele arruinou a cidade escolhida? O que há de espantoso e incrível é que os judeus têm o poder de ocupar o mundo inteiro, onde não lhes é permitido sacrificar, enquanto Jerusalém, a única cidade onde é permitido sacrificar, é também a única que lhes é inacessível. Não é, portanto, clara e evidente, mesmo para aqueles que são totalmente desprovidos de inteligência, a causa dessa destruição? Como um arquiteto que assentou os fundamentos, ergueu as paredes, arredondou as abóbadas e ligou todas as abóbadas a uma única pedra colocada no meio, se ele vem a remover essa pedra, destrói toda a ligação do edifício; assim Deus, tendo feito da cidade de Jerusalém como uma chave de abóbada do culto, destruiu, ao derrubá-la em seguida, todo o restante do edifício dessa instituição.ʼ”


Tradução: “No século passado, o Padre August Rohling (1839-1931), doutor em teologia, professor de exegese na Universidade de Münster, cônego da colegiada de Praga, apoiando-se nos trabalhos de Johann Andreas Eisenmenger (1654-1704), professor de hebraico em Heidelberg, também se debruçou, com atenção, sobre o assunto utilizando versões não expurgadas do Talmude. Ele fez publicar em 1871, na Alemanha, a obra ʽDer Talmudjudeʼ (ʽO Judeu talmúdicoʼ), que foi publicado na França em 1888 pelos cuidados do Padre Maximilien de Lamarque, doutor em teologia. Na mesma época, um estudo comparável foi realizado por Justin Bonaventure Pranaitis (1861-1917), padre católico lituano, professor de hebraico na Universidade eclesiástica imperial de São Petersburgo: ʽO Talmude desmascaradoʼ, que foi publicado em latim em 1892 com o imprimatur de Monsenhor Kozlowski. O Padre A. Rohling afirmava que o ʽesquema mental talmúdicoʼ influenciava judeus ʽortodoxosʼ assim como ʽprogressistasʼ: ʽUm orgulho desmedido era a alma dessa doutrina extravagante, e como acontece ordinariamente que o orgulho é seguido ou acompanhado da maior decadência moral em teoria e na prática, o rabinismo produziu uma doutrina moral que não equivale a nada menos do que à moral do paganismo. Ela forma um conjunto sistemático, no qual são admitidos a mentira e a fraude, o roubo, o assassinato e o adultério. Os fariseus são os pais desse monstro assustador, e compreende-se facilmente por que o Salvador os designou como uma raça de víboras e de filhos de Satanás. No entanto, compreende-se mais dificilmente como um judeu inteligente não reconhece que Israel rejeitou a verdade ao rejeitar o Cristo.ʼ”

Tradução: “A. A síndrome de Israel. Desde o desaparecimento do judaísmo bíblico, substituído pelo judaísmo rabínico, isto é, desde a perda do vínculo e da aliança com Deus, o povo judeu é um povo sem Deus. É, portanto, um povo sem Pai que sofrerá logicamente dos mesmos sintomas deque sofre uma criança sem pai. Para fazer o vínculo entre o dado teológico e as suas consequências psicológicas no judaísmo, as conclusões de André Bergevin, professor honorário das Universidades de Paris e especialista em neuropsicologia na Sorbonne, nos serão de grande auxílio.”

Tradução: “O famoso ʽcomplexo de Édipoʼ, que encontraremos no centro das teorias freudianas, tirando o nome, não tem nada a ver com a história contada pela mitologia grega. Trata-se aqui do apego amoroso que uma criança sentiria pelo genitor do sexo oposto e do desejo obscuro da morte do genitor que é seu rival. Como Israel expulsou e matou seu rival? Crucificando o Cristo e tomando o seu lugar.”

Tradução: “A Sinagoga, nervosa e febril, tem uma grande facilidade para a fabulação e para a paranóia devido à sua profunda fragilidade emocional. Ao menor sinal de oposição ou de crítica contra certos judeus, a comunidade organizada vai para o fronte e ouve-se então em todos os meios de comunicação gritos de desespero diante da terrível ameaça… Se essas ameaças decorrem frequentemente da ilusão, o sentimento de perseguição, por sua vez, é bem real em muitos judeus. Uma inquietação surda atormenta a alma judaica que não conhece a paz.”

Tradução: “Israel, sofrendo de angústia existencial e tendo um distúrbio de identidade, consciente ou inconscientemente, busca sempre dissolver as identidades, sejam elas sexuais (feminismo), sociais (marxismo) ou nacionais (globalismo), e coagular as partículas atomizadas a fim de unificar o mundo e trabalhar pelo advento na terra de uma ʽpazʼ definitiva que será a paz de Israel, porque os outros terão se tornado semelhantes aos judeus e compartilharão da mesma neurose. O exemplo que melhor ilustra esse fenômeno é certamente a impostura freudiana que revelou uma parte da face sombria do judaísmo. Todas as referências precisas das citações que virão a seguir encontram-se mais uma vez nas obras de Hervé Ryssen.”

Tradução: “O criptojudaísmo assemelhava-se, portanto, em mais de um ponto a uma organização de espionagem, de sabotagem e de subversão contra a qual os povos têm um direito natural de legítima defesa. Por ter negligenciado esse aspecto das coisas, a cristandade visigótica desapareceu. Àqueles que pensassem que esse fenômeno marrano é uma estranheza histórica dos tempos antigos que não existe mais há muito tempo, demos alguns fatos e testemunhos que os persuadirão do contrário.”

Tradução: “A política pontifícia desenvolveu-se, portanto, segundo uma dupla direção: por um lado, uma luta geral contra os heréticos e contra os marranos em particular, tarefa que caberá à Inquisição, e, por outro lado, a promulgação de um conjunto de leis cujo objetivo é a proteção dos cristãos contra a usura e a subversão judaica.”


Tradução: “C. O Noeísmo (1965). Vimos que o mamonismo e o comunismo servem à dominação econômica, e o sionismo à dominação política. Mas não há dominação perfeita sem a conquista das almas. Faltava, portanto, a dominação religiosa. Ora, tal é o projeto do noeísmo, que ambiciona judaizar a humanidade não convertendo-a, mas submetendo-a.”

Tradução: “c. Vaticano II e a judaização da Igreja. O noeísmo quer que o cristianismo seja reformado em suas partes consideradas defeituosas pelos judeus segundo as luzes do judaísmo. Pois bem, os seus desejos serão ordens: ʽHoje, a Igreja repudiou toda a teologia da substituição e reconhece a eleição atual do povo judeu… Isso obriga a uma releitura da tradição, a um trabalho de interpretação, a novos custos, dos dois testamentos. É um caminho no qual o Papa João Paulo II abriu muito particularmente a via. A teologia da substituição, que fez muito mal, não é mais o pensamento da Igreja de hoje.ʼ”

Tradução: “Que o leitor nos perdoe por estas citações, mas elas eram necessárias para medir o grau de heterodoxia dos heréticos modernistas e o grau de submissão dos discípulos do Vaticano II a Israel… A verdade, por sua vez, é muito simples e bem mais límpida: não há, não pode haver e nunca haverá amizade judeo-cristã digna desse nome.”

Tradução: “O judaísmo encerra uma dupla impostura: religiosa e étnica. O mito teológico do ʽpovo eleitoʼ e o mito político do ʽgene judeuʼ são, com efeito, apenas as duas faces de uma mesma impostura ideológica que pretende que os judeus seriam, de uma maneira ou de outra, uma ʽsemente sagradaʼ. O primeiro mito foi inventado pelo Talmude, e o segundo pelo sionismo sob a influência do Talmude.”
