DE SCHEEBEN E CASEL A JOSEPH RATZINGER: O ARIANISMO NA EUROPA (1960–1992)
Carlos Alberto Disandro (†1994)
Fonte: https://archive.org/details/el-pampero-americano_202603
Tradutor do texto: Elvira Mattoso.
Descrição: O texto propõe uma interpretação geopolítica e teológica que denuncia o neoarianismo da Igreja pós-Vaticano II como uma traição aos fundamentos greco-romanos e teândricos da Europa e da América Românica. Disandro argumenta que a judaização do pensamento católico atual prepara o terreno para uma Terceira Guerra Mundial, opondo o monoteísmo negativo semítico à tradição clássica. Por fim, ele advoga por um humanismo hiperbóreo e uma “Terceira Posição Teológica” como vias de resistência estética e política para preservar a independência espiritual americana frente à ruína global iminente.
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NOTA
De La Hostería Volante: Organo del pensar americano para una cultura humanística y política americana, nº 36, La Plata, agosto de 1992, p. 5–13, tomamos este artigo do Dr. Carlos A. Disandro que, há quase dezesseis anos, oferecia um panorama religioso-político sumário e sistemático com o qual antecipava linhas fundamentais dos anos por vir, até hoje vigentes e, certamente, consideravelmente agravadas. Para facilitar sua leitura, acrescentamos, sempre entre parênteses, as traduções que nos pareceram pertinentes de alguns termos gregos, latinos ou alemães. Recordemos, contudo, que o doutor os utilizava, atento às suas capacidades alusivas em suas respectivas línguas, justamente para induzir seus leitores a um esforço reflexivo que superasse o desgaste que afeta tantas nobres palavras de nosso entorno. As traduções que indicamos não devem, portanto, de modo algum, constituir um obstáculo à realização desse esforço.
A. C. R.
INTRODUÇÃO
Na Terceira Guerra Mundial que se avizinha e que significará a implosão dos Estados Unidos — inclinados ao Mysterium iniquitatis (mistério da iniquidade), como o entreviu Herman Melville há um século — e, depois, sua destruição como potência mundialista, investida pelo poder racial e espiritual judeu, como revulsivo cultural na ferrea aetas (era de ferro); nessa Terceira Guerra Mundial que delineei em outros trabalhos meus,[1] pouco difundidos na Argentina e apenas conhecidos na América; nessa guerra, pois, que teve um início ameaçador na “Guerra do Golfo”,[2] somente a clareza de um humanismo político construtivo, estético-operativo, e seu consequente noein (pensar) e prattein (fazer ou agir) americanos na Romania regenerativa, pelo latim — somente esse humanismo poderá emergir da escravidão ecumenista, pseudoteológica, a fim de empenhar um retorno à arkhé (princípio), tal como o vislumbro em meu breve ensaio “Reasunción del Principio Hyperbóreo” (“Reassunção do Princípio Hiperbóreo”).[3]
Mas, ao mesmo tempo, esse humanismo, livre de toda antropolatria, antroposofia, antropoteísmo etc., deve vislumbrar, na manipulação atual dos poderes planetários, um recurso para decidir o futuro, ostensivamente katabático (em descenso ou ruinoso), já nas constatações de um kairós (conjuntura, momento epocal) entenebrecido pelas forças obscuras que conduzem o mundo à sua ruína. Nesse sentido, proponho-me, com este breve artigo, alertar sobre o “arianismo” regenerado pela Roma ecumenista hodierna, como caso particular de um judeo-cristianismo[4] virulento e ofensivo contra a tradição indo-européia, greco-romana-românica e, portanto, prestes a cumprir e consolidar sua manipulação sobre a outra América, que, por comodidade, chamo América Românica. Esse é o caso do arianismo vigente na teologia romana antroposófica atual.[5]
A fim de delimitar campos semânticos fundamentais, proponho neste comentário a linha de ruptura entre dois teólogos germânicos do passado imediato (1850–1950) e um teólogo, também germânico, do presente imediato, semanticamente caliginoso por obra de sinistros revulsivos conceituais, cujas raízes totalitárias se desentranham desde 1789.[6]
1. ANTECEDENTES SUMÁRIOS
Matías José Scheeben (†1888) é o último representante original de uma teologia sistematicamente orientada na linha do prólogo joanino, de origem grega e estrutura conceitual latino-germânica (Santo Agostinho, São Gregório Magno, São Tomás). Sua obra monumental Die Mysterien des Christentums (“Os Mistérios do Cristianismo”) (1878–1882) implicou, nas cercanias do Concílio Vaticano I (1870), a única renovação importante de uma teologia especulativo-mística; seu pano de fundo patrístico grego, como arkhé encarnada no princípio teândrico, despertou uma esperança de Erlebnis (experiência vivente) teológica na Alemanha católica, esclerosada pela Companhia de Jesus e pela devastadora Kulturkampf (guerra cultural).[7]
Hoje, é claro, Scheeben foi esquecido, como tantas outras coisas, e relegado ao pretérito de uma forma morta; ninguém o recorda.[8] Contudo, seu notável esforço de revalorização das fontes agápicas permanece incólume nessa desmobilização da inteligência conceitual. Aqui conviria interpor precisamente a visão teológica de Vladimir Soloviev (1853–1900),[9] que convergia, em certo modo, com a de Scheeben. A formação romana de Scheeben[10] no período de Pio IX e seu conhecimento das correntes germânicas da filologia clássica mantiveram-no à margem do impacto hegeliano. De todo modo, a nota mais importante no pensamento do teólogo recordado foi a renovação de Mysterium, Mystico, Noein ou Denken.Uma teologia especulativa sem concessões às correntes dialéticas e evolucionistas que começavam a insinuar-se no pano de fundo europeu; uma “filologia” que não pactuava com a hermenêutica crítica da parádosis (tradição); e, enfim, um claro ajuste sistemático que recuperava os grandes symbola orgânicos como um pano de fundo imune a todo reducionismo semântico — tudo isso poderia caracterizar essa Erlebnis do jovem e maduro Scheeben. Sua obra constituiu uma clara disjunção em relação ao judaísmo então em ascensão mundialista por meio de lojas difundidas desde a Revolução Francesa e atuantes como chave instigadora dos acontecimentos de 1830, 1848 e 1870. Die Mysterien des Christentums parecia reservar um espaço agapístico autônomo e fecundo, que permitiria um retorno ao noein teológico sem mistura de judeo-cristianismo.
No entanto, o percurso acadêmico das universidades alemãs produziu uma inflexão inesperada, que avivou polêmicas contrapostas imediatamente anteriores e posteriores à guerra de 1914, como se pode ver na obra pouco conhecida do jovem Walter F. Otto,[11] que haveremos de resenhar em outra ocasião e comentar detidamente, se necessário.
O segundo nome, antecipado em meu título abrangente, é Dom Odo Casel, O.S.B.,[12] cujo itinerário consistiria na descoberta e formulação de uma “teologia de fontes simbólicas” na Liturgia grega e romana e, portanto, no pano de fundo especulativo que as acompanhou desde as origens, isto é, nos escritos patrísticos gregos (desde os Padres Apostólicos, como São Policarpo de Esmirna e Santo Inácio de Antioquia, até os grandes teólogos, como São João Damasceno, século VIII). Mas em Odo Casel deparamos com um filólogo-teólogo, e não com uma teologia especulativa que empunha a filologia como ferramenta “auxiliar”. De qualquer modo, Odo Casel restabeleceu em sua plenitude a semântica de mysterion, sem a qual é impossível regenerar o princípio teândrico do Evangelho agapístico. Também Odo Casel recompõe uma teologia sistemática em uma Mysterientheologie (teologia dos mistérios), a partir de sua tese de doutorado na Universidade de Bonn.[13]
Em outras palavras, a teologia especulativa sistemática de M. J. Scheeben e a “teologia mistérica” de O. Casel mantinham uma estrita continuidade de fontes e desenvolvimento histórico até o período da Segunda Guerra Mundial. Nesse panorama, eram impossíveis o ecumenismo mundialista, a abolição das fontes (arkhé) e a reinterpretação do cristianismo como uma forma do monoteísmo hebraico.[14] Era impossível o retorno do arianismo após os Concílios de Niceia (325) e Calcedônia (451). Porém, o “hoje” mostra, ao menos no Ocidente romano-românico e anglo-germânico, o retorno de Ário e de sua proposta nominalista, evolucionista e dialética em João Paulo II e em seu Prefeito Vaticano da Doutrina, o Cardeal Joseph Ratzinger. Este aparece, assim, como a contraparte de seus compatriotas Scheeben e Casel, mas elevado ao poder geopolítico de uma Roma ariana.
Entretanto, a obsolescência e o abandono da obra de Scheeben e Casel, entre outros, abriram caminho para um “neoarianismo” ecumênico e planetário que, como dizem os greco-ortodoxos,[15] converge com o hebreu-maçonismo no poder mundial e representa, para nossos povos cristãos, um perigo indubitável.
Precisamente nesse refluxo ariano — cujas consequências geopolíticas delinearei posteriormente — a obra dos bispos germânicos e, em especial, de Joseph Ratzinger,[16] é fundamental. Sobre seu perfil doutrinal equívoco tratei em meu trabalho de 1986,[17] traduzido ao alemão e difundido em fascículo pela revista Einsicht, de Munique, dirigida por Eberhard Heller. Aqui interessam-me as perspectivas geopolíticas[18] do arianismo e da Terceira Guerra Mundial que antevejo para a Europa das arkhaí linguísticas indo-européias, Europa der Vaterländer (Europa das Pátrias), e a destruição de seus fundamentos teândricos, e, naturalmente, para a América Românica, regeneradora do princípio hiperbóreo. Não deliro: extraio conclusões sistemáticas; não profetizo: ao contrário, redimensiono um perfil cultural-político.
Por outro lado, o professor Wiegand Siebel[19] também tratou desse problema do arianismo ou neoarianismo de Ratzinger, mas segundo outras evidências e referências que permanecem à margem de minhas reflexões e de minhas concepções geopolíticas, mundialistas e bélicas. Em outras palavras, as raízes de um pensar teológico tornam-se fundamento de um kairós político. E é missão do humanista configurá-lo.
2. O ARIANISMO DOS SÉCULOS IV–V D.C.
Este capítulo pertence à história da teologia grega e à clarificação conceitual do princípio teândrico, imune ao judaísmo. Poderíamos dizer que, nesse período atanasiano, confrontaram-se o princípio javista da unicidade de Deus e da raça de Israel, e o princípio teândrico da união divino-humana, vigente em Cristo (pessoal), no culto mistérico (sacramental) e na linguagem mistérica (grega). A contenda afetou geopoliticamente o império de Constantino, sua posterior divisão e, sobretudo, o panorama da Igreja Oriental. Notemos, ademais, que ainda não se haviam manifestado as origens da religião corânica. A existência do Islã é precisamente hoje um dado que não podemos omitir para compreender o horizonte geopolítico.
Ratzinger, ao questionar o princípio teândrico, inevitavelmente judaiza e entrega a Europa der Vaterländer ao poder de Israel, juntamente com [Agostino] Casaroli e tutti quanti; ou então abre uma perigosa confrontação com o islamismo expansivo. Nesse sistema complexo, o arianismo é a energia semântica propulsora da Terceira Guerra Mundial. Esta é minha tese geral, de grande importância para avaliar o governo mundial do senhor [George] Bush.
3. O ARIANISMO NA ESPANHA MEDIEVAL
A norma de Castela triunfou, como se vê pelo panorama dos séculos XIII–XV. Houve um surto de arianismo na Espanha visigótica devido ao contato com árabes e judeus, e a obra confessional e política judaizante de algum bispo e de certos teólogos encontrou rápida rejeição. Foi o grande romanista Karl Vossler quem, em sua obra España y Europa,[20] assinalou essa inesperada tormenta anulada pelo Reino de Castela. Com efeito, a obra de Afonso, o Sábio, foi a recognição das fronteiras étnicas, raciais, linguísticas, teológicas — culturais, em uma palavra.[21] Essa recognição que recordo mantinha as rédeas semânticas da Fé Trinitária e Teândrica, sem consentir em emulsões nocivas e sem impedir o trânsito fecundo, conforme se pode aprofundar em José Amador de los Ríos, Américo Castro e outros.
Toda essa história, que aqui recordo de modo necessariamente sucinto, implicou que a América emergisse à História sem o arianismo corruptor; permitiu a política imperial de Carlos V; definiu, por quase cinco séculos, o encontro indígena-americano e a romanidade hispânica, teologicamente derivada de Santo Isidoro de Sevilha. O judaísmo colonial no território da América hispânica, importante de todos os modos entre os séculos XVI–XX, careceu dessa rampa doutrinal do arianismo na Igreja Romana para corroer a Tradição. Contudo, tenhamos em conta que esse arianismo convivia ou se articulava com o islamismo em tensões complexas dentro do monoteísmo negativo semítico, ou confrontados ambos — Israel Javista e Allah Corânico — com o princípio hiperbóreo, teândrico, grego, da Europa e da América. Quando falo de princípio, entendo uma arkhé generativa, e não uma mera recognição conceitual. Essas são as raízes profundas de um vínculo entre Teologia e Geopolítica, gestoras da Terceira Guerra Mundial.
4. O ARIANISMO TRIUNFANTE NO PÓS-VATICANO II
A situação é diferente neste fim de milênio: diferente do século IV no Império Romano e da Espanha medieval dos séculos XI–XII. A Roma católica é agora uma potência ariana; e é nessa conjuntura que vislumbramos os mais graves conflitos, cuja primeira expressão é a “Guerra do Golfo”, que se enquadra no que denominei guerra de bolsões como preparação da Guerra Mundial.[22] Mas esta reconhece um estímulo teológico, que atuará ao mesmo tempo como revulsivo de todas as “culturas” e “povos” e como gestor de uma frente bélica geral, de fontes religiosas e poder militar empírico.
O arianismo triunfante liquidou a semântica grega e propõe um termo médio entre o princípio javista e o princípio teândrico indo-europeu-grego, isto é, aquilo que, em termos mais explícitos, denomino judeo-cristianismo (cristianismo reabsorvido no judaísmo). Este, confrontado com o islamismo, produzirá a guerra. A rota das deficiências corânicas será provavelmente, em seu Drang (impulso), o empuxo para o Ocidente, pela milenar via do norte da África em direção ao Estreito e à Espanha; e, pelo norte do Mediterrâneo, o caminho rumo ao centro da Europa, Viena, Colônia e Paris. Talvez a Catedral de Colônia, monumento hiperbóreo-teândrico, venha a ser transformada em mesquita. É preciso reler Heinrich Heine e sua perturbadora profecia que anuncia a demolição das catedrais.
5. DESMONTAGEM SEMÂNTICA DA EUROPA
Para compreender os panos de fundo conceituais, aqui apenas sumariamente enumerados, devemos perceber e calibrar o signo da ruptura teológica de Ratzinger,[23] o mais importante porta-voz do arianismo, em sua elaboração doutrinal mais recente e em suas funções hierárquicas decisivas. Nessa elaboração consumou-se uma formidável “desmontagem semântica”. Perecem e afundam em uma Dämmerung (ocaso) tenebrosa os Padres gregos, Scheeben e Casel, e com eles dois mil anos de emergência solar do noein agapístico. Mas, ao mesmo tempo, tais panos de fundo remodelam uma geopolítica ariana que, em última instância, conduz a dois resultados possíveis: a consolidação do poder mundial judaico ou a guerra mundial entre este e o islamismo. Por isso, estamos diante de uma desmontagem semântica operada por Roma, que amolece as fundações milenares linguísticas e religiosas da Europa der Vaterländer. Pois a Terceira Guerra Mundial — consequência de uma geopolítica ariana com João Paulo II, George Bush, John Major, Mikhail Gorbachev, Boris Yeltsin, François Mitterrand, Carlos Menem, Carlos Salinas de Gortari etc. — resulta de um conflito histórico-teológico do monoteísmo negativo, que anula, desconhece ou suprime a mística joânica do Monógeno (Jo 1,18); e, em consequência, o alinhamento das forças supostamente cristãs — que são, na realidade, judeo-cristãs — com as quais colidirá inevitavelmente a expansão corânica, já em curso. O que denomino “forças hiperbóreas teândricas” tende a ser desmobilizado pela geopolítica ariana de Joseph Ratzinger e suas emulsões semânticas incompatíveis com a Fé.
6. O DESTINO DA AMÉRICA ROMÂNICA A PARTIR DE 1992
América ariana ou América teândrica: eis a disjuntiva espiritual profunda para enfrentar as complexas tensões que nos cercam. Na realidade, meu pensamento redimensiona uma Terceira Posição Teológica. De um lado, o judaísmo mundial que agora investe e domina o judeo-cristianismo; de outro, o islamismo corânico estrito, que se opõe ao monoteísmo javista. O teandrismo constitui, pois, uma Terceira Posição Teológica que recupera a União Divino-Humana (segundo o Concílio de Calcedônia, ano 451) e proclama uma ação histórica sem os jugos da guerra. Tal seria o destino da América da Segunda Independência, o que implica, é verdade, uma guerra americana ou uma revolução nacional-americana, mas de outro significado e finalidade. Eu a definiria como uma guerra heráclica, a fim de salvar um espaço para o mito grego e o Evangelho agapístico. De outro modo, seremos absorvidos nas “guerras do Anticristo” e em sua tirania planetária, tal como a entreviram Hugo Benson e Vladimir Soloviev.[24] Mas isso exigiria completar áreas conceituais adjacentes, que reservamos para outro capítulo de nossas reflexões geopolíticas. Afirmo, isso sim, que o mundo está à beira do abismo, sem nenhuma responsabilidade — nem moral nem executiva — de nossa América irredenta, escravizada e manipulada. É tarefa do humanismo hiperbóreo, que proclamo desde 1942, para este vasto rebento generativo do latim e do mundo antigo — a prisca gens mortalium (prístino povo dos mortais) das fundações hiperbóreas — propor a clareza audaz do pensamento e a dimensão oikística heráclica da obra estética, para habitar um espaço livre de monstros e de poderes therioformes (de forma monstruosa), e alcançar, uma vez mais, como diz Lucrécio, as “divinas ribeiras da luz” (dias luminis oras).
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Carlos A. Disandro
La Plata, 27 de março de 1992, em homenagem ao grande Teólogo São João Damasceno, para reafirmar na América Românica sua áurea sabedoria e admirável fortaleza, o último teólogo do teandrismo hiperbóreo, que resplandece em sua divina prosa grega.
[1] Cf. Segunda Guerra de la Independencia y Tercera Guerra Mundial, La Plata, 1988, 86 páginas, passim.
[2] Conferência proferida no Centro Justicialista de Estudos Geopolíticos de La Plata, em 15 de maio de 1991. Ali trato da derrota dos EUA e suas previsíveis consequências. Inédita.
[3] Cf. Ciudad de los Césares, nº 23, Santiago do Chile.
[4] Cf. minha obra La Herejía Judeo-Cristiana, Buenos Aires, Struhart y Cía., 1982, especialmente caps. 1 e 2. Ali examino as doutrinas do falecido Cardeal Daniélou, que, junto com Karl Rahner e Henri de Lubac, são os jesuítas mais importantes nessa grande emulsão da New Age.
[5] Cf. meus trabalhos La Antroposofía de Karol Wojtyła, Córdoba, 1980, e Las Tesis de Karol Wojtyła y su ruptura com la Sacra Tradición, Córdoba, 1981.
[6] Cf. meus artigos em Ciudad de los Césares, nº 7 e 14.
[7] Paul Graf von Hoensbroech, Der Jesuitenorden, Berna e Leipzig, 1927, vol. II, p. 97 e seguintes.
[8] Cf. Martin Grabmann, Historia de la Teología Católica desde fines de la Era Patrística hasta nuestros días, baseada no compêndio de M. J. Scheeben. Tradução espanhola: Madrid, Espasa-Calpe, 1940, p. 292 e seguintes.
[9] Cf., entre outras, sua obra Rusia y la Iglesia Universal. Tradução castelhana: Buenos Aires, 1936.
[10] Cf. Le Mystère de l’Église. Tradução francesa de Augustin Kerkwoord, O.S.B., Paris, 1946, com um importante estudo sobre M. J. Scheeben e bibliografia moderna.
[11] Cf. Der Geist der Antike und die christliche Welt (“O Espírito da Antiguidade e o Mundo Cristão”), Bonn, Fr. Cohn Verlag, 1923, 139 páginas.
[12] Cf. revista Maison-Dieu nº 14, Ed. du Cerf, Paris 1948: “Dom Odo Casel (1886–1948): La doctrine du mystère chrétien”.
[13] De Philosophorum Graecorum silentio mystico (“Sobre o silêncio místico dos filósofos gregos”), Bonn 1919. Importantes obras traduzidas para o francês. Mas a mais importante e decisiva, da qual cito a edição alemã, é Die Liturgie als Mysterienfeier (“A liturgia como celebração dos mistérios”), Freiburg im Breisgau, 1923. Dela nos ocuparemos em outra oportunidade.
[14] Cf. minha obra Theomorfismo y Sociomorfismo en la Iglesia, La Plata 1969.
[15] Cf. Vrais Chrétiens Orthodoxes de Grèce. Mosteiro Ortodoxo São Miguel, Lavardac, França. Tomo I, 1990, especialmente caps. II–IV, p. 17–45. Não há desperdício neste volume importante, nem no sentido espiritual, nem histórico, nem hermenêutico. Apraz-me recomendá-lo aos meus leitores, para ilustração de muitos temas que costumo enfrentar sem autoridade alguma. Mas os V.C.O. têm autoridade.
[16] Cf. os artigos importantes consagrados pelos editores e colaboradores da revista SAKA-Informationen, Basiléia, e em particular sobre Ratzinger e seus colegas. Entre esses artigos frequentemente se ilustra o neoarianismo, cujos mestres seriam os jesuítas Karl Rahner e Henri de Lubac, já falecidos. Cf. supra nota 4.
[17] Cf. meu trabalho La Crisis de la Fe y la Ruina de la Iglesia Romana, La Plata, 1986. Esclareço que oportunamente enviei este trabalho à Secretaria correspondente do Vaticano. Sem comentários.
[18] Segundo minha concepção desta ciência, resumida em meu opúsculo La Geopolítica, una ciencia humanística, Córdoba, 1980.
[19] Cf. W. Siebel, “Ratzingers Lehre von den Letzten Dingen”, em SAKA-Informationen, Novembro de 1991, p. 201–207. Transcrevo um só parágrafo conclusivo deste ensaio fundamental: “Entscheidend unter allen Häresien ist Christusbild. (…) Mit seiner Verleugnung der Gottheit Christi zeigt er sich als Arianer” (“Decisiva entre todas as heresias é a imagem de Cristo de Ratzinger. […] Com sua negação da divindade de Cristo, ele se evidencia como ariano”) (p. 207, col. 1).
[20] Edição do Instituto de Estudos Políticos, Madrid, 1951.
[21] Convém reler cuidadosamente a obra de Américo Castro, em particular España en su Historia: Cristianos, moros y judíos, Barcelona, 1983, 2ª ed. (amplamente comentada em El P.A. Nº 16). Da mesma forma, José Amador de los Ríos, Historia social, política y religiosa de los judíos en España y Portugal, Buenos Aires, 1943, vol 1, p. 171 e seguintes.
[22] Cf. meu trabalho citado na nota 1, p. 79 e seguintes.
[23] Cf. Kleine katholische Dogmatik, Regensburg, 1990, Band IX. Os temas de Ratzinger são: a escatologia, a vida eterna. Não se pode duvidar do reducionismo ariano do Cardeal germano.
[24] Cf. W. Solowjew, Uebermensch und AntiChrist: Über das Ende der Weltgeschichte (“Super-homem e Anticristo: Sobre o fim da história mundial”). Aus der Gesamtwerk Solowjews, ausgewählt und übersetzt, eingeleitet und erläutert von Ludolf Müller, Freiburg im Breisgau, 1958, Herder-Bücherei, Volume 26. Trabalho importante do maior conhecedor de W. S. na Alemanha, tradutor de sua obra completa na nova edição em 9 volumes, Munique, Erick Wevel Verlag. O último tomo é consagrado a cartas e poemas, com uma biografia do pensador russo. O diálogo do Anticristo encontra-se no volume VIII. A Kurze Erzählung von Antichrist (“Breve Narrativa sobre o Anticristo”) está neste pequeno volume da Herder-Bücherei, p. 100–133. Há uma edição castelhana, publicada em Buenos Aires, mas lamentavelmente incompleta. (N. da R.: Posteriormente publicamos uma versão castelhana completa, a partir do francês: V. Soloviev, Breve historia del Anticristo, Buenos Aires, Cielos Abiertos, 1998).
