FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO: SELEÇÃO
Blog Zelanti
Fonte: https://zelanti.net/pt/
Descrição: Excertos de diversos autores a respeito da doutrina do extra Ecclesiam nulla salus (fora da Igreja não há salvação).
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SOMENTE O SACRIFÍCIO OFERECIDO PELA IGREJA É AGRADÁVEL A DEUS
Fazendo referência ao Papa São Gregório Magno, Santo Anselmo de Cantuária, Doutor da Igreja, dirige-se contra o antipapa Giberto, que tomou o nome de Clemente III, afirmando que ele precisa retornar à Igreja que é a única pela qual o Sacrifício é aceitável a Deus: “Vinde à dolente e por si gemente madre Igreja, para que ela mesma por vós ofereça um sacrifício aceito ao Senhor. Pois ela é a única através da qual o Senhor aceita de bom grado o sacrifício [‘Sola enim est, per quam sacrificium libenter Dominus accipit’], (…) fora da qual quem quer que coma o cordeiro é profano, de cujas carnes a lei proíbe que se leve para fora [‘extra quam quicumque agnum comederit profanus est: de cujus carnibus lex efferri foras prohibet’].” — Santo Anselmo de Cantuária, Doutor da Igreja, Contra Guibertum antipapam, PL 149, 456.
É CERTO DE FÉ QUE INFIÉIS NÃO SE SALVAM, POR MAIS QUE INVENCÍVEL E INCULPAVELMENTE IGNOREM QUE CRISTO É O REDENTOR
“Essa sentença é expressamente contrária a [Francisco] Suárez, De fide, disp. 12, sect. 4, e ao Eminentíssimo [Cardeal Juan de] Lugo, De fide, disp. 12, n. 104, os quais ensinam que pode ser salvo o catecúmeno que crê com fé explícita que há um só Deus, doador dos dons sobrenaturais, mesmo que morra antes de ter sido de modo algum instruído sobre Cristo, ou antes de saber que Cristo é o Redentor. Prova-se, em primeiro lugar, porque é certo de fé [‘quia certum de fide est’] que os judeus e os maometanos, por mais invencivelmente e inculpavelmente que ignorem que Cristo é o Redentor, não se salvam, como se lê no capítulo Firmiter, De summa Trinitate e na última sessão do Concílio de Florença, no Decreto da União [bula Cantate Domino], e como é evidente pelo senso comum de todos os fiéis. Mas, se a sentença de Suárez fosse verdadeira, de que crer que Cristo é o Redentor não seria meio necessário para a salvação [‘medium necessarium ad salutem’], seguir-se-ia que muitos maometanos se salvariam. Provo a consequência: segundo Suárez, o catecúmeno, pelo simples fato de ser instruído que há um só Deus remunerador, mesmo ignorando Cristo, logo receberia o hábito infuso sobrenatural da fé, e assim poderia ser elevado por Deus à contrição sobrenatural de seus pecados, e então, morrendo nesse estado, ele se salvaria. Mas [se assim o fosse], o mesmo se pode dizer do maometano: pois este, invencivelmente ignora que Cristo é o Redentor (pois tanto faz ignorar totalmente quanto negar invencivelmente), e crê que há um só Deus remunerador; logo, também este maometano receberia o hábito infuso da fé, e poderia ser elevado ao ato de contrição, e assim se salvaria.” — Padre Ângelo Maria Verricelli, Quaestiones morales (1656), quaest. IV, sect. VI.
SE QUEM MORRE NO ESTADO DE IGNORÂNCIA INVENCÍVEL PODE SER SALVO E SE É POSSÍVEL MORRER EM TAL ESTADO
“10ª Questão: O que se pode dizer sobre aqueles que vivem entre católicos? Caso estivessem em ignorância invencível e morressem em seu estado de separação, poderiam ser salvos? Resposta: É praticamente impossível que qualquer pessoa dessa classe esteja em um estado de ignorância invencível; pois, para estar em ignorância invencível, três coisas são necessariamente requeridas. Em primeiro lugar, que a pessoa tenha um desejo real e sincero de conhecer a verdade; pois, se ela for fria e indiferente quanto a um assunto de tanta importância como sua salvação eterna, se for descuidada quanto a saber se está no caminho certo ou não, se, escravizada a esta vida presente, não se preocupar com a próxima, é evidente que uma ignorância que surja dessa disposição é uma ignorância voluntária e, portanto, altamente culpável aos olhos de Deus. Será ainda mais culpável se a pessoa for positivamente relutante em buscar a verdade por medo de inconvenientes mundanos, evitando assim todas as oportunidades de conhecê-la. Sobre esses, a Escritura diz: ‘Eles passam seus dias na riqueza, e em um momento descem ao inferno; que disseram a Deus: Afasta-te de nós, não desejamos conhecer os Teus caminhos’ (Jó 21,13). Em segundo lugar, para que alguém esteja em ignorância invencível, é necessário que ele esteja sinceramente resolvido a abraçar a verdade onde quer que a encontre, e custe o que custar. Pois, se não estiver completamente resolvido a seguir a vontade de Deus, onde quer que apareça em todas as coisas necessárias à salvação, se, ao contrário, estiver tão disposto que preferiria negligenciar seu dever e arriscar sua alma a ofender seus amigos ou se expor a alguma perda ou desvantagem temporal, sua ignorância é culpável e nunca poderá desculpá-lo diante de seu Criador. Sobre isso, nosso Salvador diz: ‘Quem ama pai ou mãe, ou filho ou filha, mais do que a Mim, não é digno de Mim’ (Mt 10,37). A terceira coisa necessária para que uma pessoa esteja em ignorância invencível é que ela sinceramente faça o seu melhor para conhecer o seu dever, e, particularmente, que recomende a questão com seriedade ao Deus Todo-Poderoso, e ore por luz e direção d’Ele. Pois, por mais que deseje conhecer a verdade, se não usar os meios adequados para encontrá-la, sua ignorância não é invencível, mas voluntária. A ignorância é invencível apenas quando a pessoa tem um desejo sincero de conhecer a verdade, com uma plena resolução de abraçá-la, mas ou não tem meios possíveis de conhecê-la, ou, depois de usar seus melhores esforços, não consegue descobri-la. Portanto, se uma pessoa for deficiente em buscar conhecer o seu dever, sua ignorância não é invencível — é sua própria culpa o fato de não saber. E se a desatenção, indiferença, motivos mundanos ou preconceitos injustos influenciam seu julgamento e fazem-no ceder à tendência da educação, ele não possui nem ignorância invencível nem temor de Deus. Agora, é inconsistente com a bondade e as promessas de Deus que uma pessoa criada em uma religião falsa, mas que esteja no estado pressuposto por essas três condições e use seus melhores esforços para conhecer a verdade, seja deixada em ignorância invencível sobre ela; mas, se, por seu apego ao mundo, a objetos sensuais ou egoístas, não estiver assim disposta e negligenciar os meios adequados para chegar à verdade, então sua ignorância é voluntária e culpável, não invencível.” — Bispo George Hay, Works of the Right Rev. Bishop Hay (1871), vol. II, p. 290–291.
A IGNORÂNCIA NÃO-CULPÁVEL OU INVENCÍVEL NUNCA FOI NEM NUNCA SERÁ UM MEIO DE SALVAÇÃO
“A ignorância não-culpável ou invencível nunca foi nem nunca será um meio de salvação. Para ser salvo, é necessário ser justificado, ou estar em estado de graça. Para se obter a graça santificante, é necessário ter as corretas disposições para a justificação, isto é, a verdadeira fé divina, pelo menos nas verdades necessárias à salvação, uma confiante esperança no Salvador divino, uma contrição sincera pelos pecados, juntamente com o firme propósito de fazer tudo o que Deus ordenou, etc. Ora, tais atos sobrenaturais de fé, de esperança e de caridade, de contrição, etc., que preparam a alma para receber a graça santificante, não podem de modo algum ser providos pela ignorância invencível; e se a ignorância invencível não pode fornecer aquilo que é preparatório para a recepção da graça santificante, muito menos poderá fornecer a própria graça santificante. A ignorância invencível, diz Santo Tomás, é uma punição pelo pecado.” — Padre Michael Müller, C.Ss.R., The Catholic Dogma (1888), p. 217–218.
QUANDO SE DISCUTE SOBRE O ESTADO DE IGNORÂNCIA INVENCÍVEL, NÃO SE SEGUE QUE QUEM ESTÁ EM TAL ESTADO PODE SER SALVO SEM O BATISMO OU A FÉ CATÓLICA
“Quando se postula a ignorância invencível sobre a questão do batismo ou da fé católica, não se segue que uma pessoa possa ser salva sem o batismo ou a fé católica. Pois os aborígenes, a quem nenhuma pregação da fé ou religião cristã chegou, serão condenados por pecados mortais ou por idolatria, mas não pelo pecado em si da incredulidade. Conquanto, como diz Santo Tomás, se fizerem o que está ao seu alcance, acompanhados de uma boa vida em conformidade com a lei natural, é consistente com a Divina Providência que Ele os ilumine quanto ao nome de Cristo.” — Francisco de Vitória, O.P., De Indis et de iure belli relectiones (1532).
É CERTO DE FÉ QUE OS JUDEUS NÃO PODEM SER SALVOS VIVENDO SOB A LEI DO VELHO TESTAMENTO
“Questão 1: Se os judeus estão na Igreja de Deus, e podem ser salvos vivendo sob a lei do Velho Testamento na Fé de Cristo enquanto vindouro. Resposta: Os judeus não estão na Igreja de Deus, nem podem ser salvos na fé de Cristo vindouro observando a lei antiga. Primeiro, que os judeus não estão na Igreja de Deus, é provado pelo Apóstolo em 1 Coríntios, cap. 5, vers. 12: ‘Pois o que me importa julgar aqueles que estão fora?’. Dito o qual é assumido no cap. Multi 18 e q. 1, cap. Gaudemur 8 de divort. e se aplica aos hebreus e a outros infiéis, dos quais se diz estarem fora da Igreja. A razão é que todo homem nasce fora da Igreja, seja ele de origem católica, seja de judeu, seja de pagão, e nela não pode entrar senão pelo batismo, o qual é dito ser a porta da Santa Igreja, pela qual todos entram mediante sua regeneração. É doutrina católica recebida por todos sob o direito da fé, como refere Ricciull, com os doutores citados, lib. 2, cap. 1. Vide cap. 4, n. 62. Segundo, que os judeus não podem ser salvos na fé do Velho Testamento, prova-se. Primeiramente porque a fé do Velho Testamento foi ab-rogada, morta, e mortífera para os que a observam, segundo Santo Tomás, Suma Teológica, I–II, q. 103, art. 3 e 4. Pois ela foi ab-rogada na morte de Cristo, na qual, assim como foi transferido o Sacerdócio, assim também a velha lei em favor da nova; pois, advindo a luz do Evangelho, cessou a sombra da velha lei, logo, não pode mais salvar na fé de Cristo vindouro. Ademais, porque ninguém pode ser salvo senão no Nome de Jesus Cristo, que já veio. Atos 4,12: ‘Pois não há outro nome sob o céu dado aos homens, no qual seja necessário nós sermos salvos’. Mas os hebreus não têm a fé em Cristo Encarnado, logo, de modo algum podem ser salvos. E isto é certo na fé entre os católicos [‘Et hoc de fide certum est apud Catholicos’].” — Francesco Bordoni, T.O.R., Sacrum Tribunal iudivcum in causis Sanctae Fidei (1648), cap. XXV, De Iudeis & Paganis.
TODOS QUE PERMANECEM NO JUDAÍSMO E NO PAGANISMO SERÃO CONDENADOS
“E acontecerá em toda a terra: duas partes dela serão dispersas; e isso quer dizer: em todo o mundo duas partes dos homens serão dispersas e perecerão, a saber, os judeus e os pagãos; pois todos os que permaneceram no judaísmo e no paganismo serão condenados, somente a terceira parte, que será dos católicos, será guardada e será salva. Pois somente aqueles dentre os judeus e os pagãos que se convertem ao catolicismo são salvos. Assim (dizem) São Remígio, Alberto e Lirano.” — Cornélio a Lápide, S.J., Commentaria in Zachariam Prophetam, cap. 13, n. 8.
PAGÃOS, JUDEUS, MAOMETANOS E HEREGES SERÃO CONDENADOS
“Além disso, vê o amor especial que te levou a nascer em países cristãos, e no ventre da verdadeira Igreja que é a Católica. Quantos nascem entre pagãos, judeus, muçulmanos ou entre hereges, os quais todos se condenam! [‘Quanti nascono tra i gentili, tra i giudei, tra i maomettani , o tra gli eretici, i quali tutti si dannano!’]. Considera que, por respeito ao grande número deles, poucos, nem mesmo a décima parte, são aqueles que têm o destino entre os homens para nascer onde reina a verdadeira fé; e entre esses poucos Deus nos escolheu. Oh, que imenso dom é este dom da fé! Quantos milhões de almas entre os incrédulos estão desprovidos de Sacramentos, sermões, exemplos de bons companheiros e todas as outras ajudas que estão em nossa igreja para nos salvar! E o Senhor quis conceder-nos todas estas grandes ajudas sem qualquer mérito nosso, mas antes prevendo nossos deméritos, pois, quando pensou em nos criar e nos dar essas graças, já previu nossos pecados e as injúrias que lhe causaríamos.” — Santo Afonso Maria de Ligório, C.Ss.R., Doutor da Igreja, Sermão XXIX, para a Domingo da Santíssima Trindade. Extraído de: https://www.intratext.com/ixt/itasa0000/_P31W.HTM.
SANTO TOMÁS DE AQUINO ENSINA QUE A FÉ EXPLÍCITA EM CRISTO É NECESSÁRIA POR NECESSIDADE DE MEIO
“Por fim, acrescenta-se Santo Tomás, que abertamente parece [‘qui aperte videtur’] ter esta sentença [sobre ser absolutamente impossível alguém ser salvo sem possuir a fé explícita em Cristo, N. do T.], pois, na 3. dist. 25. q. 2. art. 2. Quæstionem. 2, ele disse: ‘Que após o advento de Cristo, todos, tanto os maiores quanto os menores, são obrigados a crer explicitamente, e, se alguém não tivesse instrução, Deus lha revelaria, a não ser que por sua culpa (assim) permanecesse’ [‘Quod post adventum Christi omnes tam maiores, quam minores tenentur ad credendum explicitè, & si aliquis instructionem non haberet, Deus ei revelaret, nisi ex culpa sua remaneret’]. Logo, entende Santo Tomás que esta fé explícita é necessária por necessidade de meio [‘Ergo sentit Sanct. Thom. esse necessariam necessitate medii hanc fidem explicitam’], pois, de outro modo, se não tivesse um instrutor, seria escusado de tal preceito, o que Santo Tomás não admite, mas recorre a um modo extraordinário de instrução, que então seria devido. E, na II–II, q. 2, art. 7, falando no princípio do corpo [do artigo] sobre aquilo que é necessário crer com necessidade de meio, conclui que afé em Cristo Senhor de algum modo devia ser crida em todo tempo: ‘Depois do tempo da lei da graça, porém, todos, tanto os maiores quanto os menores, são obrigados à fé explícita em Cristo’. Logo, ele fala da necessidade de meio, do contrário não falaria consequentemente.” — João de Santo Tomás, O.P., Cursus theologicus, In Secundam Secundae D. Thomae, disput. IV, artic. 1, quest. 1, n. 14.
SANTO AGOSTINHO ENSINA QUE A FÉ EXPLÍCITA EM CRISTO É NECESSÁRIA POR NECESSIDADE DE MEIO
“Mais abertamente, Santo Agostinho [sobre ser absolutamente impossível alguém ser salvo sem possuir a fé explícita em Cristo, N. do T.]. Pois, além do trecho acima citado do livro 2 contra Pelágio e Celéstio, cap. 24, onde ele entende isto de modo tão amplo que inclui até os justos da Antiguidade, existe outro trecho insigne no livro DeCorrept. & Gratia, cap. 7, onde ele diz: ‘Desta danação não se livrarão os que poderão dizer que não ouviram o Evangelho de Cristo, pois a fé vem pelo ouvir’. E em seguida [ele diz]: ‘E por isso, tanto os que não ouviram o Evangelho, quanto os que, tendo-o ouvido, não quiseram vir a Cristo, isto é, crer nele, e os que, pela pouca idade, nem puderam crer, mas do pecado original só poderiam ser absolvidos pela água da regeneração [isto é, o batismo], o qual, contudo, não tendo recebido, morreram e pereceram, não estão separados daquela contaminação, que se sabe ser condenada, indo todos, a partir de um, para a condenação’. Onde Santo Agostinho também fala da fé explícita em Cristo, porque fala da fé do Evangelho, e estabelece a necessidade dela como totalmente inescusável, mesmo por ignorância invencível, o que pertence à necessidade de meio, e, nos adultos, compara a necessidade desta fé à necessidade do batismo nas crianças, o qual se sabe ser tão necessário para eles, que por nenhuma outra coisa pode ser suprido; logo, a fé explícita em Cristo é tão necessária aos adultos como o batismo para as crianças.” — João de Santo Tomás, O.P., Cursus theologicus, In Secundam Secundae D. Thomae, disput. IV, artic. 1, quest. 1, n. 13.
SANTO TOMÁS DE AQUINO MANIFESTAMENTE ENSINA QUE A FÉ EXPLÍCITA EM CRISTO É NECESSÁRIA POR NECESSIDADE DE MEIO
“Prova-se, em quarto lugar, por Santo Tomás, que também manifestamente parece ensinar [‘manifeste docere videtur’] a mesma sentença [sobre ser absolutamente impossível alguém ser salvo sem possuir a fé explícita em Cristo, N. do T.]. Pois na 3ª. dist. 25, quest. 2, art. 2, quaestiunc. 2, escreve o seguinte: ‘Após o advento de Cristo, todos, tanto os maiores quanto os menores, são obrigados a crer explicitamente, e, se alguém não tivesse instrução, Deus lha revelaria, a não ser que por sua culpa [assim] permanecesse’. Logo, ele entende que esta fé explícita é necessária com necessidadede meio para a salvação; pois, de outro modo, se alguém não tivesse instrução, poderia ser justificado sem ela, o que o Santo Doutor não admite, mas recorre a um modo extraordinário de instrução, que então seria devido.” — Jean-Baptiste Gonet, O.P., Clypeus Theologiae Thomisticae (1671), tomo IV, disp. VI, art. 5, n. 71.
73 PADRES DA IGREJA, DOUTORES E SANTOS, 74 TEÓLOGOS E 28 EXEGETAS BÍBLICOS ENSINAM QUE A MAIOR PARTE DA HUMANIDADE SE CONDENA
“Acaso a maior parte de todo o gênero humano, considerado de modo geral, é condenada devido a seus pecados mortais? Afirmativamente responde a Tradição universal, testemunhada por 73 Padres da Igreja, Doutores e Santos, 74 Teólogos e 28 intérpretes da Sagrada Escritura. Esta doutrina é dita ser ‘de fide’ por alguns teólogos; por outros é chamada mais que verdadeira, comum, certa; ‘nem de modo algum se encontra algum dos Padres [da Igreja] que tenha escrito em contrário’, como nota Estius.” — Francisco Xavier Godts, C.Ss.R., De paucitate salvandorum quid docuerunt sancti? (1899), Compendium status quaestionis, n. 1.
A MAIOR PARTE DOS CATÓLICOS ADULTOS É CONDENADA DEVIDO A UMA MÁ VIDA, ASSIM ENSINAM TODOS OS PADRES DA IGREJA, DOUTORES E SANTOS
“Acaso a maior parte dos católicos adultos, por sua má vida, é condenada? Afirmativamente, respondem novamente todos os Padres [da Igreja], Doutores e Santos, que trataram especificamente dos católicos; bem como todos os Teólogos e Intérpretes, anteriores ao Protestantismo; tal opinião é chamada mais comum por Santo Afonso.” — Francisco Xavier Godts, C.Ss.R., De paucitate salvandorum quid docuerunt sancti? (1899), Compendium status quaestionis, n. 2.
