Monsenhor Ernest Jouin (1844–1932)

Carta de Sua Eminência o Cardeal Gasparri a Monsenhor Jouin
Do Vaticano, 20 de junho de 1919.

Monsenhor,

O Soberano Pontífice dignou-se aceitar com bondade paternal a homenagem de seu novo estudo sobre a Guerra Maçônica.
É com boa razão que, nesta obra, cuidastes de destacar, através de documentos e raciocínios irrefutáveis, a doutrina inepta e essencialmente anticatólica da Maçonaria — uma doutrina decorrente do deísmo, ele próprio nascido da Reforma; doutrina que conduz inevitavelmente, como vemos hoje, à própria negação de Deus, ao ateísmo social e ao laicismo, forma atual desta impiedade que, para o maior detrimento dos povos, pretende banir das sociedades todo vestígio de religião e toda intervenção da Igreja.
Tivestes o cuidado particular de realçar, apesar das mentiras que por vezes iludem os próprios católicos, a identidade da Maçonaria consigo mesma, em toda parte e sempre, como uma continuação do plano das seitas, cujo desígnio é, de fato, a ruína da Igreja Católica.
Sua Santidade tem, portanto, o prazer de felicitá-lo e encorajá-lo em seus trabalhos, cuja influência pode ser tão fecunda em alertar os fiéis e ajudá-los a lutar eficazmente contra aquilo que tende a destruir tanto a ordem social quanto a religião.
Como penhor dos favores celestiais e em testemunho de Sua benevolência paternal, o Santo Padre concede-vos a Bênção Apostólica.
Agradecendo-vos pelo exemplar que graciosamente oferecestes, e com os meus parabéns pessoais, queira, Monsenhor, aceitar a expressão de minha inteira devoção em Nosso Senhor.

P. Cardeal GASPARRI.


Cônego Sauvêtre, Un bon serviteur de l’Église: Monseigneur Jouin (Paris, 1936)
Edição original: Le péril judéo-maçonnique (Paris, 1932)

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