RELATÓRIO RESUMIDO SOBRE O CONCLAVISMO
Lúcio Guimarães, 30 de março de 2026

Não é novidade para ninguém que um dos locais com maior atividade conclavista do Brasil é a cidade de Atibaia, São Paulo, onde o Palmar de Troya mantinha uma capela e um fluxo recorrente de missas. Estranho é, porém, o envolvimento de alguns palmarianos com a Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB) e também com certas ramificações obscuras do tradicionalismo católico. Desde 2024, quando o termo conclavismo não foi mais bem visto pelos próprios conclavistas, frases como “trabalhar para a eleição de um verdadeiro papa” e “a Igreja não pode ficar sem uma cabeça visível por mais tempo” são o novo código discreto dos conclavistas para angariar o apoio de tradicionalistas que nada sabem sobre o passado tenebroso do movimento conclavista. Encontramos nesse meio a CIA financiando conclaves e até mesmo agentes da KGB, como Emmanuel Korab, além de falsos bispos, bispos casados, novas heresias, seitas por todos os lados, lavagem de dinheiro, orgias e mil e uma loucuras. Como Roma está ocupada por modernistas, os conclavistas sonham que a solução para o problema é realizar um conclave fora de Roma. A consequência desse pensamento foi a criação de quase uma centena de falsos papas e novas igrejas pelo mundo. Citamos brevemente alguns desses papas:
Os “Papas” do Palmar de Troya
David Bawden (“Papa” Michael)
Lucian Pulvermacher (“Papa” Pio XIII)
Michel Collin (“Papa” Clemente XV)
Gaston Tremblay (“Papa” Gregório XVII)
Victor Von Pentz (“Papa” Lino II)
Bryan Richard Clayton (“Papa” Atanásio I)
Francis Schuckardt (“Papa” Adriano VII)
Chester Olszewski (“Papa” Chriszekiel Elias, Pedro II)
Oscar Michaelli (“Papa” Leão XIV)
Alejandro Tomás Greico (“Papa” Alexandre IX)
Julius Tischler (“Papa” Pedro II)
Maurice Archieri (“Papa” Pedro II)
Quando um conclavista é confrontado com os desastres do movimento, a resposta é sempre a mesma: “Eles não fizeram o conclave da forma correta, eles são infiltrados que trabalhavam para impedir o verdadeiro conclave, que será feito por nós no futuro”. O que não dizem, no entanto, é que todos os papas do conclavismo também responderam a mesma coisa quando criaram suas novas igrejas: “Aquele conclave não valeu, mas só o meu é verdadeiro”. Agora, ao que tudo indica, o grande plano é derrotar a Tese de Cassiciacum e reunir o máximo número de bispos da linhagem Carmona para, enfim, com o auxílio da tese de Maxence Hecquard sobre a jurisdição dos bispos, realizar o único e verdadeiro conclave. O que poderia dar errado?
Grande é o material histórico sobre o conclavismo, mas alguns conjecturam que os conclavistas lançarão suas novas razões em favor do conclave muito provavelmente após as sagrações da FSSPX em julho deste ano, razão pela qual decidimos nos adiantar resumindo a história do conclavismo em um breve relatório para facilitar o acesso às informações do passado daqueles que querem “trabalhar para a eleição de um verdadeiro papa”.
O maior investigador da história do conclavismo é Magnus Lundberg, um historiador que escreveu longamente sobre os supostos papas do conclavismo; seu website contém as principais informações históricas sobre essa matéria. Nós compilaremos futuramente todo o seu material em um relatório completo sobre o conclavismo. Basta, por ora, para agilizar os estudos, as seguintes fontes:
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Links:
Historia del Conclavismo: https://archive.org/details/historia-do-conclavismo-parte-ii-as-aparicoes-do-palmar-de-troya
Magnus Lundberg: https://magnuslundberg.net/
Modern Alternative Popes: https://magnuslundberg.net/category/modern-alternative-popes/




