COROAÇÃO DE CARLOS II, O CALVO (869)
Hincmar de Reims (†882)
Fontes: (1) Patrologia Latina, vol. 138, p. 737–742. Paris, 1853. (2) Alfred Boretius e Victor Krause (eds.), Ordo coronationis Karoli II in regno Hlotharii II factae, em Monumenta Germaniae Historica, Legum sectio II: Capitularia regum Francorum, tomo II, p. 456–458. Hannover, 1897. Link: https://ancientlibrary.net/anonymous-coronatio-caroli-ii/
Tradutor do texto latino: Gustavo Petrônio Toledo.
Descrição: O documento registra a aclamação e elevação solene de Carlos, o Calvo (823–877), como rei da Lotaríngia em Metz, dia 9 de setembro de 869, sob iniciativa e consenso do episcopado e do povo — Carlos, que já governava a Frância Ocidental, aproveitou-se da morte repentina de seu sobrinho, Lotário II (835–869), para anexar o território e se proclamar o novo soberano daquela região. O texto apresenta o pacto político-religioso no qual o monarca jura defender a Igreja, a justiça e as leis de cada ordem social em troca de fidelidade e auxílio régio. Traz a fundamentação canônica e o sermão de Hincmar, arcebispo de Reims (806–882), que legitima sua intervenção interprovincial com base no direito eclesiástico e na linhagem carolíngia. Descreve as etapas do rito de sagração, composto pelas bênçãos episcopais, pela unção crismal e pela entrega formal da coroa, do cetro e da palma.
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I. DISCURSO DOS BISPOS AO POVO
Vós sabeis, e é de conhecimento de muitos em muitíssimos reinos, quantos e quais acontecimentos suportamos conjuntamente, por causas bem conhecidas, durante o tempo de nosso senhor, que tivemos até agora, e com quanta dor e angústia nossos corações foram recentemente feridos por sua infausta morte. Por isso, privados e desamparados de nosso rei e príncipe, consideramos que o único refúgio e o conselho singularmente salutar para todos nós seria voltarmo-nos, mediante jejuns e orações, para Aquele que é nosso auxílio nas necessidades e nas tribulações; Aquele a quem pertencem o desígnio e o reino, e que, conforme está escrito, o dará a quem quiser; Aquele em cuja mão estão os corações dos reis, que faz habitar unidos numa mesma casa, derrubando o muro de separação e fazendo de ambos um só. Suplicamos à sua misericórdia que nos concedesse um rei e príncipe segundo o seu coração, que nos governasse, preservasse e defendesse, em todas as ordens e condições, com juízo e justiça, conforme a sua vontade; e que inclinasse e unisse unanimemente os corações de todos nós àquele que Ele, segundo a sua misericórdia, havia conhecido de antemão, escolhido e predestinado para nossa salvação e prosperidade.
Ora, visto que, pela vontade de Deus, que cumpre a vontade dos que o temem e atende às suas súplicas, reconhecemos, em nossa concorde unanimidade, ser o legítimo herdeiro deste reino aquele a quem espontaneamente nos confiamos — a saber, nosso presente senhor, rei e príncipe Carlos —, para que nos presida e nos beneficie, parece-nos conveniente, se vos aprouver, que demonstremos, mediante um sinal absolutamente certo, como vos manifestaremos depois de suas palavras, que acreditamos ser ele o príncipe escolhido por Deus e a nós concedido. E, para que não sejamos ingratos para com Deus, dispensador de seus próprios benefícios, rendamos-lhe ações de graças e oremos para que conserve por longo tempo esse rei entre nós, para nossa salvação, para a defesa de sua santa Igreja e para o auxílio e prosperidade de todos nós, com segurança, paz e tranquilidade; e para que, obedecendo-lhe com fiel devoção e desfrutando da desejada proteção, sejamos governados, sob sua administração, no serviço de Deus. E, se isso lhe aprouver, parece-nos digno dele e necessário a nós que ouçamos de sua própria boca aquilo que convém a um rei cristianíssimo declarar a um povo fiel e unânime em seu serviço, e que convém a cada um, segundo sua própria ordem, receber com espírito devoto.
II. DECLARAÇÃO DO REI CARLOS
Depois disso, o rei Carlos declarou pessoalmente, na mesma igreja, diante de todos os presentes, o que se segue:
Assim como estes veneráveis bispos disseram pela voz de um deles, e demonstraram por sinais certos de vossa unanimidade, e como vós mesmos aclamastes, que vim até aqui por eleição de Deus, para vossa salvação, prosperidade, direção e governo, sabei que, com a ajuda do Senhor, quero conservar a honra e o culto de Deus e das santas igrejas. Quero também honrar e proteger cada um de vós, segundo a dignidade de sua ordem e de sua pessoa, na medida de meu conhecimento e de minhas possibilidades, e mantê-lo honrado e protegido; e conservar, para cada um, segundo sua ordem e conforme as leis que lhe competem, tanto eclesiásticas quanto seculares, o direito e a justiça. Tudo isso, porém, de modo que cada um de vós, segundo sua ordem, dignidade e capacidade, me preste a honra régia, o reconhecimento da potestade, a devida obediência e o auxílio necessário para conservar e defender o reino que Deus me concedeu, assim como vossos antepassados os prestaram fiel, justa e razoavelmente aos meus antepassados.
III. DISCURSO DE HINCMAR, ARCEBISPO DE REIMS
Depois disso, Hincmar, bispo de Reims, por ordem e solicitação de Advêncio, bispo daquela cidade, e dos demais bispos da província de Tréveris — a saber, Hatão, bispo da Igreja de Verdun; Arnulfo, bispo da cidade de Toul; e Franco, bispo da cidade de Tongres —, com a anuência dos bispos da província de Reims, declarou publicamente, diante dos bispos, do rei e de todos os que se encontravam reunidos naquela igreja, os capítulos seguintes:
Para que ninguém, porventura, considere inconveniente ou presunçoso que eu e os veneráveis bispos de nossa província façamos isso — visto que, sendo de outra província, intervimos na ordenação e nos negócios desta —, saiba que não agimos contra os sagrados cânones, uma vez que as igrejas de Reims e de Tréveris, nesta região da Bélgica, juntamente com as igrejas que lhes estão confiadas, são consideradas irmãs e pertencentes à mesma comunidade provincial, conforme demonstram a autoridade eclesiástica e um costume antiquíssimo. Por conseguinte, devem exercer juízos sinodais mediante consentimento unânime e observar concordemente aquilo que foi instituído pelos Santos Padres, conservando-se esta condição de privilégio: aquele que tiver sido ordenado primeiro entre os bispos de Reims e de Tréveris deverá também ser tido como o primeiro em precedência.
Além disso, a lei divinamente inspirada ordena, dizendo: Se passares pela messe de teu amigo, recolhendo espigas, esfregá-las-ás com a mão para comê-las; mas não lançarás a foice, nem colherás com ela. A messe é o povo, conforme o Senhor demonstra no Evangelho, dizendo: A messe é grande, mas os operários são poucos. Rogai ao Senhor da messe que envie operários para sua messe. Por isso, deveis orar por nós, bispos, para que possamos dirigir-vos palavras dignas. A messe do amigo, por sua vez, é o povo de uma província confiada a outro metropolita. Assim, exortando-vos, como quem esfrega as espigas com o trabalho das mãos, podemos e devemos conduzir-vos, segundo a vontade de Deus e para vossa salvação, à unidade do corpo da Igreja. Não lançamos, porém, a foice do julgamento sobre os fiéis das províncias confiadas a outros metropolitas, porque não temos motivo para fazê-lo, nem consideramos que isso nos pertença.
Há ainda outra razão: estes veneráveis senhores e nossos irmãos, bispos desta província, não tendo um bispo metropolitano, ordenam e exortam nossa humilde pessoa, por caridade fraterna, a agir nas causas deles assim como agimos nas nossas próprias. Não é assim, senhores irmãos?
E os próprios bispos responderam:
— Assim é.[1]
Além daquilo que nosso senhor bispo e irmão Advêncio vos declarou em seu nome e em nome dos demais irmãos seus e nossos, veneráveis bispos, também nisto podeis reconhecer a vontade de Deus: que nosso presente senhor e rei, o qual, na parte do reino que até agora possuiu e possui, governa e governou utilmente a nós, às nossas igrejas e ao povo que lhe foi confiado, proporcionando-lhes e tendo-lhes proporcionado salutares benefícios, tenha chegado, conduzido pelo Senhor, a este lugar. Também vós, por inspiração divina, aqui vos reunistes e espontaneamente vos confiastes a ele, por impulso daquele mesmo Deus que fez todos os seres vivos entrarem, sem que ninguém os obrigasse, na arca de Noé, símbolo da unidade da Igreja.
Com efeito, seu pai, de santa memória, nosso senhor Luís, o Piedoso, augusto imperador, descendia da linhagem de Clóvis, ilustre rei dos francos, que, pela pregação católica do beato Remígio, apóstolo dos francos, se converteu juntamente com toda a sua nação, e foi batizado na vigília da santa Páscoa, na metrópole de Reims, juntamente com três mil francos, sem contar as crianças e mulheres; e foi ungido e consagrado rei com o crisma recebido do céu, do qual ainda hoje temos uma porção. Luís, o Piedoso, descendia dessa linhagem por intermédio do beato Arnulfo, de cuja descendência carnal procedia o mesmo augusto imperador. Ele foi coroado imperador em Reims pelo papa romano Estêvão, diante do altar da santa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria; e por fim, privado do império terreno pela conspiração de alguns, foi restituído àquela parte do reino, perante o sepulcro de São Dionísio, insigne mártir, pela unanimidade dos bispos e do povo fiel da santa Igreja. E nesta mesma casa, diante deste altar do protomártir Estêvão — cujo nome, traduzido, significa coroado —, foi restituído à coroa do reino e ao império pelos sacerdotes do Senhor, sob aclamação do povo fiel, conforme testemunhamos nós que ali estivemos presentes.
E visto que, como lemos nas histórias sagradas, os reis, quando obtinham reinos, impunham sobre si os diademas correspondentes a cada um deles, não parece descabido a estes veneráveis bispos, se isso agradar à vossa unanimidade, que, em razão da obtenção deste reino, pelo qual espontaneamente vos reunistes em torno dele e a ele vos confiastes, seja ele coroado pelo ministério sacerdotal diante deste altar e consagrado ao Senhor pela sagrada unção. Se isso vos agrada, manifestai-o em uníssono com vossas próprias vozes.
E aclamando todos em assentimento, o mesmo bispo disse:
Rendamos, pois, graças a Deus unanimemente, cantando: Te Deum laudamus [“A vós, ó Deus, louvamos”].
Depois disso, o mesmo rei foi coroado pelos bispos com a bênção sacerdotal.
IV. BENÇÃOS SOBRE O REI CARLOS, ANTES DA MISSA, DIANTE DO ALTAR DE SANTO ESTÊVÃO
Advêncio, bispo de Metz: Ó Deus, que governais os vossos povos com indulgência e os dominais com amor, concedei a este vosso servo, a quem destes o encargo do governo, o espírito de sabedoria; para que, devotado a vós de todo o coração, permaneça sempre idôneo para a direção do reino e, perseverando nas boas obras, possa, sob vossa condução, alcançar o reino eterno. Por Nosso Senhor, etc.
Hatão, bispo de Verdun: Nós vos suplicamos, Senhor, que concedais a este vosso servo a abundância de vossa graça, para que, seguindo os vossos mandamentos com a vossa assistência, receba a consolação da vida presente e da futura. Por Nosso Senhor, etc.
Arnulfo, bispo de Toul: Nós vos suplicamos, Senhor, que sejais propício aos nossos tempos durante o governo deste vosso servo, para que, por vosso dom, sejam dirigidas tanto a nossa segurança quanto a devoção cristã. Por Nosso Senhor.
Franco, bispo de Tongres: Concedei, nós vos suplicamos, Senhor, a este vosso servo a saúde da alma e do corpo, para que, perseverando nas boas obras, mereça ser sempre defendido por vosso poder. Por Nosso Senhor.
Hincmar, bispo de Laon: Receba este vosso servo, Senhor, a vossa bênção, para que, por ela, preservado no corpo e na alma, vos preste sempre um serviço agradável e encontre continuamente os benefícios de vossa propiciação. Por Nosso Senhor.
Odão, bispo de Beauvais: Conservai, nós vos suplicamos, Senhor, este vosso servo e, em vossa bondade, purificai-o com a abundância de vossas bênçãos, para que seja sempre cumulado de vossos ensinamentos e dons. Por Nosso Senhor.
V. BENÇÃO DE HINCMAR, ARCEBISPO DE REIMS
Estenda o Senhor onipotente a destra de sua bênção, derrame sobre ti o dom de sua propiciação e cerque-te com a feliz muralha da guarda de sua proteção, pela intercessão e pelos méritos de Santa Maria e de todos os santos. Amém.
Perdoe-te Ele todos os males que cometeste e conceda-te a graça e a misericórdia que humildemente lhe suplicas; livre-te de todas as adversidades e de todas as insídias dos inimigos visíveis e invisíveis. Amém.
Disponha sempre e em toda parte os seus bons anjos para tua guarda, a fim de que te precedam, acompanhem e sigam; e, por seu poder, livre-te do pecado, da espada e de todos os perigos. Amém.
Converta os teus inimigos à benignidade da paz e da caridade e faça-te agradável e amável junto àqueles que te odeiam. Revista também de uma salutar confusão aqueles que perseveram em perseguir-te e odiar-te. Floresça, porém, sobre ti a santificação eterna. Amém.
VI. UNÇÃO RÉGIA
Às palavras “Coroe-te o Senhor”, o arcebispo Hincmar ungiu-o com o crisma na orelha direita, na fronte até a orelha esquerda, e na cabeça.
Coroe-te o Senhor com a coroa da glória, em sua misericórdia e compaixão, e unja-te, para o governo do reino, com o óleo da graça de seu Espírito Santo, com o qual ungiu sacerdotes, reis, profetas e mártires, que pela fé venceram reinos, praticaram a justiça e alcançaram as promessas; e, pela graça de Deus, sejas tornado digno dessas mesmas promessas, para que mereças gozar da companhia deles no reino celestial. Amém.
Faça-te Ele sempre vitorioso e triunfador sobre os inimigos visíveis e invisíveis; infunda continuamente em teu coração o temor e o amor de seu santo nome; faça-te perseverante na reta fé e nas boas obras; e, concedida a paz em teus dias, conduza-te, com a palma da vitória, ao reino eterno. Amém.
E Aquele que quis constituir-te rei sobre seu povo conceda-te ser feliz no século presente e participante da felicidade eterna. Amém.
Faça-te governar felizmente, por longos tempos, mediante sua providência e tua administração, o clero e o povo que, por seu auxílio, quis submeter ao teu domínio, para que, obedecendo eles às advertências divinas, livres de todas as adversidades, abundantes em todos os bens e servindo-te com fiel amor por meio de teu ministério, desfrutem neste século da tranquilidade da paz e mereçam contigo alcançar a companhia dos cidadãos eternos. Amém.
Que Ele mesmo se digne concedê-lo.
VII. IMPOSIÇÃO DA COROA
Às palavras “Coroe-te o Senhor”, os bispos puseram-lhe a coroa sobre a cabeça.
Coroe-te o Senhor com a coroa da glória e da justiça, para que, com a reta fé e os abundantes frutos das boas obras, alcances a coroa do reino eterno, por concessão daquele a quem pertencem o reino e o império pelos séculos dos séculos.
VIII. ENTREGA DA PALMA E DO CETRO[2]
Às palavras “Conceda-te o Senhor o querer”, entregaram-lhe a palma e o cetro.
Conceda-te o Senhor o querer e o poder para realizar aquilo que ordena, a fim de que, progredindo no governo do reino segundo a sua vontade, alcances, com a palma da vitória perseverante, a palma da glória eterna. Pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vive…[3]
IX. ORAÇÕES DA MISSA
Primeira oração [coleta da festa de São Gorgônio]: Concedei-nos, ó Deus onipotente, que a venerável solenidade de vosso bem-aventurado mártir Gorgônio aumente em nós a devoção e a salvação. Por Nosso Senhor.
Oração pelo rei: Nós vos suplicamos, ó Onipotente, que o vosso servo, que por vossa misericórdia recebeu as rédeas do reino, receba também de vós o acréscimo das virtudes; para que, dignamente adornado por elas, possa evitar as monstruosidades dos vícios e chegar, acolhido por vossa graça, até vós, que sois o caminho, a verdade e a vida. Vós que viveis e reinais com Deus.
X. ORAÇÕES SOBRE AS OBLATAS
Sobre as oferendas [secreta]: Olhai, Senhor, para as oferendas de vosso povo nesta festividade votiva dos santos, e que o testemunho de vossa verdade nos aproveite para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.
Oração pelo rei Carlos: Santificai, nós vos suplicamos, Senhor, as oferendas apresentadas, para que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de vosso Unigênito e, por vossa generosidade, aproveitem em tudo ao nosso rei Carlos, para alcançar a salvação da alma e do corpo. Pelo mesmo Senhor.
XI. ORAÇÕES APÓS A COMUNHÃO
Primeira oração: Salve-nos, Senhor, a comunhão recebida de vossos sacramentos e nos confirme na luz de vossa verdade. Por Nosso Senhor.
Oração pelo rei: Que esta comunhão salutar, Senhor, proteja o vosso servo de todas as adversidades, para que ele alcance a tranquilidade da paz eclesiástica e, transcorrido o tempo desta vida, chegue à herança eterna. Por Nosso Senhor.
[1] A longa justificação inicial do arcebispo de Reims não é meramente protocolar. Ele precisa demonstrar que sua participação numa cerimônia realizada fora de sua própria província não constituía uma usurpação da jurisdição de outro metropolita — Metz pertencia à província de Tréveris (Trier), cujo arcebispo era o metropolita competente. A distinção entre exortar os fiéis e exercer sobre eles a foice do julgamento é especialmente significativa. (N.T.)
[2] A coroa simboliza simultaneamente a dignidade régia presente e a glória eterna esperada. A palma associa a vitória temporal à perseverança espiritual. O cetro representa a autoridade temporal, cuja finalidade é subordinada, nas orações, à observância dos mandamentos divinos. (N.T.)
[3] As expressões “Per Dominum”, “Per eundem” e outras semelhantes foram conservadas em tradução abreviada, pois o documento latino não transcreve integralmente as conclusões das orações. Também se conservou a interrupção da fórmula “Gratia Domini nostri Iesu Christi, qui vivit”, sem acrescentar palavras ausentes do original. (N.T.)
